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Agentes do FBI revistaram a casa de um repórter do Washington Post nesta quarta-feira como parte de uma investigação sobre vazamento de informações, uma escalada significativa nas táticas do governo de Donald Trump para obter informações da imprensa. É extremamente raro, mesmo em investigações de divulgação de informações confidenciais, que agentes federais revistem a casa de um repórter. Uma lei de 1980, chamada Lei de Proteção à Privacidade, geralmente impede mandados de busca para materiais de trabalho de repórteres, a menos que os próprios repórteres sejam suspeitos de cometer um crime relacionado a eles.
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A repórter Hannah Natanson passou o último ano cobrindo os esforços do governo Trump para demitir funcionários federais e redirecionar grande parte da força de trabalho para implementar sua agenda. Muitos desses funcionários compartilharam com ela sua raiva, frustração e medo em relação às mudanças promovidas pelo governo.
Um porta-voz do Post afirmou nesta quarta-feira que a publicação estava analisando e monitorando a situação. Um artigo do Post informou que os investigadores disseram a Natanson que ela não é o foco da investigação. Durante a busca, as autoridades apreenderam laptops, um telefone e um smartwatch.
O jornal informou que o mandado de busca e apreensão e a declaração juramentada do FBI indicavam que as autoridades estavam investigando Aurelio Perez-Lugones, um administrador de sistemas em Maryland que possui autorização de segurança de nível máximo e foi acusado de acessar e levar para casa relatórios de inteligência confidenciais encontrados em sua lancheira e em seu porão.
Não está claro se o FBI buscou outros meios para obter as informações que procurava junto ao Post. Segundo a declaração juramentada, o cargo de Perez-Lugones lhe dava acesso a informações sensíveis. De acordo com o documento, ele imprimiu arquivos confidenciais que não tinha autorização para consultar e que, no início deste ano, fez anotações em um relatório classificado relacionado a atividades governamentais.
A repórter Hannah Natanson passou o último ano cobrindo os esforços do governo Trump para demitir funcionários federais e redirecionar grande parte da força de trabalho para implementar sua agenda
Reprodução
Os documentos judiciais mostram que os investigadores suspeitaram que Perez-Lugone, nos últimos meses, tenha lidado de forma indevida e ilegal com informações confidenciais sobre um país estrangeiro não identificado.
Em um comunicado publicado nas redes sociais, a Procuradora-Geral Pam Bondi afirmou que a busca foi realizada a pedido do Pentágono, para procurar evidências na casa de um jornalista “que estava obtendo e divulgando informações confidenciais e vazadas ilegalmente de um contratado do Pentágono”.
Especialistas em liberdade de expressão condenaram a medida como uma escalada agressiva que poderia prejudicar a liberdade de imprensa. Jameel Jaffer, diretor do Knight First Amendment Institute da Universidade Columbia, apontou para o efeito inibidor que isso poderia ter “sobre a atividade jornalística legítima”.
“Existem limites importantes à autoridade do governo para realizar buscas que envolvam atividades protegidas pela Primeira Emenda”, disse Jaffer.
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Bruce D. Brown, presidente do Comitê de Repórteres para a Liberdade de Imprensa, classificou a busca como uma das medidas mais invasivas que as autoridades poderiam tomar. Ele mencionou leis e políticas federais destinadas a limitar as buscas aos casos mais extremos, para que tal medida não iniba o interesse público no livre fluxo de informações para a imprensa, para além do caso em questão.
“Embora não saibamos os argumentos do governo sobre como superar esses obstáculos muito difíceis até que a declaração juramentada seja tornada pública, esta é uma escalada tremenda nas intromissões da administração na independência da imprensa”, disse ele.
Em um relato em primeira pessoa de sua experiência conversando com funcionários federais, Natanson citou algumas das mensagens que recebeu deles.
“Eu entendo os riscos”, disse um funcionário do Departamento de Defesa a ela. “Mas divulgar a verdade e os fatos é muito mais importante.” Natanson também escreveu que alguém que ela descreveu como um funcionário do Departamento de Justiça escreveu: “Eu nunca imaginei que vazaria informações assim.”
