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Os EUA e Taiwan concordaram com um acordo comercial há muito buscado que reduzirá as tarifas sobre produtos da ilha autogovernada para 15% e fará com que empresas taiwanesas de semicondutores aumentem o financiamento de operações nos EUA em US$ 500 bilhões.
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O acordo foi anunciado hoje pouco depois de uma delegação de altos funcionários de Taiwan visitar Washington para finalizar o entendimento com representantes do presidente Donald Trump.
Pelos termos do acordo, as tarifas sobre remessas taiwanesas cairiam da taxa anterior de 20% — colocando-as em pé de igualdade com Japão e Coreia do Sul, que firmaram seus próprios acordos no ano passado.
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A indústria de tecnologia de Taiwan também se comprometeria a realizar pelo menos US$ 250 bilhões em investimentos diretos para expandir operações avançadas de semicondutores, energia e inteligência artificial nos EUA.
Além disso, Taiwan concordou em oferecer outros US$ 250 bilhões em garantias de crédito para novos investimentos na cadeia americana de suprimentos de semicondutores. A ilha, considerada pela China uma província rebelde e parte de seu território, é a maior fabricante de chips do mundo, componente decisivo em uma série de indústrias, de celulares a automóveis e aviões.
O território tem um governo autônomo e um regime econômico capitalista desde a revolução comunista chinesa, de 1949, mas poucos países reconhecem sua independência da China. Os EUA é um dos países que não reconhecem Taiwan como um país independente, embora tenha com a ilha um histórico de cooperação militar com o objetivo de protegê-la de uma invasão chinesa.
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Uma declaração da Casa Branca que delineou o acordo não mencionou especificamente a Taiwan Semiconductor Manufacturing Corporation (TMSC), gigante produtora de chips da ilha, mas o arranjo tem implicações claras para a empresa. A TMSC é a maior produtora mundial de chips para inteligência artifricial (IA).
A agência Bloomberg informou no início desta semana que o acordo exigiria que a TSMC construísse pelo menos mais quatro fábricas de chips no Arizona, somando-se às seis fábricas e duas instalações avançadas de empacotamento que já prometeu abrir no local.
A TSMC e outras empresas liderarão os US$ 250 bilhões em investimentos planejados, segundo autoridades do Departamento de Comércio dos EUA familiarizadas com os detalhes. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, conduziu as negociações do pacto, estruturado em torno de semicondutores e das tarifas setoriais da Seção 232, disse a autoridade.
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O acordo remove um importante ponto de atrito entre a democracia de 23 milhões de pessoas, que a China deseja controlar, e os EUA, principal apoiador militar de Taipei. Autoridades taiwanesas indicavam há meses que um pacto estava próximo, mas ele nunca se concretizou.
O arcabouço também limita a 15% as tarifas americanas específicas por setor sobre autopeças, toras, madeira serrada e produtos derivados de madeira provenientes de Taiwan. Medicamentos genéricos fabricados na ilha não enfrentariam impostos de importação, segundo a declaração.
Além disso, semicondutores taiwaneses receberiam alívio de tarifas futuras. Empresas que construírem novas operações nos EUA poderão importar, durante a construção, até 2,5 vezes sua capacidade atual sem tarifas, com uma alíquota menor aplicada às remessas acima dessa cota. Esse limite cairia para 1,5 vez a capacidade atual quando as instalações de produção estiverem concluídas.
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O Departamento de Comércio concluiu uma investigação que constatou que importações de chips prejudicam a segurança nacional dos EUA, mas deixou de impor tarifas mais amplas. Trump, em vez disso, ordenou que altos funcionários do governo negociassem arranjos com grandes exportadores.
Aplicou apenas uma tarifa restrita de 25% sobre certos semicondutores avançados a serem enviados ao exterior, um passo-chave em um acordo para a Nvidia enviar processadores de inteligência artificial H200, fabricados em Taiwan, para a China.
Taipei vem tentando concluir um acordo com os EUA antes de Trump se reunir com Xi Jinping na China, informou a Bloomberg News anteriormente. Espera-se que o presidente dos EUA visite a China em abril.
O acordo foi anunciado mesmo enquanto se aproxima uma decisão da Suprema Corte sobre as tarifas globais de Trump. Se o tribunal decidir contra o presidente, isso pode prejudicar sua capacidade de fixar unilateralmente tarifas sobre bens de países estrangeiros.
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, indicou que apoia o objetivo de Trump de reindustrializar os EUA, mas disse que seriam necessárias reformas americanas em políticas de terras, eletricidade e força de trabalho para que os projetos avancem. Taipei também resistiu a um pedido para transferir a produção de chips para os EUA a fim de cobrir metade da demanda americana.
O acordo remove um leve fator de incerteza para a economia de Taiwan, que prosperou graças às exportações de tecnologia, como aceleradores e servidores, que têm sido muito demandados à medida que empresas de tecnologia correm para desenvolver capacidades de IA.
Taiwan revisou recentemente sua previsão de crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 para cerca de 7,3%, o que seria o nível mais alto desde 2010. O boom das exportações de tecnologia ajudou a elevar o superávit comercial anual do país com os EUA a um recorde de US$ 150 bilhões em 2025.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta quarta-feira que presenteou o presidente dos EUA, Donald Trump, com a medalha do Prêmio Nobel da Paz recebida por ela no fim de 2025. O gesto aconteceu durante um encontro dos dois na Casa Branca a portas fechadas, menos de duas semanas após a captura do presidente chavista, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas.
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— Entreguei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prêmio Nobel da Paz — disse María Corina a repórteres do lado de fora do Capitólio americano após a reunião com Trump. A apoiadores, a líder oposicionista declarou ainda que conta com Trump “pela liberdade da Venezuela”.
O contato entre a principal opositora do chavismo e o republicano acontece em um momento em que o diálogo entre Washington e Caracas se fortalece, apesar da contínua campanha americana sobre o regime venezuelano — com a tomada de mais um navio-petroleiro do país sul-americano nesta quinta.
María Corina chegou aos jardins da Casa Branca pouco antes das 12h30 (14h30 em Brasília). Vestida com um terninho branco, ela saiu do carro sem fazer declarações e foi escoltada até o almoço privado. A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz não utilizou a entrada tradicional para dignitários na Ala Oeste da Casa Branca. A agenda da líder venezuelana também prevê uma reunião com legisladores democratas e republicanos no Senado.
No mesmo dia do encontro de María Corina com Trump, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, mandou um enviado a Washington para se reunir com altos funcionários do governo dos EUA, após sua ida aos EUA ter sido impedida. A não ida de Delcy foi alvo de uma brincadeira de seu irmão e chefe parlamentar, Jorge Rodríguez, que disse que ela deixaria de se reunir com o republicano porque seu “passaporte está vencido”.
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Enquanto isso, o embaixador da Venezuela no Reino Unido e ex-ministro das Relações Exteriores do país, Felix Plasencia, planeja visitar a Casa Branca a pedido da presidente interina, de acordo com pessoas familiarizadas com os planos. Elas pediram para não serem identificadas ao discutir deliberações privadas, noticiou a Bloomberg.
Após a captura de Maduro, Trump optou por trabalhar com Rodríguez, vice-presidente de longa data de Maduro, e chegou a dizer que María Corina “‘não tem apoio ou respeito” necessários para governar o país sul-americano.
Alunos tomavam café da manhã no refeitório de uma escola de ensino médio em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos, quando foram surpreendidos por um acidente de carro fora do comum. Os estudantes seguiam com suas rotinas, na última terça-feira (13), normalmente quando um carro bateu em uma das paredes, feita de tijolos, e a atravessou, parando dentro do local.
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O acidente causou correria e um grande susto. A cena foi registrado ao acaso, por um aluno, que usava óculos da Meta com câmera, que estava no refeitório inclusive próximo ao local onde o veículo bateu e acabou entrando no prédio da Middle College High School. Segundo a mídia local, o pai de um dos alunos perdeu o controle do carro, do modelo SUV Infiniti QX80, logo depois de deixar o filho na escola.
O motorista teria tentado evitar um acidente em que colidiria com um outro carro no estacionamento da unidade. Neste momento, os freios falharam e ele acabou indo em direção ao prédio em alta velocidade, derrubando parte da parede e entrando no refeitório, segundo a WREG News.
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Reprodução / Facebook
— Naquele momento, fiquei extremamente surpreso enquanto gravava minha reação a um vídeo que um amigo estava me mostrando, e não esperava capturar aquele momento — disse, à publicação, o estudante do último ano Traveon Manning, que gravou o acidente por acaso.
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Apenas uma aluna foi levada para um hospital após relatar que foi atingida nas costas por algo. Ninguém ficou gravemente ferido, nem mesmo o motorista. Traveon contou que todos os estudantes ficaram abalados com a cena, e muitos correram assustados, sem entenderem o que acontecia.
Os alunos estavam no refeitório antes de iniciarem o dia em sala de aula. A jornais locais, a polícia confirmou que o acidente causou danos à escola e informou que a investigação está em andamento. Nenhuma acusação foi formalizada até agora.
Menos de duas semanas após a captura de Nicolás Maduro em ação militar americana, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu nesta quinta-feira aos deputados que aprovem reformas na indústria petrolífera que abririam as portas para mais investimentos estrangeiros.
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Em seu primeiro discurso sobre o Estado da Nação na Assembleia Nacional em Caracas, Rodríguez apresentou uma visão para o futuro da Venezuela distinta de seus antecessores chavistas, mais leniente com as intenções americanas de comandar a exploração e a venda do petróleo venezuelano.
— Não tenhamos medo da diplomacia com os EUA — disse Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro que agora precisa lidar com as pressões conflitantes do governo do presidente americano, Donald Trump, e de conduzir uma administração leal ao líder chavista capturado.
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Após uma conversa com Trump por telefone no início desta semana, a presidente interina afirmou na quarta-feira à noite, em pronunciamento na televisão estatal, que “cada dólar” das vendas de petróleo venezuelano seriam destinadas a reforçar os serviços de saúde em crise, o desenvolvimento econômico e outros projetos de infraestrutura.
O discurso, transmitido com atraso na Venezuela, ocorreu um dia depois de Rodríguez ter declarado que seu governo continuará libertando prisioneiros políticos detidos sob o regime de Maduro, no que ela descreveu como “um novo momento político” desde a sua deposição.
Donald Trump reacendeu a disputa geopolítica pelo controle da Groenlândia ao declarar a intenção de anexar a ilha por motivos de segurança nacional e econômicos. O território ártico faz parte da Dinamarca há três séculos e possui um governo autônomo que rejeita a operação comercial proposta por Washington. A soberania dinamarquesa se apoia em tratados históricos e em uma administração compartilhada que impede qualquer venda unilateral, apesar da pressão dos Estados Unidos sobre o recurso estratégico.
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Por que a Groenlândia pertence à Dinamarca?
A vinculação política da Groenlândia ao reino europeu tem origem na era das explorações nórdicas e se consolidou juridicamente no século XVIII. Colonos escandinavos chegaram no fim do século X, embora seus primeiros assentamentos tenham desaparecido por volta do século XV. O vínculo foi restabelecido de forma definitiva em 1721, quando o missionário Hans Egede liderou uma expedição e novos colonos dinamarqueses se instalaram nas proximidades da atual capital, Nuuk. A Groenlândia integra a Dinamarca há três séculos a partir desse processo de colonização, apesar de sua localização geográfica no continente norte-americano.
O status jurídico evoluiu ao longo do século XX. Copenhague incorporou oficialmente o território em 1953 e concedeu cidadania dinamarquesa a seus habitantes. O sistema político mudou em 1979 após um referendo que estabeleceu um governo local. As autoridades da ilha administram a maioria dos assuntos internos, enquanto o governo central mantém o controle sobre segurança e defesa. Uma lei aprovada em 2009 ampliou as competências de Nuuk e abriu a possibilidade de uma futura independência por meio de negociações bilaterais.
A maior superfície insular do planeta abriga uma população reduzida, de cerca de 56 mil habitantes, a maioria pertencente à etnia inuit. Oitenta por cento do território permanece coberto de gelo, e os assentamentos humanos se concentram na costa sudoeste. A economia local depende da atividade pesqueira e de subsídios enviados pelo governo dinamarquês, que representam cerca de um quinto do Produto Interno Bruto da região. O degelo associado às mudanças climáticas facilitou nos últimos anos o acesso a matérias-primas estratégicas como terras raras, ferro e urânio.
A estratégia de Washington e os antecedentes de compra
O interesse da Casa Branca está ligado à competição com China e Rússia, além da abertura de novas rotas de navegação no Ártico. Trump afirmou que adquirir a ilha é crucial e não descartou o uso da força militar. Há precedentes históricos dessa ambição na política externa dos Estados Unidos. Washington considerou a compra em 1867, simultaneamente à aquisição do Alasca da Rússia czarista.
Manifestantes com bandeiras da Groenlândia participam de um protesto com o lema “Groenlândia é dos groenlandeses” em frente à embaixada dos Estados Unidos, em Copenhague
THOMAS TRAASDAHL / RITZAU SCANPIX / AFP
A Segunda Guerra Mundial mudou radicalmente o cenário. Forças americanas ocuparam a região diante da invasão nazista à Dinamarca. Mark Jacobsen, da Real Escola de Defesa Dinamarquesa, explicou à BBC Mundo: “A ocupação da Groenlândia foi inicialmente quase um convite da Dinamarca diante da ameaça nazista e, ao terminar a guerra, o governo dinamarquês disse aos Estados Unidos que essa ameaça havia desaparecido, mas a resposta dos Estados Unidos foi que não tinham nenhuma intenção de se retirar”.
O secretário de Estado James Byrnes ofereceu em 1946 ao embaixador dinamarquês US$ 100 milhões em lingotes de ouro pelo território, mas o governo europeu rejeitou a proposta. Em 1951, a Dinamarca assinou um acordo com os Estados Unidos para regular a presença militar estrangeira. Washington opera ali a Base Espacial Pituffik, anteriormente conhecida como Base Aérea de Thule.
A rejeição diplomática diante da pressão externa
As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia afirmaram que o território “não está à venda”. Copenhague reconhece o direito à autodeterminação da ilha, mas descarta a venda a uma terceira potência. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, declarou: “Reconhecemos plenamente que a Groenlândia tem suas próprias ambições. Se elas se concretizarem, a Groenlândia se tornará independente, mas sem a ambição de se transformar em um estado dos Estados Unidos”.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Múte Egede, pediu para “romper os grilhões do colonialismo” e rejeitou a anexação. Kuupik V. Kleist, ex-primeiro-ministro local, disse à CNN que não vê “nada no futuro que abra caminho para uma venda”. Mark Jacobsen afirmou à BBC Mundo que a percepção na região considera a visão de Trump defasada.
O papa Leão XIV disse, nesta quinta-feira, a familiares das vítimas do incêndio no bar de uma estação de esqui suíça, que ocorreu na véspera de Ano Novo, que a fé pode ajudar nos “momentos mais sombrios e dolorosos”, durante uma audiência privada no Vaticano. O chefe da Igreja católica recebeu cerca de 20 familiares, duas semanas após a tragédia que matou 40 pessoas e feriu outras 116 em Crans-Montana.
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“Não posso lhes explicar, queridos irmãos e irmãs, por que vocês e seus entes queridos foram chamados a enfrentar uma provocação tão difícil. O afeto e as palavras de compaixão que lhes ofereço hoje parecem muito limitados e impotentes”, disse o papa em italiano, segundo uma transcrição de seu discurso publicada pelo Vaticano.
“A fé que habita em nós ilumina os momentos mais sombrios e dolorosos de nossas vidas com uma luz insubstituível, nos ajudando a continuar corajosamente no caminho rumo à nossa meta”, disse o sumo pontífice americano, que acrescentou que “voltarão a encontrar alegria”.
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O grupo se reuniu, mais tarde, com o subsecretário do gabinete da primeira-ministra italiana Giorgina Meloni, Alfredo Mantovano, e com o ministro de Justiça, Carlo Nordio. Mantovano disse que a Itália se constituirá parte civil no julgamento na Suíça e sugeriu que a Comissão Europeia faça o mesmo.
Segundo elementos preliminares da investigação, o incêndio foi provocado por fagulhas de sinalizadores que entraram em contato com uma espuma, usada como isolante acústico, colocada no teto.
Uma madre superiora isolou e assediou durante décadas as freiras que estavam sob sua responsabilidade em uma congregação no bairro de Montmartre, no norte de Paris, revelou um relatório divulgado nesta quinta-feira. As acusações contra Marie-Agnès, que morreu em 2016 — entre as quais não há nenhuma de abuso sexual — são as últimas de uma série de denúncias apresentadas contra líderes religiosos franceses nos últimos anos.
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Ela dirigia a comunidade de Beneditinas do Sagrado Coração desde 1969. Uma comissão de investigação entrevistou 86 freiras e 28 ex-freiras para avaliar acusações de maus-tratos supostamente ocorridas entre 1969 e 2012.
Neste período, Marie-Agnès e suas auxiliares supervisionavam um sistema que espionava, assediava, agredia fisicamente e até roubava dinheiro das mulheres que ingressavam na ordem, segundo as conclusões da investigação, publicadas nesta quinta-feira. Os abusos físicos incluíam “refeições forçadas e desequilibradas” e “alimentação forçada até provocar vômito”, indicou a comissão no relatório.
A madre superiora e duas auxiliares recrutavam freiras jovens, que eram pressionadas a fazer seus votos antes que pudessem mudar de ideia, e depois eram isoladas de suas famílias. O trio mantinha o controle sobre elas escutando suas conversas com pessoas que iam visitá-las e lendo suas cartas, segundo o relatório.
As jovens também eram vigiadas, chantageadas e incentivadas a delatar companheiras, além de sobrecarregadas de trabalho. As mais rebeldes eram drogadas para serem mantidas sob controle. Durante a última década, a congregação “transformou-se em um Estado policial”, relata o documento, citando uma das freiras.
A direção assumia o dinheiro que as mulheres tinham assim que chegavam. Em alguns casos, as três responsáveis chegaram a esvaziar as poupanças ou a apoderar-se de suas heranças para usá-las “em benefício próprio”.
Segundo o relatório, mais de 857 mil euros (cerca de R$ 5,4 milhões) foram retirados no total das contas de cinco irmãs e da congregação. Enquanto isso, as três responsáveis levavam um “padrão de vida luxuoso”, indica o relatório, e supostamente desfrutavam de refeições caras, passavam férias na Riviera Francesa e faziam investimentos imobiliários em uma cidade ao nordeste de Paris.
Diante da perspectiva de uma escalada da política externa expansionista dos Estados Unidos sob Donald Trump, o governo brasileiro tem apostado no fortalecimento do Brics como um dos principais instrumentos para limitar o avanço de uma agenda unilateral. Segundo diplomatas brasileiros, a avaliação é que o bloco pode funcionar como contrapeso político e econômico em um cenário de maior pressão americana sobre países emergentes.
A estratégia, no entanto, envolve riscos. Trump já demonstrou reiteradas vezes contrariedade em relação ao Brics, visto por ele como um agrupamento que desafia a primazia dos Estados Unidos no sistema internacional, inclusive no plano financeiro. Entre os focos de irritação do americano está a defesa feita por Luiz Inácio Lula da Silva e outros parceiros do bloco de mecanismos que reduzam a dependência do dólar no comércio internacional.
Embora reconheça que os países do grupo tenham interesses regionais distintos, o governo brasileiro sustenta que o elemento agregador do Brics — formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã — é o esforço para preservar algum grau de estabilidade no sistema internacional. Nesse raciocínio, a estratégia brasileira é reforçar o papel do bloco como guardião de um “mínimo de ordem”, ainda que essa leitura não seja compartilhada de maneira uniforme por todos os membros.
Na visão de integrantes do governo, o reforço do Brics, ampliado em 2024 com a entrada de novos países, integra um esforço mais amplo para resgatar previsibilidade na governança global, fragilizada nos últimos anos por disputas comerciais, sanções unilaterais e pelo enfraquecimento de fóruns multilaterais tradicionais. O Brasil avalia que a diversificação de parcerias e o adensamento de coalizões entre países do Sul Global reduzem a vulnerabilidade a choques externos e ampliam a margem de manobra diplomática.
O Itamaraty trabalha com a avaliação de que o fortalecimento do Brics não deve ser interpretado como um movimento de confronto direto com Washington, mas como uma tentativa de recompor espaços de coordenação internacional em um ambiente cada vez mais fragmentado. Ainda assim, há o reconhecimento de que a estratégia pode ter custos, sobretudo se a hostilidade de Trump ao bloco se traduzir em medidas concretas de pressão política ou comercial.
Em meio ao aumento das tensões geopolíticas, com o agravamento de crises como a do Irã, auxiliares do presidente Lula avaliam que o Brics passou a desempenhar o papel de fiador mínimo da previsibilidade internacional. A leitura é que o grupo de grandes economias emergentes se tornou um dos poucos espaços capazes de sustentar alguma coordenação em um cenário marcado pela reedição de rivalidades ideológicas e pela contestação aberta a instituições multilaterais.
Segundo integrantes do governo, a agenda recente do Brics — tanto na cúpula realizada no Brasil, no ano passado, quanto na prevista para a Índia, em 2026 — tem sido construída em torno da defesa de organismos como a ONU, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), além da manutenção de compromissos ambientais. Trata-se, nessa visão, de uma resposta ao esvaziamento dessas instâncias diante de uma estratégia americana que volta a operar a partir da lógica de áreas de influência e de confrontação seletiva.
A percepção no Palácio do Planalto é que a política dos EUA sob Trump não se dirige de forma homogênea ao conjunto do Brics. A China, apontada como o principal desafio geopolítico de Washington, é tratada de maneira distinta, menos por ataques diretos e mais por ações indiretas, em razão de seu peso econômico e militar. 
A Rússia, por sua vez, teria reagido de forma moderada à nova Estratégia de Segurança Nacional da Casa Branca, chegando a sinalizar que o documento segue “na direção correta”, o que indicaria, ao menos por ora, uma relação menos conflitiva.
Já a África do Sul aparece, na avaliação brasileira, como um caso específico, associado à visão depreciativa que o governo Trump teria do continente africano, especialmente da África Subsaariana. 
Conflito no G20
A ausência dos Estados Unidos na última reunião do G20 realizada no país africano, no fim do ano passado, e a tentativa de excluir Pretória do grupo geraram preocupação entre os demais membros. Para diplomatas brasileiros, trata-se de um precedente capaz de comprometer o funcionamento do G20 como fórum representativo, ao abrir espaço para vetos políticos em futuras presidências.
Nesse cenário, o governo brasileiro avalia que uma eventual presidência americana do G20 tende a ser especialmente difícil. A expectativa é de esvaziamento de grupos de trabalho ligados a temas classificados por Washington como “globalistas”, como o empoderamento das mulheres, iniciativa criada durante a presidência da Índia e mantida pelo Brasil. 
A leitura é que os EUA tentarão redirecionar a agenda do grupo, provocando resistência da maioria dos membros.
O caso do Irã é tratado separadamente nessa equação. Interlocutores do governo recordam que, em meados do ano passado, os EUA chegaram a bombardear alvos iranianos. Mais recentemente, Washington tem estimulado pressões internas e mobilização política, sem recorrer, até o momento, ao uso direto da força. Ainda assim, a situação é acompanhada com atenção, diante do risco de agravamento.
Nesse ambiente de incerteza, o Brasil considera que qualquer iniciativa do Brics em resposta a crises internacionais depende da presidência rotativa do grupo, atualmente exercida pela Índia e, posteriormente, pela África do Sul. Após a última cúpula realizada no Brasil, em 2025, foi possível convocar reuniões extraordinárias diante de eventos como a guerra em Gaza, sempre com o aval da presidência de turno.
Para o governo Lula, a aposta no Brics e na defesa do multilateralismo ganha peso adicional em um cenário no qual os Estados Unidos sinalizam uma revisão de compromissos globais. 
A avaliação interna é que, diante de uma presidência americana do G20 marcada por tensões e tentativas de exclusão, caberá aos países emergentes sustentar defender a governança internacional.
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado chegou nesta quinta-feira para um encontro a portas-fechadas com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. O contato entre a principal opositora do chavismo e o republicano acontece em um momento em que o diálogo entre Washington e Caracas se fortalece, apesar da contínua campanha americana sobre o regime venezuelano — com a tomada de mais um navio-petroleiro do país sul-americano nesta quinta.
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María Corina chegou aos jardins da Casa Branca pouco antes das 12h30 (14h30 em Brasília). Vestida com um terninho branco, ela saiu do carro sem fazer declarações e foi escoltada até o almoço privado. A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz não utilizou a entrada tradicional para dignitários na Ala Oeste da Casa Branca. A agenda da líder venezuelana também prevê uma reunião com legisladores democratas e republicanos no Senado.
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O governo Trump manteve um perfil discreto em relação a este encontro, depois que Trump afirmou na semana passada que seria “uma honra” receber María Corina, e ainda mais a ideia de “compartilhar” de alguma forma o Prêmio Nobel da Paz, que ele tanto almejava e que foi concedido à líder venezuelana — que dedicou o título a Trump e, posteriormente, mencionou a possibilidade de entregá-lo a ele, algo que a Academia Norueguesa esclareceu ser impossível.
Trump provocou uma mudança sísmica dentro e fora da Venezuela ao lançar uma operação para prender e extraditar o então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, acusados ​​de tráfico de drogas. A operação foi inicialmente recebida com euforia pela oposição, mas Trump rapidamente esfriou os ânimos, declarando que María Corina era uma “pessoa muito agradável”, mas que não a considerava a líder do país.
A administração americana também está forjando rapidamente uma relação singular com Caracas — apesar de oficialmente continuar considerando o regime como “narcoterrorista”. Trump manteve uma longa conversa telefônica com Delcy Rodríguez, que assumiu a Presidência interinamente após a prisão de Maduro. Eles falaram sobre petróleo, minerais, comércio e segurança, revelou Trump, chamando Delcy de uma líder “formidável”.
A presidente interina da Venezuela, por sua vez, explicou que a conversa foi “produtiva e cortês”, conduzida “dentro de uma estrutura de respeito mútuo”. Delcy pretendia mandar uma delegação para uma reunião com Trump também nesta quinta.
A não ida de Delcy foi alvo de uma brincadeira de seu irmão e chefe parlamentar, Jorge Rodríguez, que disse que ela deixaria de se reunir com o republicano porque seu “passaporte está vencido”.
Pressão e negócios
O frágil relacionamento entre Caracas e Washington, à sombra da captura de Maduro, não impede os negócios, mas não exclui medidas de imposição pela força. O governo Trump também anunciou a apreensão de um sexto petroleiro sujeito a sanções no Caribe — no mesmo dia em que uma fonte americana ouvida sob a condição de anonimato pela AFP afirmou que os EUA confirmaram a primeira venda de petróleo bruto venezuelano apreendido, avaliada em US$ 500 milhões (R$ 2,67 bilhões).
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O dinheiro será depositado em contas controladas diretamente pelo Departamento do Tesouro americano.
O plano de Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, para o setor petrolífero na região espera contar com a cooperação de empresas multinacionais, que até o momento têm solicitado mais informações sobre o arcabouço legal e político da operação. (Com AFP)
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira sanções contra autoridades de segurança e ligadas ao setor bancário do Irã, sob as acusações de envolvimento com a violenta repressão a protestos pacíficos e lavagem de dinheiro no valor de bilhões de dólares do setor de petróleo. As sanções foram anunciadas em um momento em que apesar de sinalizações do governo iraniano sobre um possível arrefecimento da repressão, temores seguem entre os civis, incluindo da tentativa do regime de retirar confissões forçadas dos detidos.
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“Os Estados Unidos apoiam firmemente o povo iraniano em sua luta por liberdade e justiça”, disse o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, em um comunicado, acrescentando que as sanções foram impostas sob a direção do presidente Donald Trump.
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Entre os alvos da medida americana está Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, a quem Washington acusou de coordenar a repressão e ordenar o uso da força contra os manifestantes. Quatro comandantes regionais das forças de segurança e da Guarda Revolucionária do Irã também foram incluídas na lista por suposto envolvimento na repressão nas províncias de Lorestan e Fars.
O comunicado da autoridade americana especifica que em Fars, as forças de segurança “mataram inúmeros manifestantes pacíficos”, e que os hospitais estão “tão sobrecarregados com pacientes feridos por tiros que não conseguem admitir outros tipos de pacientes”. Relatos que surgem do país, que ficou sem qualquer contato com o exterior por dias, em meio a um rigoroso bloqueio de internet e telecomunicações, descrevem um banho de sangue.
Embora autoridades iranianas tenham afirmado que execuções contra os manifestantes foram suspensas em meio à pressão americana, detalhes da repressão continuam a surgir. O Canadá afirmou nesta quinta-feira que um cidadão do país morreu “nas mãos das autoridades iranianas”. Ativistas afirmam que persiste um temor sobre o uso de métodos de tortura para obter confissões forçadas das pessoas detidas durante os protestos.
Por que o Irã vive a maior onda de protestos desde 2022?
A TV estatal iraniana mostrou imagens do chefe linha-dura do judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, interrogando várias pessoas acusadas de serem “manifestantes violentos”. Ejei, que passou sua carreira no centro do aparato jurídico da República Islâmica, foi sancionado tanto pela União Europeia quanto pelos EUA.
A autoridade do regime já havia passado cinco horas dentro de uma das prisões de Teerã na quarta-feira, sob a justificativa de examinar os casos de presos, informou a televisão estatal. Segundo grupos de direitos humanos, também foram transmitidas dezenas de “confissões”, que colocam sob suspeita.
“A mídia estatal começou a exibir as confissões forçadas de manifestantes poucos dias após o início dos protestos”, afirmou a organização Iran Human Rights, sediada na Noruega. “Confissões obtidas sob coerção e tortura, exibidas antes dos procedimentos legais, violam o direito dos réus à presunção de inocência”.
Em outro exemplo, a agência de notícias Human Rights Activists News Agency, sediada nos EUA, relatou que duas adolescentes presas na cidade de Isfahan, no centro do país, foram mostradas em “confissões forçadas” nas quais afirmavam ter recebido dinheiro de um indivíduo para participar de protestos de rua.
Grupos de oposição acusam Ejei de envolvimento na execução em massa de presos políticos em 1988. A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF, na sigla em inglês), afirmou que ele tem “sangue de jornalistas nas mãos”, lembrando que ele chegou a morder um jornalista no ombro durante um debate em 2004.
As sanções americanas congelam quaisquer bens nos EUA dos indivíduos e entidades designados e proíbem cidadãos americanos de realizar transações comerciais com eles. Instituições financeiras estrangeiras estão sujeitas a sanções secundárias por realizarem transações com as entidades sancionadas. (Com AFP)

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