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Um casal de Minneapolis acusou agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) de usar gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral contra eles e seus seis filhos — o mais novo com apenas 6 meses — durante um protesto na noite de quarta-feira, no norte da cidade.
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Shawn Jackson e a esposa, Destiny, ambos de 26 anos, relataram que voltavam para casa após um jogo de basquete do filho quando acabaram presos em um confronto entre manifestantes e agentes federais em Minneapolis. Ao perceberem a tensão crescente, tentaram manobrar o carro para sair da área, mas foram cercados.
— De lado, de frente e de trás, só via agentes do ICE — disse Shawn Jackson, em entrevista nesta quinta-feira.
Segundo o casal, um agente ordenou que deixassem o local. Eles responderam que tentavam sair, mas a via estava bloqueada pelos próprios agentes. Pouco depois, afirmam, dispositivos de controle de distúrbios foram lançados contra a multidão.
Destiny Jackson contou que granadas explodiram ao redor do veículo e que uma lata de gás lacrimogêneo foi parar sob o carro. Uma explosão sacudiu o SUV, acionou os airbags e prendeu a família dentro do veículo, enquanto a fumaça se espalhava.
— Sentíamos que nossos pulmões estavam queimando — disse Shawn, afirmando que dois dos filhos sofrem de asma grave.
O casal relatou que só conseguiu retirar as crianças — com idades entre 6 meses e 11 anos — depois que Shawn forçou a abertura de uma das portas. Desorientada e com dificuldade para respirar, Destiny disse ter retirado o máximo de filhos possível, enquanto testemunhas ajudavam a família a se abrigar em uma casa próxima. O bebê de 6 meses, segundo ela, ficou brevemente preso à cadeirinha.
— Meu bebê estava completamente inconsciente, não respirava — afirmou Destiny. Ela disse ter recebido orientações por telefone para realizar manobras de primeiros socorros, enquanto pessoas no local tentavam aliviar os efeitos do gás nas outras crianças.
Após o bebê recobrar a consciência, equipes de emergência levaram o casal e três crianças ao hospital. A família voltou para casa no dia seguinte. Shawn Jackson afirmou não saber o que motivou o uso de munições contra o carro.
A comunidade de Beauregard, no estado do Alabama, nos Estados Unidos, ficou abalada após a descoberta de um grave caso de crueldade contra animais. A polícia do Condado de Lee encontrou 29 cães mortos, colocados em sacos plásticos e empilhados no quintal de uma residência, além de outros 24 animais vivos em estado crítico dentro do imóvel.
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Segundo informações da WTVM e da revista People, a investigação teve início nesta segunda-feira (12), por volta das 10h45 (horário local), após um vizinho denunciar possível abuso de animais em uma casa, de acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Lee. Ao chegar ao local, os agentes se depararam com os corpos de cães — entre filhotes e adultos — descartados de forma irregular no terreno.
Animais resgatados em estado crítico
No interior da residência, os policiais encontraram 24 cães vivos, visivelmente desnutridos, cobertos de fezes e em condições consideradas alarmantes. O Controle de Animais do Condado assumiu imediatamente a custódia dos sobreviventes, que foram encaminhados para atendimento veterinário. O Centro de Saúde Animal de Opelika confirmou à People que os animais chegaram gravemente debilitados, mas seguem em recuperação sob cuidados especializados.
Três moradores da casa foram presos: Curtis Dewayne Haralson, de 63 anos; Patricia Ann Sims, de 54; e Tiffany Ann Sims, de 27, conforme comunicado do Gabinete de Investigações do xerife. Segundo o xerife Jay Jones, em declarações à People e à WTVM, os detidos respondem a 111 acusações, incluindo oito por crueldade agravada contra animais e 29 por não sepultamento adequado de restos mortais. Cada um permanece preso na Cadeia do Condado de Lee, com fiança estipulada em US$ 48.700.
A legislação do Alabama determina que restos mortais de animais sejam enterrados ou cremados em até 24 horas após a morte, a uma profundidade mínima de 60 centímetros. A crueldade agravada contra animais é classificada como crime grave, enquanto o descumprimento das normas de sepultamento configura contravenção, segundo autoridades locais e a revista People. As penas podem incluir prisão e multas.
De acordo com o xerife, a residência já havia sido alvo de denúncias semelhantes em 2017, 2019 e 2021, mas nenhuma acusação foi formalizada à época. Desta vez, porém, a dimensão e a gravidade do caso levaram as autoridades a classificá-lo como um dos episódios mais chocantes de abuso animal já enfrentados no Condado de Lee.
Atualmente, o Centro de Saúde Animal de Opelika acompanha a recuperação dos 24 cães resgatados. Segundo o canal local CNAW 2, os animais têm idades que variam de cerca de dez semanas a mais de oito anos. Eles estão disponíveis para adoção, e organizações de proteção animal já manifestaram interesse em colaborar para garantir novos lares aos sobreviventes, conforme informado à People e à WTVM.
Familiares de pessoas mortas durante os protestos no Irã denunciaram que autoridades estatais e forças de segurança estariam condicionando a liberação dos corpos ao pagamento de altas quantias em dinheiro. Os relatos, obtidos principalmente pela BBC Persian, apontam para uma prática disseminada em diferentes regiões do país, em meio a uma repressão marcada por uso de força letal e severas restrições à circulação de informações.
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Segundo múltiplas fontes dentro e fora do Irã, corpos de manifestantes mortos estariam sendo mantidos em hospitais e necrotérios sob controle das forças de segurança, que se recusariam a entregá-los às famílias sem o pagamento exigido. O padrão descrito foi observado em diversas cidades, sugerindo que os casos não seriam isolados.
Ao longo de mais de duas semanas de protestos, pelo menos 2.435 pessoas teriam sido mortas em todo o país. Em Rasht, no norte do Irã, uma família afirmou que agentes de segurança exigiram 700 milhões de tomans para liberar o corpo de um parente. De acordo com o relato, o cadáver estava no necrotério do Hospital Poursina, ao lado de dezenas de outros manifestantes mortos.
Em Teerã, outro caso envolveu a família de um trabalhador curdo da construção civil contratado sazonalmente. Ao tentar recuperar o corpo, os parentes teriam sido informados de que precisariam pagar um bilhão de tomans. Sem condições financeiras para arcar com o valor, a família deixou o hospital sem o corpo do filho.
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Há também relatos de que funcionários de hospitais, em alguns casos, tentaram ajudar as famílias. Segundo as denúncias, eles teriam avisado parentes com antecedência para que buscassem os corpos antes da chegada das forças de segurança, evitando a cobrança. Um desses episódios envolveu uma mulher que só soube da morte do marido após receber uma ligação no telefone dele, feita por funcionários do hospital em 9 de janeiro. Eles a alertaram para que fosse rapidamente buscar o corpo.
Acompanhada dos dois filhos, a mulher levou o corpo do marido na carroceria de uma caminhonete e dirigiu por sete horas até a cidade natal da família para realizar o enterro.
— Eu viajei na parte de trás da caminhonete, chorando sobre o corpo dele por sete horas, enquanto meus filhos estavam sentados no banco da frente — contou ela a um parente em Londres, que contatou a BBC.
Coação
Outra prática denunciada teria ocorrido no Behesht-e Zahra, um dos principais necrotérios de Teerã. Segundo familiares, funcionários informaram que os corpos poderiam ser liberados sem cobrança caso aceitassem declarar oficialmente que seus filhos eram membros da força paramilitar Basij e que teriam sido mortos por manifestantes. Um parente descreveu a tentativa de coação em mensagem enviada à BBC:
— Fomos convidados a participar de um ato pró-governo e a retratar o corpo como o de um mártir. Não concordamos com isso — contou.
Diante do temor de que os corpos fossem retidos ou enterrados sem o conhecimento das famílias, houve episódios de desespero. Em um caso relatado em Teerã, várias famílias teriam invadido um necrotério para retirar os cadáveres. Uma fonte descreveu a cena:
— Várias famílias, temendo que as autoridades mantivessem os corpos ou os enterrassem sem o conhecimento delas, arrombaram a porta do necrotério e retiraram os corpos das ambulâncias — disse a fonte à BBC.
Ainda segundo essa fonte, após recuperar os corpos, os familiares permaneceram vigiando por horas no pátio do hospital até conseguirem ambulâncias particulares para transportá-los, numa tentativa de impedir novas intervenções das autoridades.
As denúncias surgem em um contexto de forte repressão e dificuldade de verificação independente dos fatos. Um bloqueio à internet e às comunicações limita o acesso à informação no país. Organizações internacionais de direitos humanos não têm acesso direto ao Irã, e a BBC não possui autorização do governo iraniano para operar no local.
Os protestos tiveram início em 29 de dezembro, em Teerã, após uma forte desvalorização da moeda iraniana. Com a rápida disseminação das manifestações para dezenas de cidades, as reivindicações passaram a atingir diretamente os governantes clericais.
A resposta das forças de segurança evoluiu de repressão violenta para o uso de força letal. Dados da Human Rights Activists News Agency indicam milhares de mortos e dezenas de milhares de prisões, incluindo ativistas, advogados e cidadãos comuns.
A polícia espanhola anunciou nesta quinta-feira o desmantelamento de uma rede internacional de narcotráfico que utilizava nadadores para esconder cocaína colombiana em navios porta-contêineres com destino à Europa e, em alguns casos, sequestrar embarcações em alto-mar. A ofensiva foi divulgada três dias depois de a Espanha comunicar a maior apreensão de cocaína em águas internacionais de sua história.
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De acordo com o jornal americano CBS News, a Polícia Nacional afirmou que o grupo empregava a chamada “técnica do macaco”, que recrutava “jovens bons nadadores, de famílias de baixa renda”, para acessar cargueiros em mar aberto e introduzir a droga nos contêineres. Em comunicado, a corporação informou que outros integrantes viajavam à Espanha para “saquear os contêineres”, interceptando navios antes da chegada ao Estreito de Gibraltar, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo.
No ano passado, a tripulação de um navio com destino ao porto de Cádiz relatou a presença de clandestinos no convés; 1,3 tonelada de cocaína foi encontrada em um contêiner. Pouco depois, outro cargueiro que navegava por águas de Portugal acionou as autoridades após o “sequestro da embarcação” por homens armados, que descarregaram cocaína escondida na carga.
A investigação apontou que a rede também obtinha a droga por meio do arremesso de pacotes ao mar a partir de navios mercantes, recolhidos por embarcações menores e rápidas próximas à Europa. Em algumas ações, os criminosos subjugavam tripulações e extraíam a droga dos contêineres “com técnicas militares e armas de guerra”, segundo a polícia. A cocaína era então armazenada no sul da Espanha antes de seguir por terra para outros países europeus.
Ao todo, as autoridades efetuaram 30 prisões e apreenderam 2,4 toneladas de cocaína, além de armamento de uso militar, escadas para invasão de navios, veículos de luxo e dinheiro em espécie. A polícia divulgou imagens da operação nas redes sociais, com cenas da localização de pacotes de droga e de um dos cargueiros usados no esquema.
A Espanha é considerada uma das principais portas de entrada de drogas na Europa, em razão dos laços com a América Latina e da proximidade com o Marrocos, grande produtor de cannabis. Na segunda-feira, a polícia anunciou a maior apreensão de cocaína em alto-mar do país: quase 10 toneladas em um navio cargueiro no Atlântico.
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado nesta sexta-feira a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça e outras acusações, no primeiro de uma série de julgamentos relacionados à tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro de 2024.
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A pena ficou abaixo dos dez anos de prisão solicitados pelo Ministério Público contra o ex-líder conservador de 65 anos, cuja ação de força contra o Parlamento desencadeou uma grave crise política e acabou levando à sua destituição do cargo.
Ex-promotor, Yoon ainda enfrenta outros sete julgamentos. Um deles, por insurreição, pode resultar em pena de morte.
Nesta sexta-feira, o Tribunal Distrital Central de Seul analisou um dos diversos desdobramentos do caso que mergulhou o país em meses de protestos em massa e instabilidade política. O ex-presidente é acusado de ter excluído membros do governo de uma reunião sobre os preparativos para a imposição da lei marcial e de ter impedido sua prisão ao se entrincheirar por semanas em sua residência oficial, em Seul, sob a proteção de sua guarda pessoal.
Ele acabou detido em janeiro do ano passado, após uma operação que durou várias horas.
“Apesar de ter o dever, acima de todos os outros, de defender a Constituição e respeitar o Estado de Direito como presidente, o acusado demonstrou, ao contrário, uma atitude que ignorava a (…) Constituição”, afirmou o juiz Baek Dae-hyun ao proferir a sentença.
“A culpabilidade do acusado é extremamente grave”, acrescentou o magistrado, ressaltando, no entanto, que Yoon não foi considerado culpado de falsificação de documentos oficiais por falta de provas.
A defesa tem prazo de sete dias para recorrer da decisão.
‘Insurreição’
A condenação ocorre dias depois de os promotores terem pedido, em outro processo, a pena capital por seu papel como o “líder de uma insurreição” na articulação da imposição da lei marcial. Segundo a acusação, Yoon merece essa punição por não demonstrar “remorso” por ações que ameaçaram a “ordem constitucional e a democracia”.
Mesmo em caso de condenação, é considerado improvável que a pena de morte seja executada, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997.
O ex-presidente sustenta que a decretação da lei marcial foi um exercício legítimo de sua autoridade. Na terça-feira, afirmou que “o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreição”.
Yoon acusa o então partido de oposição de ter imposto uma “ditadura inconstitucional” por meio do controle do Poder Legislativo e argumenta que, em sua avaliação, “não havia outra opção a não ser despertar o povo, que é soberano”.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Chicago apresentou um novo modelo para explicar a atmosfera de Júpiter, trazendo pistas relevantes sobre a formação do planeta e, por extensão, do próprio sistema solar. O estudo foi publicado na quinta-feira (8) no periódico The Planetary Science Journal e se baseia na integração de dados de missões espaciais com novas ferramentas computacionais.
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De acordo com comunicado da universidade, a análise revisita um debate antigo da ciência planetária: a quantidade de oxigênio presente em Júpiter. As estimativas indicam que o gigante gasoso possui cerca de uma vez e meia mais oxigênio do que o Sol. Essa diferença ajuda os pesquisadores a reconstruir como os planetas se formaram a partir da mesma matéria primordial que deu origem à estrela central do sistema.
“Este é um debate antigo nos estudos planetários”, afirmou Jeehyun Yang, pesquisador de pós-doutorado e autor principal do trabalho, ao destacar que a nova geração de modelos computacionais pode transformar a compreensão não apenas de Júpiter, mas também de outros planetas.
Uma atmosfera mais lenta do que o esperado
Outro resultado considerado inesperado foi a constatação de que a circulação vertical da atmosfera de Júpiter é entre 35 e 40 vezes mais lenta do que apontavam modelos anteriores. Segundo Yang, o novo modelo sugere que a difusão dos gases ocorre de forma muito mais gradual, podendo levar semanas para que uma molécula atravesse uma camada atmosférica, e não apenas algumas horas.
Essa lentidão implica processos químicos e físicos mais longos e complexos no interior do planeta, o que acrescenta novos desafios à interpretação de fenômenos já conhecidos, como as intensas tempestades e os ventos extremos. A Universidade de Chicago lembra que os céus tempestuosos de Júpiter são observados há pelo menos 360 anos, desde que astrônomos registraram a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade duas vezes maior que a Terra que persiste há séculos.
O modelo combina medições obtidas por missões como Galileo e Juno — que permitiram analisar a atmosfera superior — com dados sobre reações químicas e o comportamento de nuvens e gotículas. Isso possibilitou estimar a presença de compostos como amônia, metano, água, monóxido de carbono e hidrossulfeto de amônio, aprofundando a visão sobre a atmosfera profunda do planeta.
Segundo os autores, o avanço só foi possível graças à colaboração entre instituições como a Universidade de Chicago e o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), com apoio da NASA e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Apesar dos progressos, Yang ressalta que muitas perguntas permanecem em aberto. “Isso mostra o quanto ainda temos a aprender sobre os planetas, mesmo em nosso próprio sistema solar”, afirmou.
Especialistas destacam que o estudo não apenas amplia o conhecimento sobre Júpiter, mas também oferece uma base para investigar a formação de outros planetas, dentro e fora do sistema solar, reforçando o papel dos gigantes gasosos como peças-chave na história cósmica.
O tsunami meteorológico que atingiu praias da província de Buenos Aires nesta semana reacendeu dúvidas sobre a possibilidade de episódios semelhantes no Brasil. Especialistas afirmam que o fenômeno argentino não representa ameaça direta ao litoral brasileiro, mas ressaltam que eventos desse tipo podem ocorrer de forma localizada, sobretudo no Sul do país.
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Diferentemente dos tsunamis provocados por terremotos, o meteotsunami tem origem atmosférica. Ele surge a partir de variações rápidas da pressão do ar associadas a ventos intensos, geralmente ligados à passagem de frentes frias ou ciclones extratropicais. Quando essas condições coincidem com características favoráveis do oceano, como águas rasas, o nível do mar pode subir de forma abrupta.
Sinais de alerta e risco local
Um dos principais indícios de perigo é o recuo súbito do mar, que antecede a chegada da onda. Segundo especialistas, esse comportamento deve ser interpretado como sinal de risco imediato, exigindo que as pessoas deixem a faixa de areia sem hesitação.
No Brasil, registros de meteotsunamis são raros, mas existem. De acordo com o Uol, episódios documentados nos últimos anos no litoral de Santa Catarina resultaram em danos materiais e situações de pânico, embora sem vítimas fatais. Por décadas, eventos desse tipo foram classificados apenas como ressaca, já que a identificação precisa costuma ocorrer apenas após a análise de dados meteorológicos e do nível do mar.
A previsão desses fenômenos ainda enfrenta limitações, sobretudo pelo curto intervalo entre a formação do sistema atmosférico e o impacto na costa. Especialistas ouvidos pela Uol destacam que o aumento da frequência de eventos extremos, associado ao aquecimento dos oceanos, pode elevar a chance de ocorrências semelhantes no futuro.
Na Argentina, o episódio ocorreu após um dia de calor intenso e foi marcado por variações bruscas no nível do mar registradas em portos da região. A onda repentina surpreendeu banhistas e foi associada à atuação de um sistema atmosférico instável sobre o oceano.
Uma moradora de Miami Beach, na Flórida, afirmou ter sido alvo de intimidação depois que dois policiais foram até sua casa para questioná-la sobre um comentário que fez ao prefeito da cidade em uma publicação no Facebook. O episódio, ocorrido nesta segunda-feira (12), reacendeu o debate sobre os limites entre segurança pública e liberdade de expressão nos Estados Unidos.
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Raquel Pacheco, de 51 anos, disse ter ficado surpresa ao receber a visita de detetives após comentar uma postagem do prefeito Steven Meiner. Na publicação, Meiner — que é judeu — descrevia Miami Beach como um “refúgio seguro para todos”, em contraste com outras cidades americanas. Pacheco, ex-candidata a cargos públicos locais e crítica recorrente do prefeito, respondeu com um texto duro, questionando suas posições políticas e acrescentando emojis irônicos.
No comentário, ela acusava o prefeito de hipocrisia ao se declarar defensor de uma cidade inclusiva, citando posições anteriores dele sobre o conflito no Oriente Médio, a tentativa de barrar um filme pró-Palestina e a falta de apoio à comunidade LGBTQ.
Meiner, que é judeu, disse que Miami Beach era uma área segura, comparando-a à cidade de Nova York, que ele acusou de “remover intencionalmente proteções contra grupos específicos, incluindo a promoção de boicotes a empresas israelenses/judaicas”
Reprodução/Facebook
Visita policial e reação da moradora
Segundo Pacheco, os policiais disseram que estavam ali apenas “para conversar” e avaliar se o comentário poderia gerar reações de terceiros. Ela gravou o encontro, que durou menos de três minutos, e compartilhou o vídeo nas redes sociais. Ao ser questionada se seria acusada, ouviu que não. Ainda assim, afirmou ao Miami Herald que sentiu medo e classificou a abordagem como abuso de poder. “Isso é liberdade de expressão. Isto é a América”, disse aos agentes.
Os policiais a aconselharam a evitar publicações semelhantes, alegando que o conteúdo poderia “incitar algo”. Pacheco recusou-se a responder perguntas sem um advogado e afirmou depois que sua liberdade de expressão “morreu na porta de casa”, em declarações à CBS News.
A advogada Miriam Haskell, do Community Justice Project, passou a representá-la e classificou a ação como uma “tática de intimidação” contra uma manifestação protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, segundo o Miami Herald. Para ela, a justificativa de “ameaça imediata” não ficou clara, já que os policiais teriam se concentrado mais nas possíveis reações ao comentário do que em qualquer risco concreto.
Em nota ao Miami Herald, o porta-voz da polícia de Miami Beach, Christopher Bess, afirmou que a visita ocorreu “por excesso de cautela”, diante de preocupações nacionais com o antissemitismo, e que se tratou de um “encontro consensual” para garantir a segurança do prefeito e da comunidade. Após a conversa, a polícia decidiu não levar adiante nenhuma investigação criminal.
O prefeito Steven Meiner disse ao The Washington Post que o caso é um “assunto policial” e declarou apoiar o direito de opiniões divergentes, embora tenha afirmado que a linguagem usada justificaria uma verificação de segurança. O gabinete do prefeito não comentou além disso.
Veterana do Exército dos EUA, Pacheco afirmou nas redes sociais que ficou “com o coração partido” com o ocorrido. “Se podem mandar a polícia à minha porta por algo que eu disse, podem fazer o mesmo com você”, escreveu, em referência ao episódio, segundo a CBS News.
O astronauta japonês Kimiya Yui, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), divulgou neste fim de semana imagens encantadoras da aurora boreal captadas a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), em um vídeo em time-lapse que revela o fenômeno em cores vibrantes sobre a Terra.
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O registro foi publicado em sua conta na rede social X enquanto Yui se aproximava do retorno à Terra após completar parte da missão Crew-11, realizada em colaboração entre JAXA, NASA, Rússia e SpaceX. A gravação mostra as luzes do norte, causadas por partículas solares interagindo com o campo magnético do planeta, dançando na atmosfera terrestre, um espetáculo raro observado da órbita.
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O astronauta explicou na legenda que o vídeo foi feito “nos intervalos de trabalho” e que o presente visual foi uma forma de agradecer pelos quase 300 dias de experiências valiosas no espaço.
Como se formam as auroras
O fenômeno da aurora boreal, também conhecido como Luzes do Norte, ocorre quando partículas energéticas emitidas pelo Sol colidem com a magnetosfera da Terra, criando cortinas de luz coloridas visíveis principalmente nas altas latitudes. As cores variam conforme o tipo de gás e a altitude da colisão.
As auroras ocorrem com mais frequência em áreas de altas latitudes, próximas ao Círculo Polar Ártico, formando um anel conhecido como oval auroral. Os locais com maior probabilidade de observação incluem o norte da Noruega, Suécia e Finlândia, a Islândia, o Alasca, o norte do Canadá e regiões da Groenlândia. No Hemisfério Sul, o fenômeno equivalente é chamado de aurora austral, visível principalmente na Antártica e em áreas do extremo sul da Austrália, Nova Zelândia e Chile.
A intensidade e a extensão das auroras variam conforme a atividade solar: em períodos de maior instabilidade no Sol, elas podem ser vistas em latitudes mais baixas do que o habitual.
Registros que encantam
Em fevereiro do ano passado, o astronauta da Nasa Don Pettit, conhecido por ser um exímio fotógrafo espacial, também divulgou imagens que fez do fenômeno, capturadas diretamente do espaço. Além da aurora, aparecem na foto o fenômeno chamado luminescência atmosférica, a vista do horizonte da Via Láctea e o sol a nascer sobre um oceano Pacífico nublado.
Paleta orbital ao nascer do sol
Reprodução
Já em março de 2024, um show de luzes da aurora boreal iluminou os céus de todo o Reino Unido durante duas noites. Os observadores que estavam na Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e também na Inglaterra puderam vislumbrar o fenômeno, que não é típico nos países. No X — antigo Twitter —, internautas compartilharam os registros.
Um fenômeno ainda mais raro provocou auroras boreais de cores diferentes do usual nos Estados Unidos, em novembro de 2023. Diferente da esverdeada aurora boreal construída no imaginário popular dos brasileiros, o espetáculo da natureza revelou também tons laranjas e roxos em um vídeo gravado no Lago Winnipesaukee, em New Hampshire. Além do estado, o fenômeno foi visto ao longo da fronteira dos Estados Unidos com o Canadá, e em estados do Sul como Texas e Carolina do Norte.
Na Islândia, o fenômeno tornou-se cartão-posta do país. Há excursões de turistas em ônibus enormes, micro-ônibus e superjipes, guias particulares e passeios de barco, um acampamento base que faz as vezes de observatório e até museu. Tudo para observar as belas luzes.
Os guias capricham para explicar a ciência e criam expectativas nos turistas de que verão o espetáculo em suas viagens, e a maioria das agências oferece a opção de remarcação gratuita do passeio caso as luzes não apareçam. A “caçada” torna-se quase tão divertida quanto a observação do fenômeno em si.
As investigações sobre o incêndio em um bar na Suíça na noite de Ano Novo seguem para apurar o que aconteceu na madrugada, que culminou em 40 mortos e 116 feridos. Uma das perguntas a ser respondida é sobre como o fogo teria começado. Uma das linhas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento, que era revestido com um material inflamável.
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Testemunhas estão sendo ouvidas sobre o caso no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
Essa testemunha afirmou que Cyane usou o capacete a pedido da gerente do bar, Jessica Moretti, de 40 anos, que responde em liberdade após pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica. Esse é um item promocional da Dom Perignon, marca do champagne das garrafas que ela segurava e tinham as velas de faísca presas.
De acordo com o relatório, o uso do acessório reduzia o campo de visão de Cyane significativamente, por isso, não conseguia ver as velas “tocando o teto”, destacou o jornal inglês Daily Mail.
A advogada Sophie Haenni, que representa a família de Cyane, disse à BBC que a jovem “não deveria estar servindo mesas” na noite do incêndio, mas que foi pedido para descer para ajudar no atendimento e na alta demanda de garrafas.
— Não foi a própria Cyane que decidiu usar esse capacete, foi a pedido de seus empregadores. Ela estava apenas fazendo seu trabalho — disse Sophie Haenni à BBC. A advogada ainda destacou que Cyane nunca foi informada “do perigo do teto e não recebeu nenhum treinamento de segurança”.
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O teto do bar, estabelecimento que funcionava num porão, era revestido com uma espuma de isolamento acústico. O material inflamável teria propagado as chamas rapidamente.
As velas presas as garrafas que Cyane segurava encostaram no teto quando a jovem estava sobre os ombros Mateo Lesguer, de 23 anos, o DJ residente. O rapaz usava uma máscara, do personagem “V de Vingança” durante a festa. Ele também morreu no incêndio.
De acordo com as investigações, era recorrente o uso de velas presas Às garrafas de champagne, como uma forma de apresentação no estabelecimento.
Discordâncias sobre relação
Os proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, respondem na Justiça por acusações que incluem homicídio culposo por negligência. Em audiências, o casal afirmou que Cyane era tratada como “enteada” e “irmã”, versão rebatida pela família da vítima.
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Em entrevista à televisão francesa, a advogada Sophie Haenni, que representa os parentes da garçonete, afirmou que Cyane havia procurado o serviço de proteção ao trabalhador para reivindicar direitos básicos, como contrato formal, comprovantes de salário e certificado de trabalho — documentos exigidos pela legislação suíça.
— Não havia familiaridade entre eles. O que existia era uma relação profissional marcada por conflitos — disse a advogada, acrescentando que a jovem também reclamava de ordens e do tratamento recebido no ambiente de trabalho.
Segundo a defesa da família, as mensagens trocadas entre Cyane e os proprietários tinham tom formal, incompatível com a imagem de proximidade apresentada pelos réus. Jacques Moretti permanece em prisão preventiva e, de acordo com registros judiciais, já teve condenações anteriores por outros crimes.
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Os pais da vítima, Jérôme e Astrid Panine, demonstraram indignação com declarações emocionadas feitas por Jessica Moretti em audiência recente, nas quais ela se referiu à garçonete como “uma irmã” e admitiu saber que a prática com velas de champanhe era recorrente no bar, apesar dos riscos.
A família afirma ter recebido com frustração o pedido de desculpas apresentado pela proprietária, por considerá-lo incompatível com os fatos apurados. — Há um sentimento profundo de injustiça e impotência. Eles vão lutar para que os responsáveis sejam condenados — afirmou a advogada.

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