Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Quando o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou a morte do cubano Geraldo Lunas Campos no último dia 3, em um centro de detenção no Texas, a agência afirmou que “os funcionários o observaram em sofrimento”, mas não divulgou a causa da morte. Nesta semana, segundo o jornal americano Washington Post, um médico legista concluiu que a causa preliminar foi “asfixia por compressão do pescoço e do tórax”, o que deve levar as autoridades — dependendo dos resultados do exame toxicológico — classificarem a morte como homicídio. Família afirma que o FBI está investigando o caso.
Entenda: Aumento da violência em operações anti-imigrantes nos EUA põe táticas do ICE em xeque e expõe falhas em recrutamento
Veja: México exige esclarecimentos sobre morte de cidadão sob custódia do ICE nos EUA
Geraldo Lunas Campos, um imigrante cubano de 55 anos que foi preso pelo ICE em julho do ano passado, estava no Acampamento East Montana, um extenso terreno com tendas na base militar de Fort Bliss, em El Paso, alvo de críticas de grupos de direitos humanos devido a relatos de abusos e condições desumanas. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), por exemplo, já classificou a prisão onde estava Lunas Campos como uma das “piores entre as piores”.
Inicialmente, em comunicado, o ICE alegou que Lunas Campos morreu após “sofrer um mal súbito” e que a causa da morte estava sendo investigada. Ele possui acusações de abuso sexual infantil, porte de arma de fogo e agressão qualificada.
Initial plugin text
Em entrevista ao Washington Post, Santos Jesus Flores, um homem que afirma ter sido detido na cela de isolamento no dia da morte de Lunas Campos, afirmou que o cubano morreu após uma luta com funcionários do centro de detenção. Flores disse ter visto cinco guardas estrangulando Lunas Campos enquanto ele resistia a entrar na cela de isolamento, reclamando que não tinha seus medicamentos. Durante a luta, ele disse ter ouvido o cubano repetir várias vezes que não conseguia respirar.
— Ele disse: “Não consigo respirar, não consigo respirar”. Depois disso, não ouvimos mais a voz dele e acabou — contou.
Ao Post, a porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que Lunas Campos morreu após uma tentativa de suicídio. “Campos resistiu violentamente à equipe de segurança e continuou tentando tirar a própria vida. Durante a luta, Campos parou de respirar e perdeu a consciência”, informou a porta-voz. “Após repetidas tentativas de reanimá-lo, os paramédicos o declararam morto no local”.
Lunas Campos foi um dos quatro detentos do ICE que morreram sob custódia nos primeiros 10 dias deste ano. O ano passado, por exemplo, foi o mais letal para a agência em mais de duas décadas. A morte do cubano ocorre em meio à comoção nacional causada pelo assassinato da americana Renee Nicole Good, baleada em seu carro no último dia 7, em Minneapolis, no estado de Minnesota, por um agente do ICE. O caso levantou questões sobre o treinamento do ICE, que ajuda a implementar a repressão à imigração promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Número de mortos sob custódia do ICE por ano
Editoria de Arte / O Globo
Entre as mais de 280 mortes documentadas em centros de detenção do ICE desde 2004, houve apenas alguns casos confirmados de detentos mortos por terceiros, de acordo com Andrew Free, pesquisador e advogado que representou famílias de imigrantes que morreram sob custódia. No ano passado, dois detentos foram mortos por um atirador que disparou contra um escritório do ICE em Dallas; e em 2013, um imigrante detido em Porto Rico morreu após ser esfaqueado diversas vezes por outros detentos.
México exige esclarecimentos
Na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do México pediu esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte de um de seus cidadãos, enquanto estava sob custódia do ICE. Segundo o governo mexicano, a morte ocorreu na última quarta-feira.
Leia também: Dados mostram que mais imigrantes estão morrendo sob custódia do ICE durante governo Trump
O consulado mexicano em Atlanta solicitou “que as circunstâncias do incidente sejam esclarecidas” e afirmou que “está cooperando nos esforços necessários para garantir que a investigação seja conduzida de forma rápida e transparente”.
