Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Dois adolescentes de 14 anos morreram após serem soterrados pelo desabamento de um buraco que cavavam em um parque de Inverness, pequena cidade no centro da Flórida, a cerca de uma hora a noroeste de Orlando. George Watts e Derrick “DJ” Hubbard estavam no local havia cerca de duas semanas, escavando a chamada “areia açucarada” — um tipo de areia extremamente fina comum na costa do Golfo do estado.
Homem morre soterrado por avalanche durante passeio de moto de neve nos EUA
Estudante acusado de incendiar maior sinagoga do Mississippi exibe queimaduras nas redes e pode pegar até 20 anos de prisão
Segundo a Fox13, os jovens foram encontrados no sábado (10), enterrados a cerca de um metro e meio de profundidade no Sportsman Park. O alerta foi dado depois que os pais estranharam a falta de resposta dos adolescentes aos celulares. Ao chegarem ao local, encontraram bicicletas e sapatos próximos à área de areia e começaram a cavar enquanto acionavam o resgate. Equipes do Condado de Citrus levaram cerca de 30 minutos para retirar os meninos.
Laço de amizade e comoção na comunidade
Hubbard estava inconsciente quando os socorristas chegaram e morreu após dar entrada no hospital. Watts foi levado em estado crítico e morreu dias depois, após a família decidir desligar os aparelhos que o mantinham vivo e autorizar a doação de seus órgãos. Em uma publicação conjunta no GoFundMe criada em homenagem aos dois, familiares destacaram que eles eram “inseparáveis, cheios de vida, curiosidade e sonhos para o futuro”.
A mãe de Watts, Jasmine, afirmou no site de arrecadação que a família enfrenta “dor imensa, choque e sofrimento emocional”, além de despesas inesperadas com atendimento médico e funeral. As campanhas já arrecadaram mais de US$ 30 mil para ajudar a aliviar o impacto financeiro da tragédia.
A Inverness Middle School, onde os dois cursavam a oitava série, divulgou um comunicado às famílias e aos alunos lamentando o ocorrido e informando a disponibilização de uma equipe distrital de apoio em situações de crise, com conselheiros, psicólogos e assistentes sociais. “Essa situação afetou profundamente muitos membros de nossa escola e comunidade”, diz a nota.
Watts e Hubbard participavam ativamente da vida escolar, praticavam esportes e jogavam na liga de futebol americano Citrus NFL Flag, com a qual haviam conquistado recentemente um campeonato. Ao comentar o caso à Fox13, o treinador e mentor Corey Edwards descreveu os garotos como “almas antigas”. “Eles estavam se divertindo, sendo aventureiros, usando a imaginação. Infelizmente, isso acabou se transformando em uma tragédia”, afirmou.
Em comunicado obtido pela Fox13, o Gabinete do Xerife do Condado de Citrus declarou que agentes, socorristas e equipes de apoio seguem mobilizados para amparar as famílias. “A cura leva tempo, e ninguém deve sentir que precisa percorrer esse caminho sozinho”, disse a corporação, que pediu solidariedade e união da comunidade neste momento de luto.
Um homem de 31 anos morreu após ser soterrado por uma avalanche enquanto praticava snowmobile nas montanhas do Wyoming, nos Estados Unidos na tarde deste domingo (11). Nicholas Bringhurst, morador de Springfield, no estado de Utah, foi atingido pela massa de neve na região do riacho La Barge, no oeste do estado, segundo autoridades locais, enquanto andava de moto pela neve.
Leia também: Avalanche mata dois homens durante passeio de moto de neve em área afastada nos EUA
Estudante acusado de incendiar maior sinagoga do Mississippi exibe queimaduras nas redes e pode pegar até 20 anos de prisão
De acordo com o gabinete do xerife do condado de Lincoln, o alerta foi recebido às 14h15 por meio de um dispositivo de rastreamento por satélite Garmin InReach, que indicava uma pessoa ferida em uma área remota. A equipe de resposta aérea da Air Idaho foi acionada e, ao chegar ao local, os socorristas constataram que Bringhurst havia sido atingido por uma avalanche.
Um amigo que o acompanhava conseguiu localizá-lo e desenterrá-lo, iniciando manobras de reanimação cardiopulmonar. Apesar dos esforços, Bringhurst não resistiu. O legista do condado de Lincoln, Dain Schwab, esteve no local e recolheu o corpo, mas a causa oficial da morte ainda não foi divulgada.
Paixão por esportes ao ar livre
As redes sociais de Bringhurst mostram que ele praticava snowmobile havia anos e mantinha uma rotina ligada a atividades ao ar livre, como caiaque, rafting, pesca e trilhas. Em uma de suas últimas publicações no Instagram, ele aparece tentando uma manobra com a moto de neve, sob risadas de amigos. A esposa, Lauren McBride Bringhurst, prestou homenagem ao marido com uma mensagem emocionada, descrevendo-o como seu “porto seguro” e companheiro de aventuras.
Amigos também lembraram Bringhurst como alguém solidário e experiente. Jayce Richins, que costumava andar de moto de neve com ele, afirmou que o amigo era “um ótimo piloto” e sempre o primeiro a parar para ajudar quem tivesse dificuldades no percurso.
O caso ocorre poucos dias após a morte de dois homens em uma avalanche no estado de Washington. Na sexta-feira, um grupo de quatro praticantes de snowmobile foi atingido por uma avalanche na região da trilha de Longs Pass. Segundo o Northwest Avalanche Center, dois homens morreram, um ficou ferido e outro conseguiu escapar ileso.
As vítimas foram identificadas como Paul Markoff, de 38 anos, e Erik Henne, de 43. Os dois sobreviventes acionaram o resgate por meio de um dispositivo de satélite Garmin, recurso usado em emergências em locais sem sinal de celular. As equipes de resgate enfrentaram dificuldades por causa das condições instáveis da neve, mas conseguiram recuperar os corpos no dia seguinte com o apoio de helicópteros e cães treinados para busca em avalanches.
O estudante universitário Stephen Pittman, de 19 anos, acusado de incendiar a maior sinagoga do Mississippi, apareceu nas redes sociais com queimaduras visíveis enquanto permanecia internado em um hospital de Jackson, nesta terça-feira (13). Segundo autoridades federais, ele sofreu ferimentos nos tornozelos, mãos e rosto durante o suposto ataque à Congregação Beth Israel, ocorrido na madrugada de sábado (10), pouco depois das 3h.
Vídeo: Câmeras de segurança flagram jovem despejando gasolina antes de incêndio na maior sinagoga do Mississippi
De acordo com uma declaração juramentada do FBI apresentada no Tribunal Distrital do Sul do Mississippi, Pittman teria confessado o crime ao pai após ser confrontado sobre as queimaduras. Ainda segundo o documento, o jovem teria rido ao relatar o ocorrido e afirmado que “finalmente os havia pegado”, levando o pai a procurar imediatamente as autoridades federais.
Stephen Pittman, de 19 anos, acusado de incêndio criminoso, exibiu as queimaduras que sofreu em seu quarto de hospital
Reprodução/Redes sociais
Investigação aponta motivação religiosa
Os investigadores afirmam que Pittman descreveu a sinagoga como uma “sinagoga de Satanás”, citando supostas “ligações judaicas” como motivação. Imagens de câmeras de segurança mostram uma figura encapuzada despejando gasolina no interior do prédio, inclusive sobre móveis do saguão, para facilitar a propagação das chamas. O FBI também apreendeu um celular queimado, atribuído ao suspeito, além de uma lanterna encontrada por membros da congregação.
Assista:
Câmera flagra jovem despejando gasolina antes de incêndio na maior sinagoga do Mississipi
Promotores sustentam que o jovem enviou mensagens ao pai momentos antes do incêndio, com uma foto da parte traseira do prédio e comentários sobre o uso de moletom, a qualidade das câmeras de vigilância e medidas para ocultar a identidade. Pittman também teria retirado a placa do carro e comprado combustível em um posto antes de seguir até a sinagoga, segundo o depoimento.
Pittman enfrenta uma acusação federal de incêndio criminoso contra propriedade ligada ao comércio interestadual, crime que prevê pena de cinco a 20 anos de prisão, além de multa que pode chegar a US$ 250 mil. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou ter orientado os promotores a buscar punições severas. Paralelamente, a promotora do condado de Hinds, Jody Owens, anunciou uma acusação estadual de incêndio criminoso de primeiro grau com agravante de crime de ódio, por motivação religiosa.
A Congregação Beth Israel, a maior sinagoga do Mississippi, foi destruída por um incêndio criminoso no fim de semana, e um suspeito, Stephen Pittman, de 19 anos, foi preso
Divulgação/Beth Israel Congregation
O incêndio não deixou feridos entre membros da congregação ou bombeiros. Ao chegar ao local, equipes encontraram chamas saindo pelas janelas e todas as portas trancadas, segundo o chefe de investigações do Corpo de Bombeiros de Jackson, Charles D. Felton Jr. O fogo destruiu um escritório administrativo e a biblioteca da sinagoga, onde exemplares da Torá foram danificados ou destruídos.
Fundada em 1860, a Congregação Beth Israel é a maior do Mississippi e a única em Jackson. O templo já havia sido alvo de um atentado a bomba da Ku Klux Klan em 1967, em retaliação ao apoio da comunidade judaica ao movimento pelos direitos civis, segundo o Instituto da Vida Judaica do Sul, que funciona no mesmo edifício. Apesar dos danos, a congregação informou que pretende manter suas atividades religiosas, possivelmente em igrejas locais, enquanto avalia os prejuízos e planeja a reconstrução.
A França abrirá um consulado na Groenlândia em 6 de fevereiro, um “sinal político” em meio às tensões entre a Europa e os Estados Unidos em torno da estratégica ilha do Ártico, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.
Escalada de tensão: Groenlândia e Otan prometem aumentar segurança no Ártico para tirar argumentos de Trump
Contexto: Trump diz que EUA ficarão com a Groenlândia ‘de uma forma ou de outra’
Em entrevista ao canal RTL, Barrot disse que a decisão foi tomada no verão passado, durante visita do presidente Emmanuel Macron à Groenlândia.
O anúncio ocorre poucas horas antes de o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, receberem na Casa Branca os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia.
— Estive lá no fim do mês de agosto para preparar a instalação deste consulado, que será inaugurado em 6 de fevereiro — afirmou o ministro das Relações Exteriores francês: — É um sinal político que se associa à vontade de estar mais presente na Groenlândia, inclusive no âmbito científico.
Desde que retornou ao poder há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente se apoderar da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e rico em minerais estratégicos.
Plano atualizado: Secretário de Estado dos EUA diz a parlamentares que Trump quer comprar a Groenlândia
— A Groenlândia não quer ser possuída, nem governada, nem negada, nem integrada aos Estados Unidos. A Groenlândia fez a escolha da Dinamarca, a escolha da Otan e a escolha da União Europeia — comentou Barrot, insistindo que a Groenlândia não está à venda: — Atacar outro membro da OTAN não faria nenhum sentido; seria inclusive contrário aos interesses dos Estados Unidos. Essa chantagem precisa cessar.
A intensificação dos ataques russos contra a infraestrutura energética da Ucrânia agravou a crise de abastecimento em Kiev durante o inverno mais rigoroso desde o início da guerra. Com temperaturas que chegaram a –19 °C nesta semana, moradores da capital enfrentam apagões prolongados, falta de aquecimento e interrupções no fornecimento de água.
Primeira-ministra do Japão avalia convocar eleições antecipadas para ampliar base no Parlamento
De acordo com o jornal inglês BBC, como medida emergencial, a Companhia Ferroviária Ucraniana mantém vagões estacionados em estações suburbanas da cidade. Conhecidos como “Trens da Invencibilidade”, eles funcionam como abrigos temporários, oferecendo aquecimento, energia para recarregar celulares e apoio básico a famílias afetadas pelos cortes de eletricidade.
O governo ucraniano acusa a Rússia de utilizar o inverno como estratégia de guerra. O presidente Volodymyr Zelensky afirma que usinas elétricas, instalações de armazenamento de energia e redes de distribuição têm sido alvos deliberados dos bombardeios. Segundo autoridades locais, os ataques mais recentes provocaram o pior apagão já registrado em Kiev desde o início da invasão em larga escala.
O prefeito da capital, Vitali Klitschko, declarou que mais de 500 prédios residenciais permaneceram sem energia após os últimos ataques e admitiu que o sistema opera no limite. Ele chegou a sugerir que moradores deixem temporariamente a cidade, se possível, para reduzir a pressão sobre a rede elétrica e os serviços essenciais — declaração que gerou repercussão interna e foi explorada pela Rússia como sinal de fragilidade.
Dados da ONU indicam que 2024 foi o ano mais letal para civis ucranianos desde 2022, reflexo direto do aumento dos ataques a áreas urbanas e à infraestrutura crítica.
Na margem leste do rio Dnipro, moradores relatam cortes frequentes de energia que duram mais de 24 horas. Sem aquecimento central, famílias recorrem a soluções improvisadas, como fogões a gás e baterias portáteis, que se mostram insuficientes diante das baixas temperaturas. Muitos optam por deixar Kiev temporariamente e se deslocar para regiões periféricas ou cidades vizinhas.
Segundo a presidente do think tank DiXi Group, Olena Pavlenko, a situação atual supera a dos invernos anteriores.
— A cada ataque, a recuperação se torna mais complexa. Com tudo coberto de gelo, os reparos na rede elétrica levam de duas a quatro vezes mais tempo — afirmou.
Equipes de empresas privadas de energia e da administração municipal atuam 24 horas por dia para reparar cabos e subestações danificadas. Ainda assim, engenheiros admitem que as soluções são paliativas.
— Estamos operando em modo de emergência. Os equipamentos trabalham em parâmetros críticos para garantir algum fornecimento à população — disse Andrii Sobko, da Kyiv Electric Networks.
Kiev atravessa agora o quarto inverno desde o início da invasão russa em larga escala. Embora autoridades estimem que a crise energética possa ser parcialmente amenizada nos próximos meses, o cenário segue instável.
Ao menos 22 pessoas morreram e mais de uma trintena ficaram feridas após um acidente de trem provocado pelo colapso de um guindaste no nordeste da Tailândia, informaram autoridades locais nesta quarta-feira.
‘Mini tsunami’: Mar avança repentinamente e deixa ao menos um morto e 35 feridos na Argentina; vídeo
Entre crânios e ossos: Polícia dos EUA prende homem com mais de 100 restos mortais após saques a cemitério histórico
“Vinte e duas pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas”, declarou à AFP o chefe de polícia local Thatchapon Chinnawong, da província de Nakhon Ratchasima.
O acidente ocorreu por volta das 9h (02h em GMT), quando um guindaste utilizado nas obras da rede de trens de alta velocidade caiu sobre um trem de passageiros que trafegava pela região.
“Um guindaste colapsou sobre o trem, fazendo com que ele descarrilasse e pegasse fogo”, informou o departamento provincial de relações públicas.
Imagens exibidas pela televisão local mostraram equipes de resgate correndo para o local do acidente, onde o trem permanecia tombado de lado, envolto por fumaça e destroços.
A composição fazia o trajeto entre Bangkok e a província de Ubon Ratchathani. Segundo o ministro dos Transportes, Phiphat Ratchakitprakarn, havia 195 pessoas a bordo no momento do acidente, e as autoridades ainda trabalhavam na identificação das vítimas fatais.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, deve comunicar à cúpula de seu partido a intenção de convocar eleições gerais antecipadas, com o objetivo de capitalizar o elevado apoio popular ao seu governo, informaram nesta quarta-feira veículos da imprensa japonesa.
Baterista de heavy metal e inspiração em Margaret Thatcher: Quem é Sanae Takaichi, primeira mulher premier do Japão
Relatos históricos: Entenda por que nova residência de primeira-ministra japonesa é considerada ‘assombrada’
Takaichi assumiu o cargo em outubro, tornando-se a primeira mulher a chefiar o governo do país. Desde então, seu gabinete mantém índices de aprovação próximos de 70%, segundo pesquisas recentes.
Apesar da popularidade, o bloco governista conta com uma maioria estreita na Câmara Baixa do Parlamento, o que tem dificultado o avanço de uma agenda política considerada ambiciosa por analistas.
Possível dissolução da Câmara Baixa
Segundo o jornal Nikkei Shimbun, a primeira-ministra “informará altos dirigentes do Partido Liberal Democrata (PLD) de sua intenção de dissolver a Câmara Baixa” em 23 de janeiro, citando fontes anônimas do governo e do partido. A medida abriria caminho para eleições antecipadas “com o objetivo de aumentar o número de cadeiras do partido governista”.
A emissora pública NHK informou que Takaichi “está coordenando” uma reunião com dirigentes do PLD para apresentar o plano. Já a rede Asahi indicou que o encontro, que contará também com integrantes do Partido da Inovação do Japão, parceiro de coalizão, está previsto para a noite desta quarta-feira.
Questionado sobre o tema, o porta-voz do governo, Minoru Kihara, evitou comentar e afirmou que se trata de “uma decisão que cabe à primeira-ministra”.
Caso a Câmara Baixa seja dissolvida em 23 de janeiro, data de abertura das sessões legislativas, as eleições poderão ocorrer em 8 de fevereiro, segundo diversos meios de comunicação.
