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Durante décadas, a imagem dos grandes dinossauros com chifres — como o Triceratops — esteve restrita à América do Norte e à Ásia. A ausência desse grupo no registro fóssil europeu sustentou a ideia de que os ceratopsianos jamais habitaram o continente. Um novo estudo, porém, acaba de refutar essa hipótese ao reavaliar fósseis encontrados na Hungria e preservados em coleções científicas há anos.
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A pesquisa, liderada pela paleontóloga Susannah C. R. Maidment, aplicou técnicas modernas de tomografia computadorizada e modelagem 3D a restos do dinossauro Ajkaceratops kozmai. A análise do crânio revelou um bico em forma de gancho e um palato em cúpula — traços considerados diagnósticos dos ceratopsianos, segundo o artigo publicado na revista Nature, na quarta-feira (7).
Erros históricos e evolução convergente
Até agora, muitos desses fósseis haviam sido atribuídos à família Iguanodontidae, em razão de semelhanças anatômicas superficiais. A confusão, explicam os autores, está ligada ao fato de que os dois grupos compartilham um ancestral comum e desenvolveram características parecidas por evolução convergente, além da fragmentação e do mau estado de conservação dos restos europeus.
O impacto da revisão vai além do Ajkaceratops. A equipe também reavaliou fósseis de outros dinossauros europeus e identificou equívocos taxonômicos de longa data. Um dos casos mais emblemáticos envolve um espécime da Romênia, antes conhecido como Zalmoxes shqiperorum, que passou a se chamar Ferenceratops shqiperorum, em homenagem ao paleontólogo austro-húngaro Franz Nopcsa, pioneiro nos estudos sobre dinossauros europeus.
A correção resgata, inclusive, uma hipótese levantada pelo próprio Nopcsa há mais de um século: a de que a Europa abrigou linhagens insulares únicas durante o Cretáceo, ideia que ele não conseguiu comprovar com as ferramentas disponíveis à época.
Um fóssil encontrado na Hungria desafia a crença de que os dinossauros ceratopsianos nunca habitaram a Europa
Divulgação/Nature
Europa como rota de dispersão
O estudo também desafia a narrativa de que a Europa, fragmentada em ilhas durante o Cretáceo Superior, teria desenvolvido uma fauna isolada e distinta da Ásia e da América do Norte. A presença de ceratopsianos no continente enfraquece a noção de uma “exceção europeia” e reforça a hipótese de que a região funcionou como um corredor biogeográfico, permitindo a dispersão de espécies por meio de arquipélagos e pontes terrestres.
O crânio fossilizado apresentava características típicas de ceratopsianos, como um bico recurvado e um palato em forma de cúpula
Divulgação/Nature
Segundo os autores, os resultados exigem uma reavaliação ampla das assembleias de dinossauros herbívoros europeus e da própria compreensão da evolução dos ornitísquios. A descoberta, destaca a Nature, tem implicações que vão além de uma simples correção de nomes, ao redefinir como se entende a história evolutiva do continente.
A partir de agora, museus europeus devem passar por uma revisão sistemática de seus acervos. Fragmentos antes considerados pouco informativos podem ganhar novo significado à luz das tecnologias atuais. Como conclui o estudo, aquilo que parecia estabelecido pode ter sido apenas um primeiro esboço — e a paleontologia europeia entra, assim, em uma nova fase de revisão e reinterpretação científica.
Uma mãe de quatro filhos chamou a polícia em um momento de desespero ao perceber que havia chegado ao próprio limite emocional. O episódio ocorreu em julho, no estado de Utah, nos Estados Unidos, quando Kylie Grimes ligou para o número de emergência 911 sem relatar crime ou problema médico imediato, mas para pedir ajuda para si mesma.
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Em entrevista exclusiva ao Daily Mail, divulgada nesta terça-feira(13), a mulher detalhou o ocorrido. Sozinha em casa naquela noite, com o marido trabalhando até tarde, Grimes disse estar “completamente exausta” após semanas dormindo menos de duas horas seguidas. Eram quase 22h, o jantar ainda não havia sido servido e o filho mais novo, de 15 meses, chegou a engasgar ao colocar terra de um vaso de plantas na boca. Embora a situação tenha sido controlada, ela percebeu que não estava bem e precisava de apoio imediato.
Rotina marcada por privação de sono e cuidados médicos
A mãe contou que dois de seus filhos haviam sido diagnosticados recentemente com diabetes tipo 1, o que aumentou a carga emocional e física da rotina. Segundo ela, os dias e as noites passaram a girar em torno de alarmes, medições constantes de glicemia e medo permanente. “Meu sistema nervoso estava sempre em alerta máximo”, afirmou ao Daily Mail, descrevendo sensação de vazio e sobrecarga contínua.
Ao telefonar para a polícia, Grimes disse à atendente que “ela era a emergência”. A operadora manteve a calma, levou o relato a sério e permaneceu ao telefone até a chegada dos policiais. No local, após verificarem que as crianças estavam em segurança, os agentes sentaram-se com a mãe e ouviram seu desabafo. Em seguida, providenciaram o acompanhamento de um terapeuta especializado em crises.
Depois de se acalmar, Grimes retomou a rotina da noite, preparando o jantar e colocando os filhos para dormir. Apesar da simplicidade do desfecho, ela afirma que o telefonema marcou uma virada. Segundo contou, ela e o marido passaram a aceitar ajuda de amigos e familiares, desde tarefas cotidianas, como compras, até apoio mais complexo ligado aos cuidados médicos das crianças.
A história ganhou ainda mais alcance após Grimes publicar nas redes sociais uma foto do momento em que a polícia esteve em sua casa, com a legenda “Eu mesma chamei a polícia”. A postagem gerou milhares de comentários de pais de diferentes países, muitos relatando experiências semelhantes. Embora temesse julgamentos, ela disse ao Daily Mail que decidiu compartilhar o episódio para mostrar que cuidadores sobrecarregados não estão sozinhos.
Hoje, Grimes afirma estar mais estável e consciente de seus limites. Para ela, o caso deixa uma mensagem clara: amar os filhos não torna ninguém imune à exaustão. Pedir ajuda, diz, não é sinal de incapacidade, mas de humanidade.
Uma descoberta arqueológica no Lago Mendota, em Wisconsin, nos Estados Unidos, revelou indícios de uma cultura sofisticada na América do Norte que existia na mesma época do Antigo Egito. Pesquisadores identificaram seis canoas até então desconhecidas, entre elas uma embarcação com cerca de 5.200 anos — mais antiga do que a Grande Pirâmide de Gizé, datada de aproximadamente 4.500 anos.
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Desde 2021, arqueólogos já localizaram 16 canoas escavadas em troncos no lago, todas talhadas a partir de árvores individuais com o uso de fogo e ferramentas simples, como pedras e conchas. Testes de datação por radiocarbono na madeira indicam que as embarcações foram construídas entre 3000 a.C. e 1300 d.C., segundo informações, divulgadas neste mês, da Sociedade Histórica de Wisconsin (WHS, na sigla em inglês).
Rede de transporte milenar no Meio-Oeste
As canoas foram encontradas a cerca de nove metros de profundidade e agrupadas próximas a trilhas naturais submersas, o que sugere que o Lago Mendota foi, por gerações, um ponto estratégico de circulação. Para os pesquisadores, o conjunto aponta para a existência de comunidades organizadas que utilizavam uma rede de transporte aquático para atividades como comércio, pesca e possivelmente rituais espirituais em uma vasta área do atual Meio-Oeste americano.
O barco mais antigo recuperado posiciona os ancestrais de povos ligados à região, como os Ho-Chunk, na mesma linha temporal de civilizações antigas do Velho Mundo. “Essas descobertas reescrevem o que sabemos sobre a história da América do Norte”, afirmou a WHS, ao destacar que os humanos no continente desenvolveram sociedades complexas muito antes do que se supunha.
Os barcos do Lago Mendota são conhecidos como canoas escavadas, pois cada uma foi construída a partir de um único tronco de árvore
Divulgação/Sociedade Histórica de Wisconsin
Apenas duas das 16 canoas foram retiradas da água até agora e passam por um longo processo de preservação, que deve durar vários anos. Entre elas está uma embarcação de cerca de 4,2 metros de comprimento, com aproximadamente 3.000 anos.
As análises revelaram ainda um conhecimento técnico avançado. As canoas, inclusive as mais antigas, foram feitas principalmente de carvalho vermelho e carvalho branco — uma escolha incomum, já que o carvalho vermelho tende a absorver água. Especialistas acreditam que os construtores preparavam as árvores para estimular a formação de tiloses, estruturas naturais que vedam os poros da madeira, aumentando a resistência, a flutuação e a durabilidade. Há indícios de que as árvores fossem selecionadas ainda debilitadas ou até feridas intencionalmente durante o crescimento.
A arqueóloga marítima Tamara Thomsen comparou o trabalho ao de um quebra-cabeça. “Quanto mais peças você encontra, melhor começa a formar uma imagem do que estava acontecendo e por quê”, afirmou, destacando a importância de cruzar dados científicos com o conhecimento das Primeiras Nações e a história cultural da região.
As embarcações também foram encontradas com pedras cuidadosamente posicionadas sobre elas, um método que, segundo os especialistas, teria sido usado para evitar deformações durante os meses de inverno, quando o lago congela.
Embora o povo Ho-Chunk tenha se estabelecido na região apenas após 800 d.C., os paleoíndios chegaram à área há cerca de 12 mil anos. Para os Ho-Chunk, a descoberta tem profundo significado cultural e espiritual, ao reforçar a ligação ancestral com as águas e as terras locais. Nas proximidades, o Lago Wingra é considerado sagrado: uma de suas nascentes, de fundo de argila branca, é vista como um portal espiritual. “Por gerações, o povo Ho-Chunk honrou este local por meio de cerimônias de lembrança”, afirmou a arqueóloga estadual Amy Rosebrough.
Um fenômeno impressionante é visível no Oceano Atlântico e foi capturado por imagens de satélite. Trata-se de uma vasta e densa massa marrom que forma uma espécie de corredor conectando a costa oeste da África ao Golfo do México . O chamado Grande Cinturão de Sargaço é composto por uma macroalga flutuante que oferece refúgio para peixes e outros organismos.
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Em quase todas as primaveras e verões desde 2011, uma gigantesca proliferação de algas marinhas se forma no meio do Atlântico, explicou a Nasa. Dois anos depois, cientistas descobriram que a quantidade de sargaço flutuando nessa faixa havia aumentado ainda mais. E não parece estar diminuindo. Em maio de 2025, as estimativas apontavam para uma biomassa de 38 milhões de toneladas, superando o recorde estabelecido em 2022. Sua escala transformou o fenômeno em um problema ambiental transnacional.
Pesquisadores da Faculdade de Ciências Marinhas da Universidade do Sul da Flórida estimaram, em seu levantamento mais recente, que o cinturão de sargaço acumulou um total de cerca de 13 milhões de toneladas.
Segundo a Nasa, o sargaço, quando disperso em mar aberto, contribui para a saúde dos oceanos, fornecendo habitat para tartarugas, invertebrados, peixes e aves. Também produz oxigênio por meio da fotossíntese. No entanto, quantidades excessivas dessa alga perto da costa podem dificultar a movimentação e a respiração de certas espécies marinhas.
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Quando o sargaço afunda em grandes quantidades até o fundo do oceano, pode sufocar corais e pradarias marinhas. Na praia, à medida que se decompõe, libera gás sulfeto de hidrogênio e exala um odor de ovos podres, representando um problema potencial tanto para a ecologia marinha quanto para o turismo local.
A causa desse crescimento persistente não é imediatamente clara. Pesquisas anteriores descobriram que a entrada de nutrientes provenientes de fertilizantes e outras fontes está correlacionada com o aumento da proliferação. Mudanças nos padrões de circulação oceânica também são um fator influente, pois o sargaço cresce mais rapidamente quando as temperaturas da superfície do mar estão normais ou mais frias do que a média.
“Grandes eventos de acumulação de gelo nas praias são inevitáveis ​​em todo o Caribe e ao longo da costa leste da Flórida, à medida que a faixa continua a se deslocar para oeste”, dizem os especialistas.
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Um agente federal de imigração atirou contra um venezuelano em Minneapolis, informaram autoridades da cidade, que pediram para “manter a calma”, uma semana depois da morte de uma mulher nessa mesma cidade dos Estados Unidos. A ação do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas) provocou revolta e protesto da população.
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“Entendemos que há indignação (…). A Cidade de Minneapolis volta a exigir que ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas) deixe a cidade e o estado (Minnesota) imediatamente”, escreveram autoridades locais na rede X.
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Funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS) confirmaram o tiroteio em uma publicação na X e afirmaram que “um imigrante ilegal da Venezuela” foi detido em uma abordagem de trânsito e resistiu à prisão.
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“Enquanto o indivíduo e o agente policial lutavam no chão, duas pessoas saíram de um apartamento próximo e também atacaram o agente com uma pá de neve e um cabo de vassoura”, informou o DHS.
O agente “efetuou um disparo defensivo para proteger a própria vida” e feriu o primeiro indivíduo na perna.
O episódio ocorre depois que Renee Nicole Good, uma mulher estadunidense de 37 anos, morreu dentro de seu carro em 7 de janeiro, atingida por disparos de um agente do ICE durante uma operação contra migrantes em Minneapolis.
Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump impulsionou uma onda massiva de deportações, uma de suas promessas de campanha.
Autoridades de Minneapolis e do estado de Minnesota rejeitaram as ações dos agentes do DHS, incluindo as do ICE.
Em um vídeo publicado na quarta-feira nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou “o caos, a interrupção e o trauma que o governo federal está despejando sobre nossa comunidade”, descrevendo interrogatórios porta a porta realizados por agentes do ICE “armados, mascarados e com pouco treinamento”.
Após um dia e meio de buscas intensas, as autoridades argentinas localizaram uma mulher que havia desaparecido no último domingo, à tarde, após deixar sua casa, em um bairro a minutos do centro de Córdoba. Tania Suárez, de 35 anos, saiu para se encontrar com um homem conhecido pelas redes sociais. Ela foi localizada por um morador, amarrada e em estado de confusão mental, e foi levada ao quartel do Corpo de Bombeiros da cidade.
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Tania foi transferida para a cidade de Córdoba, onde permanece internada. Familiares que conseguiram vê-la disseram que ela apresenta “confusão” e que se lembra “de algumas coisas sim e de outras não”.
O encontro havia sido marcado para a tarde de domingo, no Parque Sarmiento, para tomar chimarrão. Ainda no início, Tania enviou uma mensagem à filha informando que o homem não era igual às fotos do aplicativo, mas que, apesar disso, permaneceria no local. A partir daí, as mensagens passaram a demonstrar crescente apreensão. Às 22h, foi enviada a última mensagem pelo WhatsApp. Depois disso, não houve mais notícias até as 18h de terça-feira.
Cartaz de desaparecimento confeccionado antes da localização de Tania, que sumiu durante um encontro marcado por app
Reprodução
Mãe de quatro filhos — de 17, 14, 8 e 5 anos —, Tania é bolsista da Prefeitura de Córdoba. Separada, ela possuía um botão do pânico, segundo informou seu irmão.
Antes de sair de casa, por volta das 16h, ela contou à família que havia conhecido o homem por meio do Facebook Namoro. Ao encontrá-lo e notar que ele não correspondia às imagens do perfil, enviou mensagens à filha mais velha e à irmã: “Nada a ver com a foto do perfil, tem cara de Sajen”. A referência era a Marcelo Sajen, estuprador serial que atuou em Córdoba.
De acordo com o canal El Doce, que teve acesso às mensagens, às 19h06 Tania escreveu: “Me dá nojo, já disse a ele que às 20h30 vou embora”. Em seguida, contou que o homem havia se oferecido para levá-la de volta para casa. Às 20h20, alertou a filha: “Filha, ele está ficando insistente. Se eu vir algo estranho, te aviso”.
Cerca de meia hora depois, a filha perguntou se estava tudo bem. Tania respondeu que sim, mas, dois minutos depois, escreveu: “Ele me deu uma água que tinha gosto de merda”.
Apesar de afirmar que iria embora cedo, depois das 22h30 Tania enviou à irmã uma mensagem preocupante: “Já estão me levando esses dois, que não sei quem são”. Pouco antes, havia relatado que um amigo do homem havia chegado ao local. Às 22h47, informou que estavam comendo no Parque Sarmiento.
Sumiço
Após essa mensagem, não houve mais contato. Ela deixou de responder — ou, segundo os investigadores, pode não ter sido mais ela quem escrevia — e não atendeu às ligações. O celular ficou desligado ou fora de área, e as mensagens da família não foram entregues.
A família registrou ocorrência policial. Inicialmente, o caso ficou sob responsabilidade da promotora Jorgelina Gutiez, mas depois passou para a promotora de plantão Andrea Martin e para a promotora de Cosquín, Paula Kelm.
Há dúvidas sobre o local do encontro. Além do Parque Sarmiento, Tania teria mencionado à filha a possibilidade de ir ao Parque das Nações, no bairro Cerro de las Rosas, a cerca de 25 minutos de sua casa.
Os investigadores suspeitam que, a partir das 22h, as mensagens não tenham sido escritas por Tania, embora ainda não haja detalhes conclusivos.
Imagens das câmeras do condomínio onde ela mora mostram Tania entrando em um Fiat Cronos cinza, cuja placa não foi identificada. A Justiça determinou a análise das câmeras do sistema 911 e de estabelecimentos comerciais e residências da região para tentar reconstruir o trajeto até o Parque Sarmiento ou o Parque das Nações.
Imigrantes sem antecedentes criminais estão sendo mantidos em condições consideradas degradantes nos novos centros de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). A expansão dessas instalações integra a política do presidente Donald Trump para acelerar deportações, com a meta de manter até 80 mil pessoas detidas simultaneamente.
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Relatórios de organizações de direitos humanos indicam que, em 2025, ao menos 31 pessoas morreram sob custódia do ICE, enquanto mais de 1.200 detidos tiveram o paradeiro classificado como desconhecido. O período é apontado como um dos mais críticos da história recente da imigração nos Estados Unidos.
Mary Kapron, investigadora da Anistia Internacional, visitou um dos centros na Flórida em setembro e descreveu ao jornal espanhol El Mundo condições que classificou como “bárbaras”. Segundo ela, detidos permanecem algemados, confinados em estruturas metálicas ao ar livre, expostos ao calor e à umidade, com acesso irregular a água e alimentos e sem comunicação efetiva com advogados.
Algumas instalações passaram a ser apelidadas por ativistas de “Alcatraz dos Jacarés”, devido ao uso extensivo de arame farpado, celas semelhantes a gaiolas e banheiros insalubres próximos às camas. Em resposta às críticas, a porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), Tricia McLaughlin, afirmou que os detidos recebem atendimento médico, odontológico e psicológico e que o ICE mantém padrões superiores aos da maioria das prisões americanas.
Especialistas, no entanto, contestam essa versão. Heather Hogan, da Associação Americana de Advogados de Imigração, alertou para superlotação extrema e negligência médica em centros como Fort Bliss, no Texas, descrito por ativistas como um “campo de concentração”. Segundo ela, idosos e pessoas com doenças graves estariam sendo detidos sem acesso regular a medicamentos, com registros de agravamento de saúde, suicídios e mortes.
O modelo de gestão também é alvo de críticas. Cerca de 90% das vagas nos centros de detenção são operadas por empresas privadas, com contratos multimilionários. Entre elas está o GEO Group, responsável por instalações onde ocorreram dez das 31 mortes registradas em 2025. Estados governados por republicanos também são apontados como beneficiários financeiros da expansão desses centros.
Dados do Transactional Records Access Center (TRAC) mostram que, em 30 de novembro de 2025, havia 65.735 imigrantes detidos nos Estados Unidos, dos quais 73,6% não possuíam antecedentes criminais. A aprovação da lei fiscal conhecida como One Big Beautiful Bill destinou US$ 70 bilhões ao ICE, ampliando a capacidade operacional da agência.
Após o presidente americano, Donald Trump, afirmar na quarta-feira que a Otan, a aliança militar liderada por Washington, deveria comandar “o caminho” para que os Estados Unidos sigam com o plano de anexação da Groenlândia, sob a justificativa de que a ilha “é vital para o Domo de Ouro (ou “Golden Dome”, em inglês)”, muitos podem se questionar do que se trata tal arma. O projeto figura um sistema de defesa aérea desenvolvido para impedir a entrada de mísseis nos EUA, semelhante ao utilizado por Israel para interceptar foguetes e mísseis disparados por seus inimigos regionais. Segundo Trump, a iniciativa deverá custar cerca de US$ 175 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão) e a expectativa é de que esteja concluída até o final de seu mandato, em 2029. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As táticas de confronto do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump estão sob os holofotes desde a morte de Renee Nicole Good, baleada em seu carro por um agente no último dia 7, em Minneapolis, no estado de Minnesota. Dados publicados pela agência mostram, no entanto, que os centros de detenção de imigrantes também podem ser fatais para os reclusos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A queda do regime do Irã seria uma das melhores notícias para palestinos, libaneses e israelenses. As ações da ditadura iraniana afetaram a soberania libanesa através do Hezbollah, prejudicaram a justa causa palestina e apavoraram Israel com ameaças de destruição do país. Pode parecer um contrassenso quando falo do Líbano e da Palestina para quem acompanha pouco o cenário geopolítico do Oriente Médio e imagina equivocadamente que os aiatolás ajudaram essas duas nações árabes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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