O Ministério das Relações Exteriores do México não divulgou o nome da vítima, mas confirmou que o consulado “estabeleceu contato imediato” com sua família.
Centros de detenção fatais
As táticas de confronto do ICE durante o governo Trump estão sob os holofotes desde a morte de Renee Good. Dados publicados pela agência mostram, no entanto, que os centros de detenção de imigrantes também podem ser fatais para os reclusos.
Vídeo mostra momento em que agente do ICE atira em mulher em Minneapolis
Ao menos quatro pessoas morreram enquanto estavam detidas pelo ICE em 2026, segundo dados divulgados pela agência. Todas as mortes ocorreram nos primeiros dez dias do ano, e três delas foram anunciadas entre 9 e 10 de janeiro.
Os imigrantes, todos homens, tinham entre 42 e 68 anos. Dois deles eram cidadãos de Honduras, um terceiro era de Cuba, e o quarto, do Camboja. Duas mortes foram atribuídas a “problemas de saúde relacionados com o coração”, e a causa das outras duas não foi informada claramente. Um dos casos foi classificado como “sob investigação”.
Na última quarta, o ICE respondeu a um pedido de comentários da AFP. A agência informou que, “coerente com a informação da última década, a taxa de mortalidade sob custódia é de 0,00007%”. “No entanto, a mídia tenta deturpar os dados para difamar a aplicação da lei do ICE”, afirmou, em um comunicado, McLaughlin. “Não houve um aumento nas mortes”.
Com mais espaço para leitos nos centros de detenção do ICE, a agência tem mantido “um padrão maior de cuidado” que a maioria das prisões com cidadãos americanos reclusos, “incluindo acesso a um atendimento médico adequado”, disse. “Para muitos estrangeiros ilegais, este é o melhor serviço de saúde que receberam em todas as suas vidas”.
A Venezuela libertou vários cidadãos de países europeus, incluindo um cidadão tcheco detido em setembro de 2024 e acusado de participar de um suposto complô para assassinar o presidente deposto Nicolás Maduro, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da República Tcheca nesta sexta-feira (16).
Diretor da CIA se reuniu com presidente interina da Venezuela em Caracas
Jan Darmovzal, de 35 anos, estava detido juntamente com quatro cidadãos americanos e dois espanhóis, José María Basoa e Andrés Martínez Adasme, segundo a ONG Foro Penal. Os dois espanhóis foram libertados esta semana, de acordo com o Foro Penal, e pelo menos dois dos americanos já haviam sido libertados anteriormente.
Além de Darmovzal, cidadãos de Albânia, Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Romênia e Ucrânia também foram libertados, segundo o Ministério das Relações Exteriores da República Tcheca.
“Após várias semanas de intensas negociações, conseguimos a libertação de Darmovzal de uma prisão venezuelana”, declarou o ministro das Relações Exteriores da República Tcheca, Petr Macinka, a jornalistas.
“Enviamos um avião, que já está a caminho. Levaremos todos os prisioneiros libertados para casa”, acrescentou.
Quando Darmovzal e os outros foram presos após as eleições presidenciais de julho de 2024, o governo venezuelano alegou ter apreendido 400 fuzis.
Os governos da República Tcheca, dos Estados Unidos e da Espanha negaram qualquer envolvimento no complô.
O diretor da CIA — agência de inteligência americana que participou do planejamento da operação que resultou na captura de Nicolás Maduro —, John Ratcliffe, reuniu-se com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, em Caracas, na quinta-feira. O encontro em solo venezuelano, no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, recebeu a líder da oposição María Corina Machado na Casa Branca, reforça a mensagem de Washington sobre considerar o governo interino o melhor caminho para a estabilidade do país a curto prazo.
Janaína Figueiredo: A era Delcy na Venezuela
Entenda: Como Trump escolheu a chavista Delcy Rodríguez como nova líder da Venezuela após captura de Maduro
Ratcliffe é o mais alto funcionário americano, e o primeiro membro do gabinete de Trump, a visitar a Venezuela desde que os militares americanos prenderam Maduro. O encontro ocorreu um dia depois de Trump ter falado com Rodríguez por telefone.