Takaichi é a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos e chegou ao cargo à frente de um governo inicialmente minoritário.
O bloco governista obteve maioria na Câmara Baixa em novembro, após a adesão de três parlamentares ao partido da premiê.
Na Câmara Alta, no entanto, a coalizão segue em minoria, o que mantém o cenário político instável e reforça a aposta do governo em uma renovação do mandato popular.
A história do clima guarda pistas que os modelos atuais ainda não conseguem decifrar por completo. Em períodos de aquecimento extremo do passado remoto, a chuva não apenas mudou de quantidade, mas passou a cair de forma irregular, concentrada e imprevisível — um padrão que pode se repetir num planeta cada vez mais quente.
É o que aponta um estudo recente publicado em dezembro na Nature Geoscience, que analisou como a precipitação respondeu a episódios de calor intenso no início do Paleógeno, entre 66 e 47,8 milhões de anos atrás. Ao examinar registros geológicos desse período, os pesquisadores buscaram entender os riscos climáticos que podem emergir nas próximas décadas.
Quando chover passa a ser tão importante quanto quanto chove
Os dados indicam que regiões polares experimentaram condições úmidas, semelhantes a regimes de monções, enquanto áreas continentais de latitudes médias e baixas enfrentaram longos períodos de aridez, interrompidos por chuvas intensas. Segundo os autores, essas transformações ocorreram cerca de três milhões de anos antes e persistiram por sete milhões de anos após o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), quando as temperaturas globais superaram os níveis pré-industriais em até 18 °C.
O achado contraria a lógica tradicional segundo a qual áreas úmidas tenderiam a ficar mais úmidas e regiões secas, mais secas com o aquecimento global. “A umidade polar e a aridez em latitudes médias indicam um desvio da resposta esperada”, afirma o artigo, destacando que as mudanças não estavam associadas às médias anuais de precipitação, mas à sua distribuição sazonal e interanual — com estações chuvosas mais curtas e intervalos mais longos entre eventos.
Para reconstruir esse cenário, a equipe combinou evidências indiretas preservadas no registro geológico, como fósseis de plantas, solos antigos e sedimentos fluviais. Esses indicadores permitiram estimar não só o volume de chuva, mas também sua intermitência e intensidade. Em declaração à Universidade de Utah, o coautor Thomas Reichler explica que o formato e o tamanho de folhas fossilizadas ajudam a inferir condições climáticas passadas, enquanto a estrutura dos antigos leitos dos rios revela se a água corria de forma constante ou em enxurradas violentas após longas secas.
Embora reconheçam margens de incerteza nessas reconstruções, os autores alertam que elas representam a melhor ferramenta disponível para entender a resposta da atmosfera ao calor extremo. O estudo sugere ainda que os modelos climáticos atuais subestimam o potencial de chuvas caóticas em cenários de aquecimento acentuado, o que pode comprometer estratégias de gestão hídrica e de proteção da agricultura.
A principal lição, concluem os cientistas, é clara: em um mundo mais quente, a confiabilidade e o momento das chuvas serão mais decisivos do que as médias anuais. Para ecossistemas e sociedades, não bastará saber quanta água cairá ao longo do ano, mas se ela virá de forma previsível — ou concentrada em tempestades destrutivas após períodos prolongados de seca.
O dramático episódio ocorrido na costa atlântica da província de Buenos Aires, no qual um jovem de 29 anos morreu e pelo menos 35 pessoas ficaram feridas em Mar Chiquita, na Argentina, tratou-se de um fenômeno pouco conhecido: o “meteotsunami” (tsunami meteorológico). Foi o que explicou uma meteorologista em um relatório da LN+, ao detalhar que o evento foi registrado por volta das 16h, em um dia marcado por temperaturas extremas que ultrapassaram os 38°C e por uma grande concentração de pessoas na praia.
‘Mini tsunami’: mar avança repentinamente e deixa ao menos um morto e 35 feridos na Argentina; vídeo
Os primeiros cristãos da Polônia? Arqueólogos encontram cemitério milenar que revela transição religiosa
Segundo ela, o marégrafo de Mar del Plata começou a detectar variações abruptas no nível do mar. Em poucos minutos, a água baixou cerca de 60 centímetros e depois se elevou até um metro, uma mudança brusca que gerou o avanço violento do mar sobre a costa.
Essa oscilação repentina, de acordo com o que detalhou a especialista, foi fundamental para que ocorresse o maior impacto do fenômeno.
Initial plugin text
Casamento nas alturas: Noivos trocam alianças em corredor de avião e imagens viralizam nos EUA; vídeo
Por que se tratou de um meteotsunami
A especialista explicou que o evento foi classificado como um meteotsunami porque teve origem na interação entre a atmosfera e o mar, e não em um movimento sísmico.
— Não tem relação com um fenômeno geológico — esclareceu, ressaltando que essa região é altamente improvável para a ocorrência de um tsunami de grande magnitude, como os registrados no Japão ou no Chile.
Nesse caso, o fator desencadeante foi uma mudança brusca na pressão atmosférica. Esse “empurrão” da atmosfera sobre a superfície do mar gerou uma onda que, ao chegar a áreas costeiras de pouca profundidade, se amplificou e provocou a elevação repentina do nível da água.
As condições para o fenômeno
De acordo com a análise meteorológica, durante a tarde de segunda-feira havia uma frente fria avançando sobre o sul da província de Buenos Aires, um sistema associado justamente a fortes variações de pressão. Horas depois, por volta das 19h, a temperatura caiu de forma acentuada, com um resfriamento de cerca de 15°C.
Vídeo: Argentina ameaça motoristas com taco de beisebol em discussão de trânsito em Punta del Este
Além disso, nas imagens de satélite foram observadas ondas de gravidade na atmosfera que entraram em ressonância com as ondas longas do mar. Essa combinação favoreceu a amplificação do nível da água ao se aproximar da costa, o que acabou gerando o fenômeno que surpreendeu banhistas e equipes de resgate.
Um risco real e difícil de prever
A meteorologista ressaltou que os meteotsunamis são relativamente frequentes, mas muitas vezes passam despercebidos porque provocam variações de apenas alguns centímetros. Nesta ocasião, a magnitude foi maior e coincidiu com um contexto excepcional: calor extremo, maré baixa anterior e milhares de pessoas dentro da água.
Ela também alertou que se trata de um evento imprevisível, pois exige que várias condições ocorram ao mesmo tempo. Por isso, embora sejam localizados e não alcancem a escala destrutiva de um tsunami clássico, representam um risco real quando acontecem de forma súbita, como ocorreu em Mar Chiquita.
O Exército sírio e as forças curdas relataram novos combates no leste de Aleppo, um setor que Damasco quer controlar após ter assegurado o domínio dessa cidade do norte do país.
Segundo uma fonte militar citada pela agência oficial SANA, as Forças Democráticas Sírias (FDS), dominadas pelos curdos, “atacam posições do Exército e residências civis perto do povoado de Humeima, no leste de Aleppo, com metralhadoras pesadas e drones, e o Exército responde”.
Com a queda de Assad, busca por desaparecidos revela valas comuns e expõe ferida aberta na Síria
As FDS afirmam ter repelido uma “tentativa de infiltração” na área do povoado de Zubayda, um pouco mais ao sul, e informaram sobre ataques com drones por parte do Exército que deixaram “vários feridos”.
As FDS são o exército de fato da administração semiautônoma curda e controlam amplas áreas do norte e do nordeste do país, ricas em petróleo.
Na terça-feira, o Exército exigiu que as forças curdas “se retirem para leste do Eufrates”, o rio que atravessa o norte da Síria.
Guga Chacra:
– A triste morte de Aleppo
– Da al-Qaeda ao plenário da ONU
Um correspondente da AFP viu, na terça-feira, baterias de defesa antiaérea e de artilharia do Exército sírio serem deslocadas para a frente de Deir Hafer, perto das posições das FDS.
Essas últimas acusaram posteriormente as forças governamentais de bombardear Deir Hafer.
A responsável pelas relações exteriores da administração autônoma curda, Elham Ahmed, acusou na terça-feira o Exército sírio de preparar “um ataque em grande escala” contra os curdos.
Ela acusou as autoridades de terem “declarado guerra” e “rompido o acordo de 10 de março” de 2025, que buscava uma integração negociada das instituições civis e militares curdas ao Estado sírio.
O governo da Síria assumiu o controle total da cidade de Aleppo durante o fim de semana e evacuou combatentes para áreas controladas pelos curdos no nordeste do país.
Ambos os lados se acusaram mutuamente de iniciar a violência na terça-feira passada, que deixou dezenas de mortos e deslocou dezenas de milhares de pessoas.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress