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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quarta-feira com o líder russo Vladimir Putin por telefone. Os dois discutiram a crise na Venezuela após a operação militar americana que capturou o então presidente do país, Nicolás Maduro. Desde então, a presidência do país sul-americano é exercida de forma interina por Delcy Rodríguez, que era vice de Maduro, com o apoio do governo dos Estados Unidos.
Em nota, o Kremlin afirmou que os líderes “trocaram opiniões sobre a atual agenda internacional, com ênfase na situação da Venezuela”.
O telefonema com Putin é o sexto de Lula com chefes de Estado e governo desde a semana passada e o quinto em que a crise da Venezuela é abordada. O presidente conversou sobre a posição brasileira de defesa da soberania nacional dos países nos últimos dias com os presidentes Gustavo Petro (Colômbia), Claudia Sheinbaum (México), e com os primeiros-ministros Pedro Sánchez (Espanha) e Mark Carney (Canadá). Nesta semana, Lula também falou com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, abordando o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
“Foi destacada a convergência de posições de princípio entre Rússia e Brasil no que diz respeito à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana (Venezuela). Ficou acordado dar continuidade à coordenação de esforços, inclusive no âmbito da Onu, bem como no marco do Brics, com vistas à desescalada da situação na América Latina e em outras regiões do mundo”, diz o texto divulgado pelo governo russo.
A Rússia foi um dos principais aliados internacionais da Venezuela, ao lado da China. O regime de Putin forneceu armas, incluindo sistemas de defesa antiaérea e caças Sukhoi Su-30 à Venezuela nas últimas décadas.
Entre 2017 e 2024, três recém-nascidos, que descobriram ser irmãos, foram abandonados em parques de Londres. Após anos de investigação, o mistério continua sem solução e a polícia parece estar prestes a desistir.
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Os recém-nascidos foram encontrados por pedestres em setembro de 2017, janeiro de 2019 e janeiro de 2024, em parques próximos a East Ham, na periferia leste de Londres, bairros com população etnicamente diversa, onde se misturam elegantes casas vitorianas e habitações sociais.
A pequena Elsa, como foi chamada pela equipe do hospital que a acolheu, foi encontrada em 18 de janeiro de 2024, menos de uma hora depois do seu nascimento, por um passeador de cachorros.
Roman foi encontrado em 31 de janeiro de 2019, em outro parque localizado a menos de dois quilômetros de distância. Enrolada em uma manta, antes de uma nevasca, seus choros chamaram atenção dos pedestres.
Harry, o primeiro bebê, foi descoberto em 17 de setembro de 2017, a um quilômetro do local onde Roman foi encontrada. A investigação começou em 2017 e se intensificou após a descoberta do terceiro bebê. No entanto, a polícia de Londres considera que “esgotou todas as pistas”.
Um quarto bebê?
As forças de segurança bateram em portas de 400 lares, analisaram centenas de horas de imagens de videovigilância e ofereceram uma recompensa de 20 mil libras (cerca de 145 mil reais), sem resultados. A principal descoberta ocorreu em junho de 2025, quando os testes de DNA confirmaram que os três bebês eram irmãos. O investigador responsável pelo caso, Jamie Humm, declarou temer que em breve seja descoberto um quarto bebê. O caso gera preocupação quanto ao destino da mãe.
— Como mãe, me pergunto como alguém pode abandonar seu filho — comentou Charlotte Mallett, moradora de East Ham, à AFP, recordando o frio que fazia no dia em que a televisão local informou a descoberta de Roman. Ela acrescentou que o abandono pode ser resultado de uma “situação forçada” e “sem outra saída possível”.
Para Kevin Browne, especialista em psicologia que trabalhou em casos de abandono infantil, a mãe poderia ser uma imigrante que, em um clima de hostilidade e expulsões crescentes, prefere evitar qualquer contato com as autoridades. O fato dela ter dado à luz em segredo, arriscando a própria vida e a de seus bebês, pode indicar que estava “apavorada”, acrescentou Brown à AFP.
“Uma menina maravilhosa”
Neste caso, tão “estranho” quanto “complexo”, “ao imaginar as circunstâncias que poderiam ter colocado a mãe nesta situação, percebe-se que talvez ela também esteja em perigo”, ressalta Lorraine Sherr, psicóloga e especialista em saúde mental da University College de Londres.
O abandono de bebês se tornou tão raro que o governo britânico não coleta mais estatísticas. Os últimos dados registram oito recém-nascidos abandonados entre 2008 e 2018 na Inglaterra e no País de Gales, segundo a juíza responsável pelo caso da pequena Elsa.
Em alguns países, como a França, uma mulher pode dar à luz de forma anônima e entregar imediatamente seu bebê para adoção. Essa possibilidade não existe no Reino Unido, que também não conta com “caixas para bebês”, ao contrário de alguns estados dos Estados Unidos, que facilitam um abandono anônimo.
Harry e Roman, que hoje têm oito e seis anos, foram adotados. Elsa, que tem quase dois anos, está com uma família de acolhimento que recentemente iniciou um processo de adoção. É “uma menina maravilhosa, repleta de risos e entusiasmo”, segundo a juíza de assuntos familiares Carol Atkindon, que acompanha o processo.
As autoridades esperam que as três crianças mantenham vínculos à medida que crescerem. Mas, provavelmente, nunca saberão dos seus pais. “Guardarão esse sofrimento afetivo por toda a vida”, ressalta o especialista Kevin Browne.
Um oftalmologista na capital iraniana registrou mais de 400 ferimentos nos olhos provocados por disparos de arma de fogo em um único hospital, em meio à intensificação da repressão das autoridades iranianas aos protestos que se espalham pelo país. Médicos afirmam que as equipes de saúde estão sobrecarregadas e enfrentam dificuldades para atender o grande número de feridos. Ao jornal britânico The Guardian, três profissionais afirmaram na segunda-feira que hospitais e alas de emergência estavam lotadas de manifestantes baleados, e que os ferimentos atingem principalmente a cabeça e os olhos — padrão que organizações de direitos humanos dizem ter sido observado também durante os protestos massivos de 2022.
— [As forças de segurança] estão deliberadamente atirando na cabeça e nos olhos. Eles querem danificar a cabeça e os olhos para que as pessoas não consigam mais enxergar, a mesma coisa que fizeram em [2022]— afirmou um médico em Teerã, acrescentando que muitos pacientes tiveram de passar por remoção dos olhos e ficaram cegos.
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As manifestações começaram em 28 de dezembro, após uma queda abrupta no valor da moeda iraniana, e desde então se transformaram no maior movimento de protesto contra o governo desde 2009. Todas as noites, dezenas de milhares de pessoas têm ido às ruas em diferentes cidades, entoando palavras de ordem como “morte ao ditador”, em referência ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Diante da escalada, autoridades bloquearam, desde a última quinta-feira, o acesso à internet e à telefonia móvel no país.
Organizações de direitos humanos acusam o governo de se aproveitar do apagão de comunicações para conduzir uma repressão violenta contra os manifestantes. Segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA), ao menos 2 mil pessoas morreram nos protestos, sendo mais de 90% manifestantes, e mais de 16,7 mil pessoas foram presas. O número de mortos, que ainda deve aumentar, já supera em quatro vezes o total registrado durante os protestos de 2022, que duraram meses e foram desencadeados pela morte de Mahsa Amini. À época, a reação das autoridades já havia sido considerada especialmente violenta.
‘Como em filmes de guerra’
Médicos ouvidos pelo veículo britânico relataram suspeitar que o total de vítimas fatais seja maior do que os números divulgados. Eles observaram um aumento significativo no número de feridos chegando aos hospitais logo após o corte da internet. Na noite de terça, a emissora americana CBS informou, citando uma fonte dentro e outra fora do Irã, que o número de mortos é de cerca de 12 mil, com a ressalva de que a cifra pode chegar a 20 mil. O site de notícias Axios afirma que fontes de inteligência de Israel estimam o total de mortos em 5 mil.
— É como em filmes de guerra, com soldados feridos sendo atendidos em campo aberto. Falta sangue, faltam suprimentos médicos. Parece uma zona de guerra — disse um médico, enquanto seu colega relatou que, por falta de espaço nas enfermarias, pacientes feridos precisaram ser atendidos do lado de fora, sob “temperaturas congelantes”.
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Os profissionais afirmam que o bloqueio das comunicações dificultou o contato entre equipes médicas e serviços de emergência. Os tipos de ferimentos observados levantaram suspeitas de que as autoridades estavam deliberadamente mirando os olhos dos manifestantes, uma acusação reforçada por organizações de direitos humanos. Há registros de que as forças de segurança usaram espingardas que disparam cartuchos de chumbo metálico, além de fuzis com munição real. Relatos também indicam que forças de segurança entram periodicamente nos hospitais para prender manifestantes feridos.
— Meus colegas estão angustiados, exaustos e horrorizados. Muitos choram durante o trabalho — afirmou um médico, acrescentando que um colega foi ferido a caminho do hospital, após ser baleado pelas forças de segurança. — Os olhos foram atingidos por chumbinho de espingarda, e isso foi deliberado. Estão atirando para matar. Um colega relatou ter retirado cerca de 20 projéteis do corpo de um único manifestante.
Há também relatos de ferimentos nos genitais. Segundo o Abdorrahman Boroumand Center for Human Rights, ao menos uma jovem está em estado crítico após ter sido baleada na região pélvica durante os protestos. Ao Guardian, um porta-voz da organização disse que “o conjunto de evidências demonstra que, mesmo ao utilizar armas consideradas ‘menos letais’, a República Islâmica mira deliberadamente órgãos vitais, transformando esses instrumentos em meios de mutilação sistemática e incapacidade permanente para aterrorizar os manifestantes”.
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Múltiplas vítimas
O governo iraniano acusa os manifestantes de serem responsáveis pela violência. As autoridades divulgaram vídeos que dizem mostrar sabotadores estrangeiros e apontaram imagens de manifestantes agredindo policiais, além de ataques atribuídos a um grupo militante sunita que resultaram na morte de um chefe de polícia e na depredação de mesquitas. Segundo a HRANA, ao menos 135 pessoas ligadas ao governo iraniano morreram durante os protestos. Por outro lado, manifestantes que conseguiram contornar o apagão de comunicações relataram que as forças de segurança atacaram protestos pacíficos.
— Estávamos apenas gritando “Javid Shah” [Vida longa ao rei] quando pessoas à paisana se infiltraram e atiraram à queima-roupa, pelas costas, diretamente na cabeça das pessoas. Fugimos sem saber o que aconteceu com os mortos — afirmou um jovem de 20 anos.
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Vídeos enviados por ativistas ao Guardian mostram um manifestante caído no chão, com sangue saindo pela boca, após repressões registradas na cidade de Fardis, na província de Alborz, a oeste de Teerã. Em uma das gravações, uma pessoa grita pedindo ajuda enquanto o homem ferido permanece imóvel. Apesar da repressão, os protestos chegaram ao 17º dia, com milhares de pessoas ocupando as ruas todas as noites. Médicos alertam, no entanto, que a dimensão da violência não está sendo plenamente captada fora do país.
— As imagens e os dados divulgados pela mídia internacional não representam nem 1% da realidade, porque a informação simplesmente não chega — disse na segunda-feira um médico que deixou o Irã ao Center for Human Rights in Iran, nos EUA. — Foi uma situação de múltiplas vítimas. Nossas instalações, o espaço disponível e o número de profissionais estavam muito aquém da quantidade de feridos que chegavam.
O Departamento de Estado dos EUA suspendeu nesta quarta-feira o processamento emissão de vistos para cidadãos de 75 países, incluindo do Brasil. A informação foi publicada em primeira-mão pela Fox News Digital, que teve acesso a um memorando com orientações do departamento a funcionários de representações consulares, indicando que a suspensão é por tempo indeterminado.
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A rede americana afirmou que o memorando consultado orienta os funcionários consulares a não concederem vistos com base na legislação vigente. O objetivo seria dar tempo ao Departamento de Estado para reavaliar procedimentos de triagem e verificação de solicitantes de visto. O presidente Donald Trump tem atacado frequentemente as regras de entrada no país, sobretudo concessões a pessoas de países subdesenvolvidos — tendo as declarações mais recentes aberto uma crise com cidadãos somalis.
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A emissora americana afirma que a lista de afetados pela medida, além do Brasil, incluem países como Irã, Iraque, Afeganistão, Iêmen, Nigéria e Rússia, entre outros.
O Departamento de Estado anunciou na segunda-feira que os EUA revogaram mais de 100 mil vistos desde que Trump reassumiu a Presidência, em janeiro do ano passado, com um forte discurso anti-imigração. O número foi apontado pelo próprio governo americano como um recorde — duas vezes e meia superior ao de 2024, quando o democrata Joe Biden era presidente.
— A administração Trump não tem prioridade maior do que proteger os cidadãos americanos e defender a soberania dos EUA — declarou o porta-voz Tommy Pigott no pronunciamento de segunda, citando que milhares de vistos foram revogados pela prática de crimes, incluindo agressão e dirigir sob efeito de álcool.
O secretário de Estado Marco Rubio, por sua vez, destacou com orgulho a revogação de vistos de estudantes que protestaram contra Israel. Sob a liderança do republicado, o Departamento de Estado usou uma lei da era McCarthy, que permite aos EUA proibir a entrada de estrangeiros considerados contrários à política externa americana. Alguns dos afetados, de alto perfil, conseguiram contestar com êxito as ordens de deportação nos tribunais.
O governo americano também endureceu controles para a obtenção de vistos, incluindo a verificação das publicações nas redes sociais dos requerentes.
As revogações fazem parte de uma campanha mais ampla de deportações em massa por parte do governo, levada a cabo de forma agressiva mediante o aumento do número de agentes federais. O Departamento de Segurança Interna disse no mês passado que o segundo governo Trump deportou mais de 605 mil pessoas e que outras 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente. (Com AFP)
*Matéria em atualização
Um manifestante de 21 anos ficou permanentemente cego de um olho ao ser atingido no rosto por um projétil disparado por um agente do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) durante um protesto em Santa Ana, no Sul da Califórnia, na última sexta-feira. O episódio foi registrado em vídeo e denunciado pela família da vítima e por integrantes do movimento à frente da manifestação.
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A manifestação ocorria em frente ao prédio federal de imigração em resposta à morte de Renee Good, uma mulher que havia sido baleada por um agente do Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Minneapolis, o que desencadeou protestos em várias cidades americanas. Durante o ato em Santa Ana, centenas de pessoas gritaram palavras de ordem e queimaram uma bandeira dos Estados Unidos.
Confronto e ferimentos
Segundo relatos e imagens divulgadas, agentes do DHS se aproximaram do grupo com equipamentos de controle de multidões. Em certo momento, o manifestante foi agarrado pelo braço, levando outros a intervir, o que precedeu o disparo do projétil que atingiu o jovem no rosto. Vídeos amadores mostram o homem caindo no chão, ensanguentado, e sendo arrastado por um agente até o interior do edifício federal.
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A família identificou a vítima como Kaden Rummler. De acordo com sua tia, Jeri Rees, ele passou cerca de seis horas em cirurgia para remover fragmentos de plástico, vidro e metal alojados no rosto e perto de artérias vitais. Segundo a familiar, o jovem também sofreu fraturas no crânio e perdeu permanentemente a visão do olho esquerdo.
Versões divergentes e contexto
Tricia McLaughlin, secretária-assistente do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, classificou o grupo como “desordeiros violentos” e afirmou que houve resistência à atuação policial e dois agentes ficaram feridos. Rummler e outros participantes afirmam que o uso de força foi desproporcional e ocorreram provocação e falta de socorro imediato após o ferimento.
Dois manifestantes foram detidos, incluindo uma pessoa acusada de resistir à prisão e agredir um agente. Rummler recebeu uma citação por “conduta desordeira”, segundo as autoridades.
McLaughlin não respondeu a perguntas feitas pela ABC sobre a natureza dos ferimentos dos agentes nem sobre a lesão sofrida pelo manifestante. O Departamento de Segurança Interna dos EUA também não respondeu aos questionamentos do veículo osobre que tipo de projéteis foram disparados, mas outro manifestante afirmou, na terça-feira, que se tratava de balas de pimenta.
Repercussão
O caso intensifica o debate nacional sobre o uso de munições “menos letais” por agentes federais em confrontos com civis, especialmente em protestos relacionados a operações de imigração e violência policial nos Estados Unidos. Organizações de direitos civis criticam o uso desses equipamentos a curta distância, que, apesar de serem classificados como não letais, têm causado ferimentos graves.
A vítima segue em recuperação e familiares e apoiadores exigem investigação e responsabilização dos responsáveis pelo disparo.
Um ex-membro da Marinha dos Estados Unidos nascido na China foi condenado nesta segunda-feira a quase 17 anos de prisão por vender informações confidenciais de defesa ao governo chinês. Jinchao Wei, de 25 anos, teve a pena de 200 meses de reclusão (cerca de 16 anos e oito meses) determinada por um juiz federal em San Diego, na Califórnia, pelo crime de espionagem. O um caso que autoridades americanas classificaram como grave ameaça à segurança nacional
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Wei, que também usava o primeiro nome “Patrick”, atuava como mecânico de bordo no navio de assalto anfíbio USS Essex, ancorado na Base Naval de San Diego. Segundo o Departamento de Justiça, ele repassou fotos, vídeos, dados sobre localização de navios, detalhes de armamentos e ao menos 30 manuais técnicos e operacionais da Marinha dos EUA a um oficial de inteligência da República Popular da China, em troca de cerca de US$ 12 mil (o correspondente a R$ 64 mil). O valor equivale a aproximadamente 20% de seu salário anual.
“Este marinheiro da ativa da Marinha dos EUA traiu seu país e comprometeu a segurança nacional dos Estados Unidos”, afirmou o vice-procurador-geral Todd Blanche.
As investigações apontam que Wei foi recrutado em fevereiro de 2022 por meio de redes sociais, enquanto solicitava a cidadania americana. O agente chinês, que ele chamava de “Big Brother Andy”, inicialmente se apresentava como entusiasta naval ligado à estatal China Shipbuilding Industry Corporation. Desde o início, no entanto, Wei demonstrou suspeitas sobre a real identidade do contato.
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Em mensagens apresentadas no julgamento, o marinheiro contou a um amigo que um indivíduo “extremamente suspeito” havia lhe oferecido US$ 500 por dia para “andar pelo píer” e observar quais navios estavam atracados, reconhecendo que “isso é obviamente espionagem”.
Mesmo assim, entre março de 2022 e agosto de 2023, Wei continuou a fornecer informações sigilosas por meio de aplicativos criptografados. Para evitar rastreamento, o agente chinês utilizava comunicações apagadas periodicamente, aplicativos seguros, “depósitos digitais” de 72 horas e chegou a fornecer um novo telefone e computador ao marinheiro.
Os promotores também revelaram que a mãe de Wei tinha conhecimento das atividades de espionagem e o incentivou a continuar colaborando com a inteligência chinesa, acreditando que isso poderia garantir ao filho um futuro cargo no governo da China. O agente chegou a oferecer custear uma viagem de Wei e de sua mãe — que vive em Wisconsin — para um encontro presencial na China. Antes de ser preso, Wei chegou a pesquisar voos para o país asiático. Até o momento, não há informações sobre possíveis acusações contra a mãe.
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Em agosto, um júri considerou Wei culpado de conspiração para cometer espionagem, espionagem propriamente dita e exportação ilegal de dados técnicos relacionados a artigos de defesa, em violação à Lei de Controle de Exportação de Armas e às normas internacionais de tráfego de armamentos. Ele foi absolvido de uma acusação de fraude no processo de naturalização. Após a condenação, foi expulso desonrosamente da Marinha.
Em memorando ao tribunal, os promotores afirmaram que Wei “comprometeu toda a frota de navios de assalto anfíbio da Marinha dos EUA ao enviar ao governo chinês milhares de páginas de informações técnicas sobre sistemas complexos das embarcações e sobre como a Marinha opera e mantém esses sistemas”.
Segundo o The New York Times, Wei pediu clemência em uma carta manuscrita ao juiz poucos dias antes da sentença. “Sim, eu errei feio”, escreveu.
Seus advogados solicitaram uma pena de apenas 30 meses, argumentando que o cliente não agiu “por ódio ou animosidade contra o governo dos EUA, nem para enriquecer”, e que acreditava, de forma equivocada, que seu contato era apenas um entusiasta naval. A promotoria, por sua vez, havia pedido uma pena próxima de 22 anos. Wei poderia ter sido condenado à prisão perpétua.
O caso faz parte de uma série de investigações sobre espionagem chinesa envolvendo militares americanos. Outro marinheiro baseado na Califórnia, Wenheng Zhao, foi condenado em 2024 a pouco mais de dois anos de prisão após admitir conspiração e recebimento de suborno em violação de seus deveres oficiais.
“Membros das Forças Armadas dos Estados Unidos juram defender a Constituição”, declarou Todd Blanche. “Se necessário, são chamados a lutar e morrer pelo país”.
Alguns militares destacados na maior base dos Estados Unidos no Oriente Médio receberam ordens para deixar o local até a noite desta quarta-feira, em meio a crescente tensão entre Washington e Irã, palco de uma onda de protestos que já duram mais de duas semanas e deixaram centenas de mortos. Há dias, o presidente americano, Donald Trump, condiciona um ataque à morte de manifestantes. Em resposta, a República Islâmica disse que, se os EUA atacarem, teria instalações americanas no Oriente Médio como “alvos legítimos”. A decisão de retirada da base em Al Udeid, no Catar, indica, portanto, uma medida de “precaução” da Casa Branca frente a escalada de retórica entre os dois países, que já travaram uma guerra de 12 dias em junho do ano passado. A informação foi confirmada pelo Escritório Internacional de Mídia do Catar.
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Na terça-feira, após dias de constantes ameaças, Trump afirmou que todas as reuniões com autoridades iranianas foram canceladas até que a repressão pare e acrescentou: “A ajuda está a caminho”. Em Teerã, o ministro das Relações Exteriores, Abás Araqchi, afirmou na segunda-feira que o Irã está pronto para “negociações justas”, mas também “preparado para uma guerra”.
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No último domingo, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os EUA lancem um novo ataque, Teerã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
— Em caso de um ataque militar dos Estados Unidos, a ocupação [referindo-se a Israel] e as bases militares americanas e navios serão ambos nossos alvos legítimos — declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
Localizada a 190 km ao sul do Irã, do outro lado do Golfo, Al Udeid já foi alvo de Teerã em junho do ano passado, quando os EUA bombardearam instalações nucleares iranianas em uma guerra de 12 dias. Na época, o regime lançou mísseis contra a base, que abriga cerca de 10 mil soldados americanos, como forma de retaliação, mas ninguém ficou ferido.
Atualmente, segundo a emissora americana ABC News, há 30 mil soldados americanos destacados no Oriente Médio e na região do Golfo Pérsico, incluindo 2.500 no Iraque e 1.000 na Síria. Além disso, existem seis navios da Marinha americana na região, incluindo três contratorpedeiros de mísseis guiados. O Pentágono deverá deslocar recursos adicionais para a área, a fim de ajudar a proteger essas tropas contra possíveis ataques retaliatórios, como ameaçado pelo presidente do Parlamento iraniano.
Em atualização
Em meio à onda de protestos que ocorrem há duas semanas no Irã — e a violenta repressão promovida pelo governo —, uma organização de direitos humanos alertou nesta quarta-feira que pode haver “muitos outros casos” semelhantes ao de Erfan Soltani, o jovem iraniano de 26 anos condenado à morte e cuja execução foi marcada para ocorrer ainda hoje. Segundo a ONG curda Hengaw, o apagão quase total da internet imposto pelas autoridades tem dificultado a obtenção de informações sobre outros manifestantes que possam ter recebido sentenças capitais.
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— Tememos que existam muitos casos como o de Erfan — disse à BBC Awyer Shekhi, da Hengaw, acrescentando que a falta de comunicação torna “praticamente impossível” saber quantas pessoas já foram condenadas à morte nos bastidores do sistema judicial iraniano.
O caso de Soltani ganhou destaque internacional por ter sido apontado como a primeira sentença de morte desta nova onda de protestos contra o regime do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Também chamou a atenção por desafiar a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de intervir caso as autoridades mantenham a repressão. Segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, a família foi informada de que o jovem foi preso em 8 de janeiro, na cidade de Fardis, a oeste de Teerã, e condenado sem um julgamento formal.
— Estou em completo choque, fico me sentindo como se estivesse em um sonho. As pessoas confiaram nas palavras de Trump e foram às ruas. Eu imploro, por favor, não deixem que Erfan seja executado — disse à CNN Somayeh, parente de Soltani, em referência ao encorajamento feito pelo líder americano para que os iranianos sigam protestando.
Erfan Soltani, de 26 anos, é o primeiro a ser condenado à morte após onda de protestos antigovernamentais no Irã
Reprodução
Não está claro de quais acusações Soltani é formalmente alvo. Familiares relatam que ele foi mantido incomunicável desde a prisão, sem acesso a advogado ou direito à defesa. Sua irmã, que é advogada, tentou acompanhar o caso, mas foi informada pelas autoridades de que não havia processo a ser contestado. A família teria autorização apenas para uma última visita antes da execução. Ainda não está claro se a execução já foi realizada, já que as autoridades do país normalmente cumprem penas capitais ao amanhecer.
— Ele é apenas alguém que se opõe à situação atual no Irã e agora recebeu uma sentença de morte por expressar sua opinião — disse uma parente à rede britânica BBC.
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A condenação ocorre em um contexto de repressão em larga escala, com o número de mortos e feridos ainda incerto. Grupos de direitos humanos estimam que mais de 2 mil pessoas já tenham sido mortas desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, enquanto dezenas de milhares teriam sido presas. Vídeos publicados nas redes por ativistas da oposição mostram fileiras e mais fileiras de sacos para cadáveres. Há relatos de forças de segurança atirando contra multidões, além de detenções arbitrárias e confissões forçadas exibidas pela televisão estatal.
Testemunhas relataram ter observado atiradores de elite posicionados em telhados no centro de Teerã e disparando contra multidões; protestos pacíficos que se transformaram abruptamente em cenas de carnificina e pânico quando balas atravessaram cabeças e torsos, fazendo corpos tombarem ao chão; e um pronto-socorro que atendeu 19 feridos por arma de fogo em apenas uma hora. À BBC Persian, um morador afirmou que manifestantes passaram a sair às ruas usando máscaras e roupas escuras para evitar identificação por câmeras de segurança.
Outros testemunhos apontam para a presença de agentes em hospitais, onde feridos seriam presos, e para a recusa das autoridades em entregar corpos às famílias. Em Ardabil, no noroeste do país, um morador afirmou que agentes de segurança se instalaram em uma unidade de saúde para deter manifestantes feridos. Em Mashhad, no leste do Irã, relatos mencionam um número elevado de mortos e o uso de rajadas de tiros, além da circulação de veículos armados em cidades vizinhas. “Atiram contra a multidão com espingardas”, escreveu um leitor.
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Penas de morte
Embora o Irã esteja entre os países que mais executam no mundo — com mais de 2 mil execuções registradas apenas em 2025 —, especialistas destacam que, historicamente, os processos que resultam em pena de morte costumam levar anos até a sentença definitiva e sua execução. A rapidez no caso de Soltani lembra, segundo ativistas, o que ocorreu durante os protestos de 2022, quando ao menos um manifestante foi executado apenas três meses após ser preso.
O endurecimento do Judiciário foi explicitado nesta semana pelo chefe da Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni Ejei. Em visita a um centro de detenção em Teerã, ele afirmou estar analisando pessoalmente os casos de manifestantes presos, a quem se referiu como “vândalos” e “terroristas”. Segundo Ejei, pessoas acusadas de atacar forças de segurança ou cometer “atos terroristas” devem ter prioridade em julgamentos rápidos e receber punições severas. Ele disse ainda que as autoridades planejam realizar julgamentos públicos a algumas das principais figuras envolvidas nos recentes protestos.
— Se quisermos fazer algo, temos que fazer agora. Se deixarmos para dois ou três meses depois, não terá o mesmo efeito — disse Ejei à mídia estatal, sinalizando que o objetivo das condenações rápidas é servir de exemplo e conter novos protestos.
Por que o Irã vive a maior onda de protestos desde 2022?
Nos últimos três anos, ao menos 12 homens foram executados no Irã após receberem sentenças relacionadas aos protestos de 2022 conhecidos como “Mulher, Vida, Liberdade”. Na ocasião, a onda nacional de manifestações foi desencadeada pela morte sob custódia de Masha Amini, uma jovem curda acusada pela polícia da moralidade de usar o hijab de forma “imprópria”. Grupos de direitos humanos afirmam que a última execução do tipo ocorreu em 6 de setembro, quando Mehran Bahramian foi enforcado na prisão central de Isfahan.
Segundo o grupo Iran Human Rights, com sede na Noruega, autoridades torturaram Bahramian para obter confissões, e ele não recebeu um julgamento justo. A organização afirmou que ele foi condenado à morte em janeiro de 2024 sob a acusação de “inimizade contra Deus” por supostamente ter matado um membro da Guarda Revolucionária durante os protestos.
Resposta calculada
Até agora, a mídia estatal iraniana exibiu ao menos 97 confissões de manifestantes desde o início das mobilizações mais recentes, segundo a Hrana. O grupo afirmou que os depoimentos coletados de pessoas libertadas mostram que essas confissões são forçadas, muitas vezes após tortura. Segundo a organização, confissões obtidas sob coerção podem levar a consequências graves, incluindo execuções pelo Estado. Testemunhas disseram que a polícia estava presente em grandes cruzamentos e que agentes de segurança à paisana eram visíveis em espaços públicos.
Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas afirmam que as ações da República Islâmica do Irã, que envolvem graves violações de direitos humanos nas recentes manifestações nacionais, são condenáveis, e que o governo do país é obrigado a proteger o direito à vida. Mai Sato, relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para a situação dos direitos humanos no Irã, e outros três relatores especiais da organização assinaram a declaração. Richard Bennett, relator especial da ONU para o Afeganistão, também manifestou apoio ao texto.
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“O uso de força letal contra manifestantes pacíficos, detenções arbitrárias — inclusive de crianças — e ataques a centros médicos constituem violações claras dos direitos humanos universais”, diz o texto. Em outra parte do documento, ressalta-se que o uso de força letal só é permitido como último recurso e, mesmo assim, deve obedecer aos princípios jurídicos de necessidade, proporcionalidade e precaução. Sato afirmou que “a retórica política perigosa que rotula manifestantes pacíficos como ‘terroristas’ (…) busca justificar repressões violentas”.
Avaliações de Israel, segundo a Reuters, indicam que Trump decidiu intervir no Irã, mas ainda não está claro que forma ou escala uma eventual ação militar poderia assumir. Países vizinhos ao Irã, incluindo Turquia, Egito e Arábia Saudita, teriam desencorajado os Estados Unidos a intervir no Irã — alertando que isso poderia provocar uma “guerra em larga escala”. À agência americana Associated Press, um diplomata baseado no Cairo disse que o conflito teria “certamente” consequências graves “não apenas no Oriente Médio, mas na economia global”, apontando para uma possível resposta de milícias apoiadas pelo Irã em toda a região.
Quando se fala do Irã a economia global fica tensa, afinal o país controla o Estreito de Ormuz por onde passa 20% de todo o petróleo produzindo no mundo. A possibilidade de fechamento do estreito preocupa. Mas a questão vai muito além da economia, o que estamos vendo é o total desrespeito aos direitos humanos, com a prisão e morte de manifestantes que tomaram as ruas da capital Teerã e de outras cidades do país, em manifestações contra o regime totalitário que governa o país. Está marcada para esta quarta-feira, a execução de Erfan Soltani, de 26 anos, preso e condenado sem direito a defesa e sem saber por qual o crime é acusado. Todo o processo levou dois dias, em mais um episódio trágico de desrespeito aos direitos humanos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente Donald Trump afirmou, nesta quarta-feira, que a Otan deveria “liderar o caminho” para que os Estados Unidos sigam com o plano de anexação da Groenlândia. Em publicação na rede Truth Social, Trump disse novamente que precisa da ilha para “fins de Segurança Nacional”.
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“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de Segurança Nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria estar liderando o caminho para que possamos obtê-la. SE NÃO O FIZERMOS, A RÚSSIA OU A CHINA O FARÃO, E ISSO NÃO VAI ACONTECER!”, escreveu o presidente americano, que exaltou seu papel na construção do “vasto poder” militar norte-americano durante o primeiro mandato e na elevação “a um novo e ainda mais alto nível”.
Sem esse poder, segundo Trump, a Otan não seria uma “força ou um fator de dissuasão” eficaz. “Eles sabem disso, e eu também. A Otan se torna muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia nas mãos dos ESTADOS UNIDOS. Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável. Obrigado pela atenção a este assunto!”, completou o presidente na publicação.
França abrirá consulado em fevereiro
A França abrirá um consulado na Groenlândia em 6 de fevereiro, um “sinal político” em meio às tensões entre a Europa e os Estados Unidos em torno da estratégica ilha do Ártico, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.
Em entrevista ao canal RTL, Barrot disse que a decisão foi tomada no verão passado, durante visita do presidente Emmanuel Macron à Groenlândia.
O anúncio ocorre poucas horas antes de o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, receberem na Casa Branca os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia.
— Estive lá no fim do mês de agosto para preparar a instalação deste consulado, que será inaugurado em 6 de fevereiro — afirmou o ministro das Relações Exteriores francês: — É um sinal político que se associa à vontade de estar mais presente na Groenlândia, inclusive no âmbito científico.
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Desde que retornou ao poder há um ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente se apoderar da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e rico em minerais estratégicos.
— A Groenlândia não quer ser possuída, nem governada, nem negada, nem integrada aos Estados Unidos. A Groenlândia fez a escolha da Dinamarca, a escolha da Otan e a escolha da União Europeia — comentou Barrot, insistindo que a Groenlândia não está à venda: — Atacar outro membro da OTAN não faria nenhum sentido; seria inclusive contrário aos interesses dos Estados Unidos. Essa chantagem precisa cessar.

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