Initial plugin text
A visita de alto nível de Ratcliffe, e a mensagem de cooperação, podem ser vistas como uma espécie de afronta à oposição, cujos apoiadores estão frustrados com o fato de o governo Trump não ter tentado colocar Edmundo González, aliado de María Corina, no poder desde a prisão de Maduro. González venceu as eleições de 2024, segundo especialistas internacionais em eleições, depois que a líder opositora foi impedida de concorrer, mas Maduro se recusou a deixar o poder.
Um funcionário americano afirmou que Ratcliffe se reuniu com Delcy a pedido de Trump. O objetivo seria “transmitir a mensagem de que os Estados Unidos esperam uma relação de trabalho melhor”. O funcionário, que falou sob condição de anonimato para descrever a reunião delicada, acrescentou que os dois discutiram cooperação em inteligência, estabilidade econômica e a necessidade de garantir que o país não seja mais um “refúgio seguro para os adversários dos EUA, especialmente narcotraficantes”.
Para os funcionários do governo Trump, a visita de Ratcliffe visa endossar o tipo de estabilidade que Delcy oferece e sinalizar a construção de confiança e colaboração entre os dois governos.
Altos funcionários americanos discutiam já no ano passado como manter a estabilidade na Venezuela. Na época, o governo Trump começava a elaborar uma campanha antidrogas que envolveria ataques a embarcações no mar, supostamente envolvidas no contrabando de drogas, e que eventualmente levaria à captura de Maduro.
Enquanto as autoridades planejavam a campanha de ataques a embarcações, o objetivo do presidente era remover Maduro, seja por meio de negociações ou pela força, disseram autoridades. Mas havia muita discussão sobre como evitar que o caos se espalhasse pelo país após a queda de Maduro.
Altos funcionários levantaram a possibilidade de que desmantelar o governo venezuelano após a remoção de Maduro — mesmo para abrir caminho para um líder da oposição — seria semelhante aos erros cometidos pelos EUA no Iraque, quando desmantelaram o exército iraquiano e criaram uma insurgência, disseram autoridades.
Em meio às discussões do ano passado, a CIA divulgou uma avaliação inicial de que a então vice-presidente da Venezuela era uma política pragmática, e não uma ideóloga, disposta a negociar e até mesmo a trabalhar com os EUA.
Um relatório de inteligência que circulou entre altos funcionários mencionou que ela usou um vestido de US$ 15 mil em sua posse, levando um oficial a comentar, em tom de brincadeira, que “ela é socialista, mas a mais capitalista que já vi”.
Delcy havia participado de negociações com Richard Grenell, enviado especial de Trump, bem como com outros funcionários, enquanto o governo buscava um acordo para que Maduro renunciasse voluntariamente ao poder. Nenhum acordo foi alcançado, mas pessoas informadas sobre as discussões disseram que ela se mostrou pragmática, alguém que buscava pontos de convergência.
Analistas da CIA avaliaram que manter a vice como líder interina era a melhor maneira de evitar que a Venezuela “mergulhasse em uma situação caótica”, disse um alto funcionário.
As lições aprendidas no Iraque pairaram fortemente sobre os debates nos altos escalões do governo Trump. Autoridades do governo afirmaram que a decisão da administração Bush de depor todo o governo iraquiano e desmantelar o Exército local deu início a uma longa era de instabilidade e insurgência, que custou vidas iraquianas e americanas e manteve os EUA atolados no país.
Trump e membros importantes de sua administração têm se apresentado como críticos da guerra dos EUA no Iraque. Mas suas críticas têm se concentrado menos no objetivo de remover o ditador Saddam Hussein do poder e mais na decisão de manter tropas no país para garantir a segurança das eleições e instalar um governo democrático.
Desde a operação para depor o Maduro, Trump pouco falou sobre a restauração da democracia na Venezuela, dedicando mais energia a discutir a expansão da participação de empresas americanas na indústria petrolífera do país.
O Secretário de Estado Marco Rubio também afirmou que deseja ver uma “transição para a democracia” na Venezuela, observando que trabalhou nessa questão por anos como senador. Ele sempre elogiou María Corina, mas observou que a realidade é que a oposição não está presente na Venezuela.
A alta autoridade previu que, quando a Venezuela realizasse eleições, María Corina teria a chance de se candidatar. Mas, a curto prazo, Delcy é vista como alguém capaz de manter o controle das forças de segurança, preservar a infraestrutura e “cooperar e coordenar com o governo dos EUA”.
Embora se sinta segura num mundo com cada vez mais riscos, a população chinesa apoia a instalação de bases militares do país no exterior, segundo uma pesquisa de opinião divulgada esta semana em Pequim. De acordo com a sondagem, 76,15% das pessoas consultadas se disseram favoráveis à ideia. Atualmente, a China só tem uma base militar fora do país, no Djibouti, enquanto os Estados Unidos mantêm cerca de 700 mundo afora. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz do ano passado, entregou na quinta-feira a medalha que recebeu como prêmio ao presidente americano, Donald Trump, durante uma esvaziada reunião na Casa Branca. Horas depois, Trump usou as redes sociais para agradecê-la pelo reconhecimento — apesar do Comitê do Nobel ter reiteradamente dito que a entrega do objeto não significava a transmissão da láurea.
‘Gesto maravilhoso’: Opositora Corina Machado entrega sua medalha do Nobel da Paz a Trump, que exalta
A era Delcy na Venezuela: Presidente interina mantém uma relação pragmática com Trump, mas dúvida é se ela constrói um governo de transição ou quer ficar no poder
“María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que eu realizei”, escreveu ele. “Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!”.
A Casa Branca compartilhou nas redes sociais uma imagem de Trump segurando a moldura com a medalha Nobel. A inscrição diz que sua “ação decisiva e baseada em princípios para garantir uma Venezuela livre” foi reconhecida.
Initial plugin text
O reconhecimento, porém, não é oficial. As organizações envolvidas na premiação anual afirmaram reiteradamente que a comenda não é transferível após o processo de escolha oficial.
“Uma vez anunciado, o Prêmio Nobel não pode ser revogado, compartilhado ou transferido para terceiros”, escreveram os organizadores do Nobel em um comunicado à imprensa de 9 de janeiro. “A decisão é final e irrevogável”.
Na manhã de quinta-feira, horas antes da entrega da medalha por María Corina, os organizadores do Nobel publicaram no Facebook: “Uma medalha pode mudar de dono, mas o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz não pode”.
Initial plugin text
Falando com repórteres após o encontro com Trump, María Corina disse que fez a entrega do prêmio “como um reconhecimento por seu compromisso singular” com a liberdade da Venezuela.
O gesto incomum ocorreu após meses de insistência do presidente americano de que ele merecia o prêmio. María Corina dedicou repetidamente o prêmio a Trump e elogiou a operação militar americana que depôs Nicolás Maduro.
Além de comemorar a intervenção americana em seu país, María Corina manteve-se em silêncio sobre a campanha de bombardeios contra barcos que, segundo Trump, traficam drogas. Os ataques americanos mataram mais de 100 pessoas.
Não está claro o que a opositora venezuelana ganhou com seu encontro com Trump. Depois de depor Maduro, ele se recusou a apoiá-la para assumir o poder, dizendo que “ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito” necessário para liderar o país.
Em discurso a apoiadores e jornalistas em Washington na quinta-feira, ela disse estar “impressionada” com a clareza de Trump sobre a situação de seu país e “com o quanto ele se importa”.
Seus esforços para se aproximar de Trump foram recebidos com desprezo do outro lado do Atlântico, na Noruega, onde o prêmio é considerado não apenas prestigioso e carregado de simbolismo, mas também a principal ferramenta de soft power do país — e onde Trump é profundamente impopular. O Instituto Nobel, que concede o prêmio, está empenhado em minimizar os danos causados ​​pela notícia. (Com NYT)
Um vídeo divulgado neste domingo (11) revelou a presença de dois filhotes de lince correndo pelo Parque Nacional Voyageurs, no estado americano de Minnesota, em um registro considerado excepcional por pesquisadores. O lince é um felino selvagem de médio porte, parente distante do gato doméstico, conhecido pelas orelhas com tufos de pelos, pernas longas e patas grandes — uma adaptação para se locomover na neve. A espécie é rara e ameaçada em parte dos Estados Unidos.
Vídeo: filhotes de leão branco nascem em zoológico venezuelano; espécie é considerada rara
Seis filhotes são resgatados por bombeiros após suspeita de envenenamento nos EUA
As imagens foram captadas em setembro de 2025, na Península de Kabetogama, e só vieram a público agora, após a análise de meses de gravações feitas por câmeras de trilha instaladas no parque. Os filhotes, de pelagem marrom e branca e barriga manchada de preto, aparecem seguindo o que parece ser um lince adulto, comportamento que sugere cuidado parental.
Veja o momento:
Indício inédito de reprodução no parque
Embora linces sejam avistados ocasionalmente no Voyageurs há décadas, nunca havia evidências da presença de filhotes, segundo o Voyageurs Wolf Project. Até então, os pesquisadores acreditavam que os animais registrados eram solitários e apenas de passagem pela região. “Não é algo comum”, afirmou Tom Gable, líder do projeto, em entrevista ao Star Tribune.
O Voyageurs Wolf Project, financiado pelo Fundo Fiduciário de Meio Ambiente e Recursos Naturais de Minnesota, estuda principalmente os lobos e seu papel no ecossistema, mas também monitora outras espécies raras. Para chegar ao registro, os pesquisadores analisaram imagens de cerca de 400 câmeras de trilha — uma tecnologia que não estava disponível em levantamentos anteriores
Os gatinhos marrons e brancos com barrigas manchadas de preto saltitavam atrás do que parecia ser um lince adulto
Captura de tela/Redes sociais/Voyageurs Wolf Project
De acordo com o Departamento de Recursos Naturais de Minnesota, estima-se que existam atualmente entre 100 e 300 linces em todo o estado. O último grande estudo sobre parques nacionais, realizado em 2015, concluiu que não havia indícios de linces residentes no Voyageurs, apenas indivíduos em trânsito.
Especialistas ressaltam que mudanças climáticas, como invernos mais quentes, tornam o habitat menos favorável à espécie e facilitam a presença de outros predadores, como explicou o biólogo John Erb à imprensa local. Ainda assim, o registro dos filhotes é visto como um sinal positivo, ao indicar que, apesar das adversidades, os linces continuam presentes — e podem estar começando a se estabelecer novamente na região.
Ellen Roome, mãe do adolescente Jools, de 14 anos, morto em abril de 2022, juntou-se a outras três famílias britânicas em um processo histórico contra o TikTok nos Estados Unidos. Ela afirma suspeitar que o filho tenha morrido ao tentar reproduzir um chamado “desafio do apagão”, visto na plataforma. O caso será analisado nesta semana por um tribunal de Delaware e pode obrigar a empresa a entregar dados da conta do jovem antes de sua morte.
Entenda: Crítica a prefeito no Facebook leva polícia à casa de moradora na Flórida
Redes sociais bloquearam 4,7 milhões de contas de menores de idade na Austrália
Segundo informações exclusivasdo tabloide britânico The Sun, Ellen, de 49 anos, é a primeira britânica a processar formalmente uma empresa de redes sociais pela morte de um filho. O TikTok, avaliado em bilhões de dólares, teria se recusado a fornecer os dados do perfil de Jools e de outras crianças envolvidas em casos semelhantes, alegando políticas de proteção de dados.
Pressão judicial e política
Além da ação nos EUA, a mãe conseguiu que a polícia de Gloucestershire, no Sudoeste da Inglaterra, reabrisse a investigação sobre a morte do filho, após a apresentação de novas informações. Parlamentares de diferentes partidos também passaram a apoiar a criação da chamada Lei de Jools, que obrigaria empresas de tecnologia a preservar e fornecer dados digitais quando um menor morre em circunstâncias suspeitas.
Em entrevista ao The Sun, Ellen disse que o objetivo sempre foi esclarecer os fatos. Ela também relatou as últimas palavras do filho — “eu te amo” — poucas horas antes de encontrá-lo sem vida em seu quarto. De acordo com a família, Jools não apresentava histórico de depressão ou automutilação.
O processo coletivo reúne ainda pais de outras três crianças britânicas que morreram após suposto contato com conteúdos perigosos em redes sociais. O advogado das famílias, Matthew P. Bergman, do Social Media Victims Law Center, sustenta que as plataformas devem ser responsabilizadas não apenas pelo conteúdo publicado, mas pelos algoritmos que o impulsionam até crianças.
Debate sobre regulação e resposta do TikTok
O caso ganhou força em meio a discussões políticas no Reino Unido sobre restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, nos moldes do que já ocorre na Austrália. A baronesa Beeban Kidron apresentou uma emenda no Parlamento para incorporar a Lei de Jools à legislação em tramitação, garantindo a preservação automática de dados digitais em casos de morte infantil.
Procurado, o TikTok afirmou, em nota, que lamenta profundamente as mortes e que proíbe conteúdos que incentivem comportamentos perigosos. A empresa declarou remover a maioria das violações antes mesmo de denúncias, cumprir as leis de proteção de dados do Reino Unido e manter ferramentas de segurança específicas para adolescentes.
Para Ellen, porém, as medidas são insuficientes. Ela defende verificações rigorosas de idade e maior atuação do regulador britânico, a Ofcom. “Se fosse qualquer outro produto perigoso, ele seria retirado de circulação até se tornar seguro”, afirmou ao The Sun. Enquanto a batalha judicial avança nos EUA, a mãe diz esperar que o caso ajude outras famílias a não enfrentarem as mesmas barreiras na busca por respostas.
Dois homens foram encontrados desorientados, nesta quinta-feira, em um veleiro que navegava pelo Rio da Prata, na altura de Buenos Aires, na Argentina, e precisaram ser resgatados. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, eles permaneceram por várias horas à deriva até que pessoas que circulavam pela região perceberam a situação e acionaram o socorro. A principal suspeita é de que os desmaios tenham sido provocados pela intensa onda de calor que atinge a capital argentina e parte da região metropolitana.
Irã nega que preso ligado a protestos tenha sido condenado à morte: ‘Não se aplica a tais acusações’
Fisiculturista, estudante de moda e jogador de futebol: Conheça vítimas de repressão a protestos no Irã
De acordo com a emissora TN, outras embarcações que passavam pelo local se aproximaram ao notar que o veleiro estava parado, sem qualquer movimento. Na sequência, equipes do Sistema de Atendimento Médico de Emergências (Same) foram acionadas. Os dois homens receberam atendimento ainda no local e não precisaram ser levados a um hospital.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o veleiro imóvel no meio do rio e o momento em que outras pessoas se aproximam para prestar ajuda e solicitar assistência médica.
O jornal Crónica informou que a embarcação teria ficado à deriva por um período prolongado e que podem ter se passado cerca de 20 horas entre o momento em que os navegadores desmaiaram e a chegada do socorro.
O episódio ocorreu em meio à forte onda de calor que afeta a Área Metropolitana de Buenos Aires (Amba). O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) emitiu alertas laranja e amarelo para altas temperaturas e advertiu para um impacto “moderado a alto na saúde”. Segundo o órgão, os termômetros chegaram a superar os 33 °C.
Além das temperaturas elevadas, a situação foi agravada por um apagão de grandes proporções que atingiu ao menos 4 milhões de pessoas em diferentes áreas da capital e da região metropolitana. A falta de energia afetou principalmente os bairros de Palermo, Recoleta, Villa Urquiza, Belgrano e Núñez, além de provocar interrupções em alguns ramais de trens e linhas do metrô.
Uma ex-freira foi condenada a 15 meses de prisão por uma série de abusos contra crianças vulneráveis em lares de acolhimento administrados pela ordem católica das Irmãs de Nazaré, na Escócia. Carol Buirds, de 75 anos, foi considerada culpada por agressões e por submeter menores a tratamento cruel e degradante.
Tragédia na Suíça no Ano Novo: garçonete apontada como responsável por incêndio em bar usava capacete que dificultava visão
De acordo com o jornal inglês em matéria publicada nesta quinta-feira, os crimes ocorreram entre setembro de 1975 e maio de 1981 em unidades da Nazareth House em Lasswade, em Midlothian, e em Kilmarnock, em Ayrshire, além de um local não identificado em Dunbar, East Lothian. À época, Buirds era conhecida como Irmã Carmel Rose.
Segundo o processo, a ex-freira agrediu crianças com chutes e socos, usou objetos para punições físicas e submeteu vítimas a castigos humilhantes. Em um dos episódios, uma criança foi mantida trancada em um porão escuro sem acesso a comida ou água. Relatos apontam ainda que uma das vítimas ficou sem falar por cerca de cinco anos e outra precisou de hospitalização prolongada em razão do trauma.
Buirds, residente em Wallsend, no nordeste da Inglaterra, foi condenada após um julgamento de cinco semanas no Tribunal do Xerife de Edimburgo, concluído em novembro do ano passado. Na leitura da sentença, o xerife Iain Nicol afirmou que “não havia outra punição apropriada além da prisão” diante da gravidade dos fatos.
No mesmo processo, a co-ré Eileen McElhinney, de 78 anos, conhecida como Irmã Mary Eileen, foi considerada culpada por agressões e por tratamento cruel cometidos na Nazareth House de Lasswade entre 1972 e 1975. Ela recebeu pena alternativa, com 240 horas de trabalho comunitário não remunerado e uma ordem de restrição de movimento que a obriga a permanecer em casa entre 16h e meia-noite por nove meses.
Duas bombas alemãs da Segunda Guerra Mundial encontradas em Plymouth e Exmouth, no condado de Devon, no sul da Inglaterra, levaram as autoridades a declarar um incidente grave nesta quinta-feira (15). A operação de segurança resultou na evacuação de milhares de pessoas, no fechamento de escolas e hotéis e na detonação controlada dos artefatos no mar.
‘Brincadeira’ de passageiro provocou alerta de bomba em voo da Turquia para a Espanha, diz companhia áerea
Polícia encontra 29 cães mortos em sacos plásticos e prende três pessoas por crueldade animal nos EUA
Em Plymouth, uma bomba não detonada de 50 quilos foi localizada em um canteiro de obras na manhã desta quarta-feira (14). A polícia estabeleceu inicialmente um cordão de isolamento de 100 metros, ampliado depois para 400 metros, o que levou à evacuação de uma escola, um hotel e de cerca de 800 moradores. O artefato, identificado como um modelo SC50 usado pela Luftwaffe, foi removido por equipes da Marinha Real e levado até a marina de King Point.
Operações durante a madrugada
A bomba foi colocada em uma plataforma flutuante e detonada no mar pouco antes das 3h (horário local), segundo confirmou o conselho municipal. Após a explosão controlada, os moradores puderam retornar às suas casas, embora a escola próxima tenha permanecido fechada.
No mesmo dia, uma bomba descrita como “de grandes dimensões” foi encontrada na marina de Exmouth. Cerca de 5.000 pessoas foram inicialmente evacuadas, número que aumentou após a ampliação do perímetro de segurança para 600 metros. Depois de analisado com equipamento de raios X, o artefato foi transportado até a costa e levado ao mar durante a maré alta.
A bomba foi posicionada no fundo do oceano por volta das 5h e detonada às 8h (horário local). Em comunicado, a polícia de Devon e Cornwall informou que a decisão pelo transporte marítimo foi considerada a alternativa mais segura e de menor impacto para a população.
Incidentes semelhantes têm sido registrados na região. Em 2024, uma bomba de 500 quilos da Segunda Guerra Mundial encontrada no jardim de uma residência em Plymouth provocou a maior evacuação na cidade desde o fim do conflito, antes de também ser levada ao mar e detonada.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress