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As investigações sobre o incêndio em um bar na Suíça na noite de Ano Novo seguem para apurar o que aconteceu na madrugada, que culminou em 40 mortos e 116 feridos. Uma das perguntas a ser respondida é sobre como o fogo teria começado. Uma das linhas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento, que era revestido com um material inflamável.
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Testemunhas estão sendo ouvidas sobre o caso no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
Essa testemunha afirmou que Cyane usou o capacete a pedido da gerente do bar, Jessica Moretti, de 40 anos, que responde em liberdade após pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica. Esse é um item promocional da Dom Perignon, marca do champagne das garrafas que ela segurava e tinham as velas de faísca presas.
De acordo com o relatório, o uso do acessório reduzia o campo de visão de Cyane significativamente, por isso, não conseguia ver as velas “tocando o teto”, destacou o jornal inglês Daily Mail.
A advogada Sophie Haenni, que representa a família de Cyane, disse à BBC que a jovem “não deveria estar servindo mesas” na noite do incêndio, mas que foi pedido para descer para ajudar no atendimento e na alta demanda de garrafas.
— Não foi a própria Cyane que decidiu usar esse capacete, foi a pedido de seus empregadores. Ela estava apenas fazendo seu trabalho — disse Sophie Haenni à BBC. A advogada ainda destacou que Cyane nunca foi informada “do perigo do teto e não recebeu nenhum treinamento de segurança”.
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O teto do bar, estabelecimento que funcionava num porão, era revestido com uma espuma de isolamento acústico. O material inflamável teria propagado as chamas rapidamente.
As velas presas as garrafas que Cyane segurava encostaram no teto quando a jovem estava sobre os ombros Mateo Lesguer, de 23 anos, o DJ residente. O rapaz usava uma máscara, do personagem “V de Vingança” durante a festa. Ele também morreu no incêndio.
De acordo com as investigações, era recorrente o uso de velas presas Às garrafas de champagne, como uma forma de apresentação no estabelecimento.
Discordâncias sobre relação
Os proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, respondem na Justiça por acusações que incluem homicídio culposo por negligência. Em audiências, o casal afirmou que Cyane era tratada como “enteada” e “irmã”, versão rebatida pela família da vítima.
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Em entrevista à televisão francesa, a advogada Sophie Haenni, que representa os parentes da garçonete, afirmou que Cyane havia procurado o serviço de proteção ao trabalhador para reivindicar direitos básicos, como contrato formal, comprovantes de salário e certificado de trabalho — documentos exigidos pela legislação suíça.
— Não havia familiaridade entre eles. O que existia era uma relação profissional marcada por conflitos — disse a advogada, acrescentando que a jovem também reclamava de ordens e do tratamento recebido no ambiente de trabalho.
Segundo a defesa da família, as mensagens trocadas entre Cyane e os proprietários tinham tom formal, incompatível com a imagem de proximidade apresentada pelos réus. Jacques Moretti permanece em prisão preventiva e, de acordo com registros judiciais, já teve condenações anteriores por outros crimes.
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Os pais da vítima, Jérôme e Astrid Panine, demonstraram indignação com declarações emocionadas feitas por Jessica Moretti em audiência recente, nas quais ela se referiu à garçonete como “uma irmã” e admitiu saber que a prática com velas de champanhe era recorrente no bar, apesar dos riscos.
A família afirma ter recebido com frustração o pedido de desculpas apresentado pela proprietária, por considerá-lo incompatível com os fatos apurados. — Há um sentimento profundo de injustiça e impotência. Eles vão lutar para que os responsáveis sejam condenados — afirmou a advogada.
O Ministério das Relações Exteriores do México pediu, na quinta-feira, esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte de um de seus cidadãos, enquanto estava sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no estado da Geórgia.
O consulado mexicano em Atlanta solicitou “que as circunstâncias do incidente sejam esclarecidas” e afirmou que “está cooperando nos esforços necessários para garantir que a investigação seja conduzida de forma rápida e transparente”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores, em um comunicado.
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Segundo o governo mexicano, a morte ocorreu na quarta-feira. Não houve nenhum comentário oficial das autoridades americanas.
O Ministério das Relações Exteriores do México não divulgou o nome da vítima, mas confirmou que o consulado “estabeleceu contato imediato” com sua família.
De acordo com dados oficiais divulgados pelo ICE, pelo menos outras quatro pessoas morreram em centros de detenção de imigrantes em 2026.
O ano de 2025 foi o mais letal para os detidos pelo ICE em duas décadas: pelo menos 30 pessoas morreram em centros de detenção de imigrantes, o maior número desde 2004, ano seguinte à criação da agência.
As operações do ICE durante o governo do presidente Donald Trump têm sido alvo de intenso escrutínio desde o assassinato de Renee Nicole Good, uma mulher de 37 anos, pelas mãos de um agente da imigração em Minneapolis, em 7 de janeiro.
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A cidade, que fica no estado de Minnesota, no norte dos Estados Unidos, tem sido palco de protestos contra a agência de imigração desde a semana passada, após a morte da mulher.
A indignação pública aumentou na quarta-feira, quando um agente do ICE atirou e feriu um venezuelano, que foi levado a um hospital para tratamento, segundo as autoridades locais.
O presidente Donald Trump tem pressionado por deportações em massa de imigrantes indocumentados e, na quinta-feira, ameaçou enviar as Forças Armadas para Minneapolis em resposta aos protestos.
O Japão e os Estados Unidos fecharam acordo nesta sexta-feira para aumentar a produção conjunta de equipamentos de defesa, incluindo mísseis, e expandir sua presença militar nas águas a sudoeste do Japão, enquanto a China aumenta a pressão sobre seu vizinho asiático.
O acordo surge após o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, se reunir com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em Washington, onde também se comprometeram a continuar cooperando em cadeias de suprimentos, incluindo minerais críticos.
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O arquipélago asiático está envolvido em uma acirrada disputa diplomática com a China, desencadeada pela sugestão da primeira-ministra, Sanae Takaichi, em novembro, de que Tóquio poderia intervir militarmente caso Pequim atacasse Taiwan.
A China, que considera a ilha autônoma parte de seu território e espera recuperá-la, mesmo que pela força, reagiu com indignação e bloqueou as exportações para o Japão de bens de dupla utilização, tanto para fins civis quanto militares.
Essa decisão alimentou as preocupações em Tóquio de que Pequim possa cortar o fornecimento de elementos de terras raras, essenciais em setores como defesa e tecnologia.
Considerando que “o ambiente de segurança está se tornando cada vez mais sério” na Ásia, “os dois ministros reafirmaram que a aliança entre Japão e Estados Unidos permanece absolutamente inabalável”, afirmou o Ministério da Defesa japonês em um comunicado.
Eles concordaram em continuar avançando na produção conjunta de mísseis ar-ar e interceptores terra-ar. Os aliados também concordaram em trabalhar na expansão de “exercícios e manobras conjuntas mais sofisticadas em vários locais, incluindo a região sudoeste”, segundo o comunicado.
O fortalecimento das defesas ao redor da chamada região “sudoeste”, que inclui áreas como a ilha subtropical de Okinawa, é uma das principais prioridades do Japão, e o país vem aumentando constantemente seu orçamento militar.
Okinawa, que abriga a maioria das bases militares americanas no Japão, é um posto avançado fundamental de Washington para monitorar a China, o Estreito de Taiwan e a Península Coreana.
A líder opositora venezuelana María Corina Machado entregou, nessa quinta-feira (15), sua medalha do Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ambicionava ganhar a distinção no ano passado e considerou o gesto “maravilhoso”. O perfil da Casa Branca no Instagram postou o momento da entrega.
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A entrega ocorreu durante um almoço privado na Casa Branca, aonde Corina Machado compareceu para manter vivas as suas chances diante do mandatário republicano, que decidiu apostar no governo atual em Caracas.
Trump mudou os rumos da Venezuela no dia 3 de janeiro, com a captura e a deposição forçada do presidente Nicolás Maduro, mas rapidamente frustrou qualquer expectativa de um fim do regime chavista.
A prioridade de Trump é o petróleo e as riquezas naturais venezuelanas, usando como pano de fundo a luta contra o narcotráfico, temas sobre os quais Corina Machado não pode exercer influência, especialmente de fora do país.
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O mandatário republicano costuma se vangloriar de seus sucessos, mas nesta ocasião não publicou nenhuma foto dessa entrega simbólica de um prêmio que, segundo os estatutos do Instituto Nobel, é pessoal e intransferível.
‘Gesto maravilhoso’
– Apresentei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prêmio Nobel da Paz – declarou Corina Machado em frente ao Capitólio em Washington, após sua reunião com Trump. – Contamos com o presidente Trump para a liberdade da Venezuela – acrescentou.
Corina Machado é “uma mulher extraordinária que passou por muitas coisas”, reagiu Trump em sua plataforma Truth Social, horas depois. A entrega da medalha é “um gesto maravilhoso de respeito mútuo”, acrescentou.
O republicano não escondeu sua decepção, em diversas ocasiões, desde que o Instituto Nobel anunciou sua escolha no ano passado.
Trump diz ter solucionado oito conflitos em todo o mundo desde que tomou posse para o segundo mandato.
Corina Machado, por sua vez, considera o presidente americano a melhor aposta para uma mudança radical em seu país.
– Fiquei muito impressionada com sua clareza e como ele conhece a situação na Venezuela, como se importa com o que o povo venezuelano está sofrendo, e eu lhe assegurei que a sociedade venezuelana está unida – afirmou em declarações marcadas pela desorganização, diante do Capitólio, onde havia se reunido com senadores.
O que deveria ser uma entrevista coletiva às portas do Congresso transformou-se em um comício descontrolado, com dezenas de venezuelanos apoiadores gritando e aplaudindo a opositora.
A polícia e os seguranças a retiraram do local e a colocaram em um carro, sem que a coletiva anunciada fosse realizada.
Uma decisão tomada meses atrás para pressionar a Venezuela, e que culminou na derrubada do chavista Nicolás Maduro, há pouco menos de duas semanas, agora estreita a margem de manobra do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante de uma possível escalada com o Irã. A análise foi feita por autoridades de defesa, atuais e antigas, ao Wall Street Journal (WSJ). Agora, por conta das prioridades assumidas antes, o Pentágono tem 12 navios de guerra designados para as águas do Caribe, contra apenas seis no Oriente Médio, revelou um oficial da Marinha dos EUA. Além disso, não há nenhum grupo de ataque de porta-aviões no Oriente Médio ou na Europa desde que Trump ordenou que o navio USS Gerald R. Ford fosse do Mediterrâneo para o Caribe em outubro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Quando se aproximou do veículo de Renee Good em uma rua de Minneapolis na última quarta-feira, Jonathan Ross, agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), ergueu o celular e começou a gravar. Menos de um minuto depois, ele ainda registrava as imagens quando sacou a arma e a matou a tiros. O caso ganhou repercussão global, levando a um novo escrutínio sobre as táticas e o treinamento dos milhares de agentes do órgão mobilizados nos esforços de deportação em massa do governo de Donald Trump e chamando a atenção para a violência que se tornou rotina na atuação do ICE. Ainda que autoridades tenham se esforçado para minimizar o ocorrido, ele não é isolado: apenas uma semana após a morte de Renee, outro agente disparou contra um migrante venezuelano na mesma cidade.
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Vídeos: Agente do ICE atira em venezuelano em Minneapolis, uma semana após mulher ser morta em blitz
— Há semanas estamos alertando que as operações perigosas e sensacionalistas do governo Trump representam uma ameaça à nossa segurança pública [e] que alguém acabaria se machucando — disse o governador de Minnesota, Tim Walz, após a morte de Renee, americana de 37 anos. — Hoje, essa imprudência custou a vida de alguém.
À Reuters, Trump adotou um tom conciliador ao comentar o caso, afirmando na quarta-feira que foi “triste de ver dos dois lados”. Nesta quinta, no entanto, o republicano voltou a endurecer o discurso e ameaçou invocar uma lei de 1807 para enviar tropas e reprimir os protestos contra a presença de agentes federais em Minneapolis. Trump tem reiterado a possibilidade de recorrer à Lei da Insurreição, um dispositivo raramente usado que autoriza o emprego das Forças Armadas dos EUA ou a federalização da Guarda Nacional para ações de segurança interna, inclusive sem o consentimento dos governadores estaduais, que se mobilizaram para aprovar legislação para conter a atuação do ICE em estados democratas — da Califórnia a Nova York, Illinois e Nova Jersey — após a morte de Renee.
Vídeo mostra momento em que agente do ICE atira em mulher em Minneapolis
Ao mesmo tempo, o Departamento de Segurança Interna (DHS) vem recrutando uma nova leva de agentes — mais de 12 mil nos últimos meses, em um ritmo “mais rápido do que qualquer esforço anterior na história da agência”, segundo autoridades ouvidas pelo Washington Post (WP). A corrida levantou preocupações de que o órgão esteja reduzindo o rigor do treinamento para aumentar o número de oficiais em campo. Se em 2018 a preparação básica durava 20 semanas, por exemplo, agora ela foi reduzida para oito, cortando “redundâncias e incorporando avanços tecnológicos”, justificou o DHS. Entre os cortes estão aulas de espanhol, com agentes passando a usar “serviços robustos de tradução”.
Especialistas em policiamento, porém, apontam para erros que elevam riscos desnecessários nas abordagens e contrariam as melhores práticas de aplicação da lei. A política de uso da força do DHS orienta os agentes a tentar desescalar tensões, permitindo o uso da força letal apenas se eles acreditarem que alguém enfrenta uma ameaça iminente de morte ou ferimentos graves. A medida proíbe, entre outras coisas, que agentes atirem contra motoristas de veículos em movimento, como no caso de Renee. A porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, disse ao WP que a política, atualizada pela última vez em 2023, continua em vigor.
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“Os agentes de aplicação da lei do ICE são treinados para usar a menor quantidade de força necessária para resolver situações perigosas, priorizando a segurança do público e de nossos agentes”, afirmou em nota. “Os agentes são altamente treinados em táticas de desescalada e recebem regularmente treinamento contínuo sobre uso da força.”
Abordagens violentas
Inúmeros vídeos nas redes sociais, no entanto, mostram o contrário. Um deles, gravado em Maryland, mostra um homem imobilizado no chão por dois agentes do ICE. Ele implora, em espanhol e em inglês, para que alguém o ajude. Durante o incidente, um dos agentes deixa sua arma cair e tenta recuperá-la de forma atrapalhada. Em seguida, parece apontá-la para pessoas que estavam ao redor. O padrão violento se repete: em setembro, um homem de Chicago foi atingido na cabeça por um projétil preenchido com substâncias químicas irritantes. Identificado como David Black, ele entrou com uma ação judicial contra o governo Trump.
— Esses são apenas a ponta do iceberg — disse Fred Tsao, assessor sênior de políticas da Coalizão de Illinois pelos Direitos de Imigrantes e Refugiados, à NPR. — Pessoas sendo derrubadas no chão, gente levando spray de pimenta ou gás lacrimogêneo. Vimos pessoas sendo ameaçadas. E vimos pelo menos dois episódios envolvendo disparos de arma de fogo.
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Sob Trump, o Serviço de Imigração vem intensificando sua atuação também no entorno de escolas públicas, o que tem resultado em protestos de estudantes e no cancelamento de aulas. O temor em relação ao ICE — que era proibido de atuar em áreas escolares até o governo do republicano revogar a determinação em 2025 — tem levado a quedas na frequência dos alunos, e estudantes têm organizado paralisações em protesto contra o aumento das ações de fiscalização. Na semana passada, dois professores teriam sido algemados em Minneapolis durante um confronto com agentes, episódio que fez com o que aulas fossem canceladas. Instituições passaram a planejar oferecer ensino remoto.
— Estamos vendo pessoas deixando de ir a consultas médicas, crianças faltando à escola, pessoas evitando até ir ao supermercado — disse Sarang Sekhavat, chefe de gabinete da Massachusetts Immigrant & Refugee Advocacy Coalition, à rede americana. — Você vê muitos negócios nesses bairros realmente sofrendo porque as pessoas simplesmente não querem sair de casa.
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Em maio de 2025, o ICE realizou o que autoridades descreveram como a maior operação de fiscalização da história da agência, prendendo mais de 1,4 mil pessoas em comunidades de todo Massachusetts. Em toda a Nova Inglaterra, outros casos de grande repercussão incluíram agentes do ICE detendo um estudante de doutorado da Universidade Tufts que assinou um artigo de opinião em um jornal estudantil crítico a Israel e quebrando o vidro do carro de um imigrante para arrancá-lo do banco do passageiro diante da esposa. A rede de prisões do ICE capturou também pessoas como Geovani Esau De La Cruz Catalan, preso em frente à sua casa apenas alguns dias depois de receber o diploma do ensino médio.
— As táticas agressivas do ICE na região têm sido marcadas por um nível geral de crueldade e brutalidade — afirmou Daniel Kanstroom, professor de Direito do Boston College e fundador da clínica de direito de imigração e asilo da universidade. — Nunca vimos agentes mascarados antes. Nunca vimos estudantes presos por escrever artigos de opinião. Nunca vimos pessoas sendo arrancadas de tribunais de imigração.
A abordagem do órgão, com agentes mascarados em todo o país, abriu espaço para que criminosos começassem a se passar por membros do ICE para cometer crimes violentos. Na Carolina do Norte, um homem que se passou por agente do ICE entrou no quarto de hotel de uma mulher e a abusou sexualmente, dizendo que a deportaria caso ela não mantivesse relações sexuais com ele. No Brooklyn, um homem conduziu uma mulher até uma escada, onde a agrediu com socos e tentou estuprá-la. Na Flórida, outro homem sequestrou uma mulher que concordou em acompanhá-lo acreditando tratar-se de um agente do órgão.
Recorde de mortes
Dados do próprio ICE mostram que os centros de detenção de migrantes também podem ser locais letais para quem está sob custódia. Comunicados do órgão revelam que o ano de 2025 foi o mais letal para detidos pelo Serviço de Imigração em duas décadas: ao menos 30 pessoas morreram enquanto estavam detidas, o maior número desde 2004, ano seguinte à criação da agência. O total do último ano supera também o número de mortes registradas sob custódia do ICE durante todo o governo do democrata Joe Biden (2021-2025), quando 26 detidos morreram, segundo dados compilados pela Associação Americana de Advogados de Imigração.
A tendência se mantém preocupante: em 2026, pelo menos quatro pessoas morreram enquanto estavam detidas pelo ICE. Todas as mortes ocorreram nos primeiros dez dias do ano, três delas anunciadas entre 9 e 10 de janeiro. Os migrantes, todos homens, tinham entre 42 e 68 anos. Dois eram cidadãos de Honduras, um de Cuba e outro do Camboja. Dois óbitos foram atribuídos a “problemas de saúde relacionados ao coração”, enquanto as outras duas causas não foram claramente especificadas. Um desses últimos casos foi indicado como “sob investigação”.
Observadores externos manifestaram preocupação com o nível de atendimento médico oferecido aos detidos. Um relatório de 2024 da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) concluiu que até 95% das mortes ocorridas sob custódia do ICE poderiam ter sido evitadas com atendimento adequado. O estudo analisou mortes sob custódia do ICE entre 2017 e 2021, durante o primeiro governo Trump, encontrando evidências generalizadas de tratamentos incorretos ou inadequados, além de atrasos graves no atendimento médico.
“Essas violações rotineiras de garantias legais demonstram o desprezo do governo Trump pelos direitos dos imigrantes”, escreveram os deputados Robert Menendez e Dan Goldman em carta assinada por outros 52 parlamentares. “E o uso intencional de táticas de intimidação que minam a confiança pública e alimentam o medo em nossas comunidades”.
(Com agências internacionais)
O segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido marcado por uma ampla repressão a imigrantes sem documentos, que desencadeou ondas de medo em locais com grandes populações hispânicas. Em muitas dessas áreas, um programa governamental pouco conhecido chamado Parole in Place (PIP) tornou-se um refúgio de último recurso e uma poderosa ferramenta de recrutamento. Lançado em 2013, ele oferece aos pais e cônjuges de militares que não têm documentos proteção contra a deportação e um caminho mais rápido para a residência permanente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira a formação de um “conselho de paz” para Gaza, um elemento fundamental da segunda fase do plano de cessar-fogo apoiado pelos EUA para pôr fim à guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas no território palestino.
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“É uma grande honra anunciar que o conselho de paz foi formado”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social, acrescentando que os membros do órgão serão anunciados “em breve”.
Três meses após a implementação da trégua na Faixa de Gaza, os EUA anunciaram o início da segunda fase do plano abrangente de 20 pontos proposto por Trump para o enclave palestino. A decisão marca a transição do cessar-fogo para uma etapa voltada à desmilitarização, governança tecnocrática e à reconstrução do território devastado pela guerra. O anúncio foi feito na quarta-feira pelo enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, em uma publicação nas redes sociais.
Apesar do comunicado, a fase dois do plano tem início após a manutenção de um cessar-fogo considerado frágil entre Israel e o Hamas, em vigor desde outubro. Embora o grupo terrorista tenha sinalizado disposição para transferir a prestação de serviços públicos à comissão tecnocrática, ainda não iniciou o desarmamento, ponto central do plano americano. O impasse fez com que pessoas a par das discussões declarassem ao Wall Street Journal que as Forças Armadas de Israel elaboraram planos para uma nova operação terrestre em Gaza.
Por outro lado, Israel tem realizado ataques no enclave que já deixaram mais de 440 mortes desde o início do cessar-fogo. Em relatório divulgado anteontem, o Fundo da ONU para a Infância (Unicef) indicou que pelo menos 100 menores estão entre os mortos, a grande maioria por ataques aéreos. “A vida em Gaza continua sufocante. A sobrevivência ainda é condicionada. Embora os bombardeios tenham diminuído durante o cessar-fogo, eles não pararam”, diz o relatório.
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O Hamas, por sua vez, tem concentrado seus esforços na reconstrução de capacidades militares perdidas durante a guerra, incluindo partes de sua infraestrutura de túneis danificada, disseram autoridades árabes e israelenses ao veículo. O grupo ainda recebeu um novo influxo de recursos financeiros, o que voltou a permitir o pagamento regular de salários a seus combatentes. E, ainda que a trégua tenha sido em grande parte mantida, os esforços dos Estados Unidos para convencer países a enviar forças de paz para Gaza encontraram poucos interessados.
O cessar-fogo firmado em outubro passado encerrou dois anos de combates intensos entre as partes, que deixaram mais de 70 mil palestinos mortos e o enclave em ruínas. Um retorno à guerra teria consequências graves para cerca de dois milhões de palestinos em Gaza, a maioria deslocada ao longo do conflito e muitos vivendo em acampamentos de tendas ou abrigos improvisados. Com a primeira fase do plano, o território ficou dividido: Israel passou a controlar pouco mais de 50% da área, enquanto o Hamas controla o restante.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, nesta quinta-feira. Ambos os líderes abordaram, entre outros temas, a situação da Venezuela após a intervenção militar americana em 3 de janeiro que capturou o então ditador venezuelano Nicolás Maduro e deixou sua vice, Delcy Rodríguez, no poder.
De acordo com o Palácio do Planalto, os dois presidentes “reiteraram a necessidade de preservar a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe” e concordaram que é necessário fortalecer a Organização das Nações Unidas e a defesa do direito internacional e do diálogo.
O telefonema com Mulino é o sétimo de Lula com chefes de Estado e governo desde a semana passada, e em todos foi abordada a questão da Venezuela. Lula conversou nos últimos dias com os presidentes Gustavo Petro (Colômbia), Claudia Sheinbaum (México), Pedro Sánchez (Espanha) e Vladimir Putin (Rússia) e com os primeiros-ministros Mark Carney (Canadá) e Luís Montenegro (Portugal).
Lula e Melino trataram dos preparativos para a visita que o presidente Lula fará ao Panamá para participar da abertura do Foro Econômico Internacional da América Latina e Caribe, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), no próximo dia 28 de janeiro.
“O presidente Lula também realizará reunião bilateral com presidente Mulino, na qual deverão discutir temas relacionados a comércio, investimentos e cooperação, na esteira da adesão do Panamá como estado associado ao Mercosul”, diz o comunicado do Planalto.
José Raúl Mulino foi eleito em 2024 pelo partido de direita Realizando Metas, fundado pelo ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli (2010-2014). O presidente do Panamá já havia se encontrado com Lula no início de julho de 2025, quando o presidente brasileiro foi à Argentina para assumir a presidência do Mercosul, e também realizou uma visita oficial do país em agosto do ano passado.
Quando da visita do presidente panamenho, Lula afirmou nesta quinta-feira que o comércio internacional tem sido utilizado como “instrumento de coerção em chantagem”, em alusão indireta à política tarifária dos Estados Unidos. Lula também defendeu a soberania do Panamá sobre o canal que já foi alvo de bravatas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O americano chegou a insinuar que o canal pertence aos EUA.
Durante o encontro de agosto, Lula anunciou que o Panamá comprará quatro aviões Super Tucano da Embraer e reiterou que o Brasil apoia o tratado que estabeleceu a neutralidade do Canal do Panamá.
— Reafirmamos o compromisso com o multilateralismo, o desenvolvimento sustentável e a integração regional. Isso é particularmente irrelevante em um dos momentos mais críticos da história da região. A tentativa de restaurar antigas hegemonias coloca em choque a liberdade e a autodeterminação dos nossos povos. As ameaças de ingerências pressionam instituições democráticas e comprometem a construção de um continente integrado, desenvolvido e autônomo. O comércio internacional é utilizado como instrumento de coerção e chantagem — disse Lula ao lado de Mulino.
O presidente afirmou que iniciou o procedimento para aderir a um protocolo ao Tratado Relativo à Neutralidade Permanente e ao Funcionamento do Canal do Panamá, de 1977 e do qual o Brasil ainda não era signatário. O texto reconhece que a hidrovia deve permanecer aberta aos países independentemente de conflitos ou disputas políticas. Na prática, a adesão do Brasil seria uma resposta ao discurso de Trump de retomada do Canal. A eventual assinatura do documento pelo Brasil precisaria da aprovação do Congresso.
Vários cards valiosos de Pokémon foram roubados em um assalto à mão armada em uma loja de Nova York, informou a polícia americana nesta quinta-feira. Cerca de US$ 100 mil (cerca de R$ 537 mil) em mercadorias teriam sido levadas. Imagens compartilhadas pela loja mostram um homem encapuzado, vestido todo de preto, apontando o que parece ser uma pistola para alguém sentado com as mãos para cima.
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Pokémon é coisa de adulto (mas crianças também podem jogar): grupo se reúne semanalmente em shopping da Barra
A mídia americana informou que alguns dos cartões roubados valiam até US$ 5.500 (cerca de R$ 29,5 mil). Os cards de Pokémon com os “monstrinhos” atraem tanto crianças quanto fãs adultos e colecionadores, com bilhões de unidades impressas e algumas vendidas por milhões de dólares. No início deste mês, cerca de 300 mil dólares (cerca de R$ 1,6 milhão) em cartas Pokémon foram roubadas em mais um assalto à mão armada na Califórnia.
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A polícia de Nova York informou ter recebido relatos na noite desta quarta-feira de que três homens entraram na loja The Poke Court, em Manhattan, e “exibiram uma arma de fogo e fizeram ameaças a pessoas”.
“Em seguida, levaram diversas mercadorias, dinheiro e um telefone”, disse um porta-voz.
Ninguém foi preso. Courtney Chin, proprietária do The Poke Court, afirmou em um vídeo publicado no Instagram que todos os clientes e funcionários estavam em segurança. Ela falou em frente a vitrines que haviam sido quebradas. A loja listou vários cartões como roubados, cada um armazenado em estojos plásticos protetores chamados “slabs” que comprovam sua autenticidade.
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Entre os cards roubados estão os de personagens famosos de Pokémon, como Pikachu, o grande rato amarelo com uma cauda em forma de raio. Várias pessoas estavam na loja em Manhattan para participar de um evento comunitário quando o assalto aconteceu.
“Este hobby deveria ser um lugar seguro e acolhedor e, embora o papelão possa ser substituído, ninguém deveria ter que passar por isso”, escreveu a loja no Instagram.
Personagens dos jogos Pokémon deram origem a filmes, séries animadas e uma infinidade de produtos licenciados. De acordo com a publicação especializada License Global, a franquia arrecadou US$ 12 bilhões (cerca de R$ 64,4 bilhões) em receitas de licenciamento em 2024 — mais do que a gigante dos brinquedos Mattel.

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