O uso de um mandado de busca pelo Departamento de Justiça para obter material de um repórter foi tratado como um escândalo por todos os partidos em 2013, quando foi revelado que investigadores em um caso de vazamento de informações retrataram um repórter da Fox News como criminoso em um pedido de ordem judicial para obter o conteúdo da conta de e-mail do repórter.
Como o Procurador-Geral Eric Holder havia testemunhado recentemente perante o Congresso que não tinha conhecimento de nenhuma tentativa de processar jornalistas em investigações de vazamento de informações, os republicanos o acusaram de perjúrio. Em resposta, o Departamento de Justiça explicou que nunca teve a intenção de acusar o repórter da Fox e que o retratou como criminoso para contornar a lei de 1980.
Como consequência desse episódio, Holder emitiu uma diretriz proibindo o Departamento de Justiça de retratar repórteres como criminosos para obter mandados de busca e apreensão de suas anotações e materiais de trabalho, a menos que realmente pretendesse processá-los.
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Em 2021, o Procurador-Geral Merrick Garland reforçou essa política depois que veio à tona que, no final do primeiro mandato de Trump, o Departamento de Justiça solicitou os registros telefônicos e de e-mail de repórteres do Washington Post, de The New York Times e da CNN como parte de investigações sobre vazamentos. Ele proibiu categoricamente o uso de mandados de busca e intimações para apreender materiais jornalísticos ou exigir que repórteres testemunhassem sobre suas fontes.
No entanto, no ano passado, Bondi revogou a política de Garland, restaurando a capacidade dos investigadores de usar mandados de busca e intimações para obter informações de jornalistas. Ela restaurou em grande parte a política da era Holder, incluindo a exigência de esgotar outros meios de obtenção de provas antes de recorrer às informações dos jornalistas.
Mas Bondi fez uma mudança crucial: ela retirou a restrição que ele havia adicionado em resposta à indignação causada pelo mandado de busca da Fox News, que proibia burlar a lei de 1980 retratando um repórter como suspeito de crime de má-fé. Embora Holder tenha insistido que jamais permitiria que o Departamento de Justiça processasse um repórter por exercer sua função, não está claro se o Departamento de Justiça de Bondi compartilha da mesma opinião.
Uma lei da Primeira Guerra Mundial, chamada Lei de Espionagem, afirma que é crime divulgar informações sensíveis sobre a defesa nacional sem autorização e, à primeira vista, pareceria aplicar-se a jornalistas que escrevem sobre assuntos que o governo considera confidenciais. No entanto, aplicar essa lei a jornalistas é amplamente considerado uma violação da Primeira Emenda, e o Departamento de Justiça, por gerações, não tentou fazê-lo.
Durante o primeiro mandato de Trump, no entanto, o departamento ultrapassou essa barreira ao apresentar acusações, com base na Lei de Espionagem, contra Julian Assange, fundador do WikiLeaks, por publicar documentos confidenciais vazados para a organização por Chelsea Manning, ex-analista de inteligência do exército.
Embora Assange não seja um jornalista tradicional, as acusações tratavam atividades jornalísticas — como receber e divulgar informações confidenciais — como algo que poderia ser considerado crime. Em 2024, o governo Biden firmou um acordo judicial com ele para encerrar o caso, de modo que sua constitucionalidade nunca foi testada em apelação.
O próprio Trump foi acusado, em 2023, com base na Lei de Espionagem, de manter documentos confidenciais sem autorização após deixar o cargo e de obstruir os esforços do governo para recuperá-los. Os promotores tiveram que abandonar esse caso, juntamente com uma acusação separada por seus esforços para reverter os resultados da eleição de 2020, após sua reeleição como presidente em 2024.
A decisão do governo dos Estados Unidos de suspender o processamento de vistos de imigrantes para dezenas de países será analisada com cautela pelo governo brasileiro. Segundo um interlocutor da diplomacia, não há interesse em “jogar mais lenha na fogueira”, sobretudo em um momento em que Brasil e Estados Unidos mantêm negociações em curso para o encerramento do tarifaço imposto por Washington.
Por enquanto, no governo brasileiro a avaliação é que a medida tem alcance amplo, envolvendo 75 países, sem caráter direcionado especificamente contra o Brasil, e se insere no que um interlocutor classificou como uma “loucura mais ampla” da atual administração americana.
A suspensão foi anunciada pelo Departamento de Estado em nota publicada na rede social X, nesta quarta-feira. De acordo com o comunicado, o governo americano vai interromper o processamento de vistos de imigrantes de países cujos cidadãos, segundo Washington, recebem benefícios sociais em “taxas inaceitáveis”. O congelamento permanecerá em vigor até que, segundo o texto, os Estados Unidos possam garantir que novos imigrantes “não irão extrair riqueza do povo americano”.
Ainda segundo a nota, a medida afeta dezenas de países — entre eles Somália, Haiti, Irã e Eritreia — cujos imigrantes “frequentemente se tornam um encargo público” ao chegar aos Estados Unidos. O Departamento de Estado afirma que a decisão busca assegurar que a “generosidade do povo americano não seja mais abusada”.
Integrantes do governo ressaltam que a cautela ocorre em um contexto delicado da relação bilateral, marcado pela retomada gradual do diálogo político após um período de forte tensão comercial. Brasil e Estados Unidos estão em negociação para pôr fim ao tarifaço, e o governo brasileiro já conseguiu reduzir ou eliminar parte das sobretaxas aplicadas a produtos nacionais.
Nesse processo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump já mantiveram conversas por telefone e se encontraram pessoalmente em duas ocasiões: uma, rapidamente, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, e outra durante um evento em Kuala Lumpur, na Malásia. Segundo diplomatas, esses contatos ajudaram a destravar canais formais de comunicação, que só recentemente voltaram a funcionar de maneira mais regular entre os dois países.
Diante da nova medida anunciada por Washington, o governo brasileiro avalia os próximos passos com cuidado. Na diplomacia, vigora o princípio da reciprocidade, mas, segundo interlocutores, ainda não há decisão sobre eventual adoção desse instrumento. A orientação, por ora, é acompanhar os desdobramentos e evitar movimentos que possam comprometer as negociações comerciais em andamento.
Basta um passeio pelas redes sociais para se ver que há muito mais perguntas do que respostas quando o assunto é o Irã, país que vive a maior onda de protestos desde 2022, quando Mahsa Amini, de 22 anos, foi morta sob custódia policial com a justificativa de uso inadequado do véu. O regime vai cair ou não? Os EUA vão atacar? O xá vai voltar? Quais as alternativas dos iranianos para manter sua soberania diante da tensão entre os aiatolás e Donald Trump, e em uma região em constante turbulência? são alguns dos questionamentos nas redes.
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As manifestações atuais acontecem desde 28 de dezembro e foram desencadeadas, principalmente, por uma profunda crise econômica, e agravadas pelo bloqueio da internet pelo regime. Se pouca informação chega de Teerã, o jeito é tentar entender o país da forma analógica: livros. Infelizmente, o Brasil publica pouco sobre o Irã. Mas, mesmo na escassez, há títulos que ajudam quem pretende começar a entender aquela que é tida como a civilização contínua mais antiga do mundo.
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RAHEB HOMAVANDI / AFP
‘Lendo Lolita em Teerã: memórias de uma resistência literária’
Lendo Lolita em Teerá, livro de Azar Nafisi
Divulgação
Autora: Azar Nafisi. Editora: Record. Tradutor: Fernando Esteves. Preço: R$ 89,90.
Publicado pela primeira vez no Brasil em 2004 pela Girafa, o livro da professora Azar Nafisi ganhou novela edição no país pela Record no ano passado. Nafisi revisita o período em que lecionou literatura inglesa na Universidade de Teerã, de 1979 a 1981, até ser expulsa por se recusar a usar o véu. Sem a sala de aula, ela organizou, em sua própria casa, encontros com sete de suas alunas para continuar a leitura. Nessa espécie de clube de leitura secreto, as mulheres passaram por Jane Austen, Flaubert e Nabokov, entre outros autores. Juntas, elas entendem como a literatura pode as ajudar a compreender a Revolução Islâmica e suas vidas nesse então novo contexto, mas também como a revolução impactava sua leitura dessas obras.
‘Teerã Noir’
‘Teerã Noir’, seleção de contos (Editora Tabla)
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Organizador: Salar Abdoh. Editora: Tabla. Tradutor: Adriano Scandolara. Preço: R$ 99,68.
O livro é parte de uma série de antologia noir da Akashic Books, que no Brasil é publicada pela Editora Tabla. Além de Teerã, há volumes sobre Marrakesh, Beirute e Bagdá. A ideia é que autores locais, profundos conhecedores de suas cidades, escrevam contos noirs inéditos tendo sua cidade como cenário. Em “Teerã Noir”, escrevem o próprio organizador, Salar Abdoh, e autores iranianos como Sima Saeedi e Majed Neisi.
‘Persépolis’ (completo)
Persépolis, de Marjane Satrapi
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Autora: Marjane Satrapi. Editora: Quadrinhos na Companhia. Tradutor: Paulo Werneck. Preço: R$ 87.
Nesta autobiografia em quadrinhos, a iraniana Marjane Satrapi narra sua infância e os primeiros anos da vida adulta vividos sob a teocracia imposta ao país a partir da Revolução de 1979. A HQ foi inicialmente publicada em francês em quatro partes, e já vendeu mais de 2 milhões de cópias pelo mundo. No Brasil, a Companhia das Letras lançou uma edição completa em um único volume. Entre outros episódios, a autora lembra como foi, tendo crescido em uma família progressista, politizada e de classe média alta, ser obrigada a usar o véu islâmico pela primeira vez aos 10 anos, a experiência de crescer em uma teocracia, os estudos universitários no Irã, seu casamento e divórcio e, por fim, a mudança para a França.
‘Trágica e Bela: uma viagem pelas 1001 faces da Pérsia e do Irã’
‘Trágica e bela’, livro de Lucia Araujo
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Autora: Lúcia Araújo. Editora: Alta Cult. Preço: R$ 94.
Escrita pela jornalista Lúcia Araújo após viagens ao Irã, a obra passa pelas inúmeras realizações da Pérsia – da poesia de Khayyam à primeira declaração dos direitos humanos da História -, passando pelo Irã contemporâneo, que governado pelos aiatolás mas também criador de uma das cinematografias mais importantes da atualidade. O território que hoje conhecemos como Irã é a civilização contínua mais antiga do mundo e é muito mais complexo do que pensa o senso comum, como mostra a autora.
‘Os iranianos’
‘Os iranianos’, de Samy Adghirni
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Autor: Samy Adghirni. Editora: Contexto. Preço: R$ 53, 30.
Parte da coleção Povos e Civilizações, o livro do jornalista Samy Adghirni traz um panorama do país, passando por sua rica história: um dos impérios mais poderosos da Antiguidade, a invasão islâmica no século VII, enorme influência ocidental nos anos do Xá e a revolução islâmica de 1979. Um território onde modernidade e tradição sempre conviveram, como acontece ainda hoje no país onde convivem mulheres de xador e outras que desafiam a Guarda Revolucionária com seus cabelos ao vento e maquiagem.
‘Todos os Homens do Xá’
‘Todos os homens do Xá’, livro de Stephen Kinzer
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Autor: Stephen Kinzer. Editora: Bertrand Brasil.
Publicado no Brasil em 2004, o livro não ganhou uma nova edição no Brasil, onde pode ser encontrado apenas da Amazon (onde sai por cerca de R$ 400) ou em sebos. Escrita por Stephen Kinzer, então correspondente do New York Times, a obra conta a primeira derrubada de um governo do Oriente Médio pelos EUA. Em 1953, o primeiro-ministro iraniano Mohamed Mossadeh, democraticamente eleito, foi deposto em um golpe de Estado. Em seu lugar, sob patrocínio americano, governou o Xá Reza Pahlevi, transformando o país em uma monarquia, onde abusos e corrupção eram comuns. Zinger reconstitui em detalhes a operação dos Estados Unidos para derrubar Mossadegh, o queteve consequências imprevistas, entre elas, a Revolução Islâmica de 1979.
‘A República Islâmica’
República Islâmica do Irã, 40 anos: de Khomeini a Soleimani
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Organizadores: Renatho Costa e Andrew Traumann. Editora: autografia. Preço: R$ 19,90 (Kindle).
Nesta coleção de artigos, disponível apenas no Kindle, a Revolução Islâmica é passada em revista entre dois acontecimentos: o estabelecimento do regime dos aiatolás, em 1979, e o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, pelo governo dos Estados Unidos, no Iraque, em 2020. A ação autorizada pelo então presidente americano Donald Trump (de volta à Casa Branca desde janeiro de 2025, é avaliada pelos autores como uma violação da soberania do Iraque e do Direito Internacional, além de mais um degrau na tensão entre Irã e Estados Unidos.
Menos de duas semanas após a tragédia em Crans-Montana, na Suíça, velas pirotécnicas provocaram, na noite do último sábado, um breve incêndio em um restaurante de Madri, sem deixar vítimas, informaram os donos do estabelecimento nesta quarta-feira, após a publicação de imagens nas redes sociais.
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“No sábado passado ocorreu um princípio de fogo em um dos estabelecimentos dos GLH Singular Restaurants”, informou, em nota enviada à AFP, o grupo GLH, ao qual pertence o restaurante Fanatico, localizado na célebre avenida La Castellana, no centro de Madri.
“O princípio de fogo foi detectado e controlado em um intervalo de aproximadamente oito segundos mediante o uso de extintores, sem que chegasse a se propagar, portanto, o foco sempre esteve controlado”, acrescentou o comunicado, detalhando que “não houve danos pessoais, nem abalo estrutural no estabelecimento”.
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Um vídeo difundido por veículos de mídia espanhóis mostra o incidente ocorrido no local, conhecido por suas atrações e espetáculos com temática circense durante as refeições. As imagens mostram uma cortina pegando fogo no momento em que clientes do restaurante são convidados a erguer as velas pirotécnicas e agitá-las, enquanto bailarinas fazem um número em cima do balcão. Um garçom rapidamente pega um extintor para apagar o incêndio.
“O GLH Singular Restaurants decidiu proibir de forma definitiva o uso de velas e qualquer elemento pirotécnico em todos os seus estabelecimentos”, assegurou a empresa.
O incidente ocorre menos de duas semanas depois do incêndio no bar Le Constellation, na estação de esqui suíça de Crans-Montana, que deixou 40 mortos — principalmente adolescentes e jovens — e 116 feridos. A tragédia, que provocou forte comoção na Suíça, foi causada por faíscas de velas pirotécnicas que entraram em contato com uma espuma acústica colocada no teto do subsolo do estabelecimento, segundo os primeiros elementos da investigação.
Foi aberta uma investigação por homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio por negligência contra o casal de franceses dona do bar. O homem foi colocado em prisão preventiva durante três meses, enquanto sua esposa permanece em liberdade condicional.
Pela primeira vez em ao menos meio século, os Estados Unidos registraram migração líquida negativa, com mais pessoas deixando o país do que entrando. A constatação é de um estudo da Brookings Institution, divulgado nesta terça-feira, que atribui a reversão às políticas migratórias mais rígidas adotadas no segundo mandato do presidente Donald Trump. Segundo o relatório, a tendência deve persistir em 2026 e provocar impactos relevantes na economia americana.
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Migração líquida é a diferença entre o número de pessoas que entram e as que saem de um país. De acordo com a análise, em 2025 o contingente de imigrantes que deixou os EUA provavelmente superou o de novos entrantes. “O primeiro ano do segundo mandato de Trump foi marcado por mudanças radicais na política migratória, o que resultou em uma desaceleração significativa da migração líquida para os Estados Unidos”, afirma o estudo.
O relatório detalha que “a migração líquida provavelmente foi próxima de zero ou negativa durante o ano de 2025, pela primeira vez em pelo menos meio século”, com estimativas que variam entre menos 10 mil e menos 295 mil pessoas. A Brookings projeta que o movimento continue no próximo ano. “Embora persista um alto grau de incerteza política, também é provável uma migração líquida negativa em 2026”, acrescenta.
Os autores alertam para os efeitos macroeconômicos da desaceleração migratória. “A desaceleração implica um menor crescimento do emprego, do PIB e do consumo”, diz o estudo, ao destacar que o crescimento da população em idade ativa nascida nos EUA tem sido fraco nos últimos anos e que quase toda a expansão recente da força de trabalho decorre da imigração.
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Além de suprir mão de obra, os imigrantes também impulsionam a demanda por bens e serviços, ressalta o relatório. Os pesquisadores, porém, fazem uma ressalva metodológica ao afirmar que “as recentes reduções na transparência dos dados tornam as estimativas mais incertas”.
O governo do Egito anunciou nesta quarta-feira que foi alcançado um consenso em torno dos nomes dos integrantes do comitê palestino encarregado de administrar a Faixa de Gaza. O órgão, composto por 15 tecnocratas, integra o plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o pós-guerra no território.
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Segundo o ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdellatty, a expectativa é de que o comitê seja oficialmente anunciado nos próximos dias e passe a responder pela gestão da vida cotidiana e dos serviços essenciais em Gaza.
— Esperamos que, após este acordo, o comitê seja anunciado em breve e então designado para administrar a vida cotidiana e os serviços essenciais — afirmou Abdellatty, após negociações realizadas no Cairo.
O comitê de transição está previsto no programa de 20 pontos divulgado por Trump em outubro, após dois anos de conflito. Pelo plano, o grupo governaria a Faixa de Gaza sob a supervisão de um Conselho de Paz liderado pelo próprio presidente americano.
Nesta quarta-feira, uma delegação do Hamas reuniu-se com mediadores egípcios na capital egípcia para discutir a formação do comitê e seus mecanismos de funcionamento. Representantes do grupo islamista, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que também estão previstas negociações com lideranças de outros movimentos palestinos.
Além da composição do órgão e da escolha de seu presidente, as conversas incluem discussões sobre um acordo de cessar-fogo, em meio a acusações de violações israelenses no território palestino.
Segundo uma das fontes, uma vez fechado o acordo, caberá ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, emitir um decreto que formalize a criação do comitê.
Dois nomes despontam como possíveis dirigentes do órgão: Ali Shaath, ex-vice-ministro do Planejamento da Autoridade Palestina, e Maged Abu Ramadan, atual ministro da Saúde e ex-prefeito de Gaza, informou uma fonte à AFP.
Em atualização.
Um trabalhador foi resgatado depois de ficar preso no porão de um avião no Aeroporto Internacional de Toronto, no Canadá, no dia 13 de dezembro. A situação só foi descoberta depois que passageiros a bordo ouviram gritos vindos do compartimento de bagagem e alertaram a tripulação, segundo relatos de autoridades e familiares.
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O incidente ocorreu durante a preparação de um voo da Air Canada com destino a Moncton, no qual o membro da equipe, um funcionário de solo, entrou acidentalmente no porão de carga através de uma porta que se fechou atrás dele, deixando-o sem saída. Os gritos foram ouvidos enquanto a aeronave taxiava, disse uma passageira à CBC.
Após a sinalização dos passageiros à tripulação, o resgate foi bem-sucedido e o homem saiu ileso, apesar do choque e do tempo no porão do avião. Não foram divulgadas informações detalhadas sobre o estado de saúde, mas familiares disseram que ele passa bem após o ocorrido.
“As portas de carga da aeronave foram fechadas inadvertidamente enquanto um membro da equipe de solo estava no interior”, informou a Air Canada em um e-mail enviado neste fim de semana.
Segundo a passageira que concedeu entrevista à CBC, o voo estava originalmente programado para partir às 14h daquele dia, mas, após horas de incerteza depois do incidente, foi informada, às 1h15 da madrugada do dia seguinte, de que o voo havia sido cancelado. Um novo voo decolou às 8h.
A tiktoker paraguaia Ailin Adorno usou as redes sociais para denunciar um episódio de xenofobia que afirma ter sofrido em uma praia no Brasil. Segundo o relato, a agressão verbal teria partido de um turista argentino, após um desentendimento banal durante uma brincadeira com bola na areia. O vídeo, postado no domingo, já acumula 300 mil visualizações e 30 mil likes no TikTok.
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De acordo com Adorno, ela estava com um grupo de amigos jogando com uma pequena bola, semelhante à de pingue-pongue, quando o objeto acabou atingindo um homem argentino. Um dos jovens se desculpou e foi buscar a bola, mas o turista reagiu de forma hostil.
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Ele teria exigido que os paraguaios guardassem seus pertences e deixassem a praia, ameaçando chamar a polícia sob a alegação de seria proibido praticar esportes com bola na areia.
O grupo ignorou a exigência. “Todos os dias se joga isso na praia”, afirmou Adorno no vídeo. A situação se agravou quando, segundo a influenciadora, o argentino passou a gritar: “Vão para o seu país”. Ela respondeu imediatamente: “Você é um racista”. A discussão ocorreu diante de outros frequentadores da praia e terminou em troca de gritos.
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Visivelmente abalada, Adorno declarou: “Hoje vivi o racismo contra os paraguaios”. Em outro trecho, ironizou o fato de o ataque ter ocorrido no Brasil, onde tanto ela quanto o agressor estavam de férias: “Ele era argentino e nos disse isso, e nós estávamos no Brasil”.
Apesar do episódio, a influenciadora diferenciou o comportamento do agressor da postura dos brasileiros. “Todos os brasileiros, nesses seis dias que estamos aqui, nos trataram muito bem”, disse. Segundo ela, o homem e seu grupo deixaram a praia cerca de dez minutos após o confronto, e não houve agressão física. Adorno afirmou ainda que precisou acalmar seus amigos para evitar que a situação evoluísse para algo mais grave.
A repercussão do vídeo foi imediata, com milhares de comentários. Entre as reações, internautas aconselharam a influencer a registrar ocorrência. “Agora você já sabe, da próxima vez pode ir à polícia e denunciar, porque no Brasil todo ato de discriminação é punido”, escreveu um usuário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quarta-feira com o líder russo Vladimir Putin por telefone. Os dois discutiram a crise na Venezuela após a operação militar americana que capturou o então presidente do país, Nicolás Maduro. Desde então, a presidência do país sul-americano é exercida de forma interina por Delcy Rodríguez, que era vice de Maduro, com o apoio do governo dos Estados Unidos.
Em nota, o Kremlin afirmou que os líderes “trocaram opiniões sobre a atual agenda internacional, com ênfase na situação da Venezuela”.
O telefonema com Putin é o sexto de Lula com chefes de Estado e governo desde a semana passada e o quinto em que a crise da Venezuela é abordada. O presidente conversou sobre a posição brasileira de defesa da soberania nacional dos países nos últimos dias com os presidentes Gustavo Petro (Colômbia), Claudia Sheinbaum (México), e com os primeiros-ministros Pedro Sánchez (Espanha) e Mark Carney (Canadá). Nesta semana, Lula também falou com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, abordando o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
“Foi destacada a convergência de posições de princípio entre Rússia e Brasil no que diz respeito à garantia da soberania estatal e dos interesses nacionais da República Bolivariana (Venezuela). Ficou acordado dar continuidade à coordenação de esforços, inclusive no âmbito da Onu, bem como no marco do Brics, com vistas à desescalada da situação na América Latina e em outras regiões do mundo”, diz o texto divulgado pelo governo russo.
A Rússia foi um dos principais aliados internacionais da Venezuela, ao lado da China. O regime de Putin forneceu armas, incluindo sistemas de defesa antiaérea e caças Sukhoi Su-30 à Venezuela nas últimas décadas.

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