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Uma funcionária de prisão do Reino Unido foi condenada a 12 meses de prisão após admitir que manteve um relacionamento impróprio com um detento, enviou fotos íntimas e facilitou a entrada de chips de celular no sistema penitenciário. A sentença foi proferida nesta sexta-feira pelo Tribunal da Coroa de Lincoln e divulgada pelo DailyMail.
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Segundo o site, Nikki Croft, de 51 anos, trabalhava como coordenadora civil de apoio à inclusão no presídio masculino de segurança média HMP Morton Hall, próximo à cidade de Lincoln. Segundo a acusação, ela se envolveu emocionalmente com um preso identificado apenas pelas iniciais LZ.
O promotor Declan Austin disse à página que Croft passou a se comunicar com o detento após desenvolver uma forte obsessão.
— Ela ficou apaixonada por ele e começou a falar com o preso em dezembro de 2022, estendendo o contato até janeiro de 2023 — afirmou.
O tribunal ouviu que a funcionária chegou a manter em casa uma fronha de travesseiro com a imagem do detento e enviou a ele fotografias em poses sexualizadas e de lingerie, encontradas posteriormente na cela do preso, já transferido para o presídio de Lincoln. Uma das imagens mostrava Croft usando um anel com as iniciais de LZ.
A investigação também revelou que a funcionária forneceu 11 chips de celular ao detento. A perícia apontou que um desses chips foi utilizado 9.477 vezes por presos, ampliando os riscos de crimes, corrupção e comunicação ilegal dentro da prisão.
Apesar de ter recebido treinamento específico sobre anticorrupção e padrões profissionais ao assumir o cargo, em julho de 2022, Croft negou inicialmente qualquer irregularidade. Em fevereiro de 2023, após rumores internos, ela participou de uma reunião disciplinar e chegou a ser suspensa, mas retornou ao trabalho em abril, depois de a apuração inicial não ser conclusiva. As suspeitas, no entanto, ressurgiram quando ela continuou em contato com o preso.
Croft acabou confessando duas acusações de má conduta em cargo público. Durante a defesa, o advogado Neil Sands argumentou que a cliente se encontrava emocionalmente fragilizada em razão de relacionamentos anteriores. Ao proferir a sentença, o juiz Luke Blackburn descartou a possibilidade de pena suspensa.
— Você formou um relacionamento com um prisioneiro, tornou-se obcecada por ele, a ponto de enviar fotos íntimas e manter um objeto pessoal com a imagem dele em sua casa. Os riscos disso são óbvios para qualquer pessoa. Mesmo após ser alvo de suspeitas, manteve o relacionamento inadequado — afirmou.
Segundo o magistrado, a conduta da funcionária a deixou vulnerável a chantagem e corrupção, agravante determinante para a pena de prisão em regime fechado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que poderia impor tarifas a países que não apoiam seus planos de anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Essa ameaça é a mais recente tática de pressão do republicano para adquirir a ilha no Ártico, rica em minerais estratégicos, um objetivo que ele já ameaçou alcançar por meios militares, se necessário.
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— Eu poderia impor tarifas aos países que não concordarem com a anexação da Groenlândia, porque precisamos [da ilha] por razões de segurança nacional — disse Trump na Casa Branca. — Eu poderia fazer isso.
O republicano comparou as tarifas relacionadas à Groenlândia com aquelas que ameaçou impor à França e à Alemanha no ano passado sobre produtos farmacêuticos.
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Desde que retornou à Casa Branca, há quase um ano, Trump afirma que os EUA precisam da Groenlândia e acusou as autoridades da ilha de não fazerem o suficiente para garantir sua segurança diante de seus rivais, Rússia e China.
Nos últimos dias, várias nações europeias demonstraram apoio à Dinamarca e à Groenlândia diante das crescentes ameaças de Trump, inclusive enviando tropas para reforçar a defesa do país, que é membro da Otan, a aliança militar liderada por Washington.
Na última quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia foram recebidos na Casa Branca pelo vice-presidente americano, JD Vance, e pelo secretário de Estado Marco Rubio, com o objetivo de reduzir a tensão da crise e encontrar um caminho diplomático. Após a reunião, porém, o chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que os países seguiam com um “desacordo fundamental”.
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ANDREW LEYDEN / AFP
Ainda assim, EUA, Dinamarca e Groenlândia, segundo Rasmussen, “concordaram em discordar” e criaram um grupo de trabalho, que deve se reunir nas próximas semanas, para “encontrar um caminho comum a seguir”. De acordo com a Casa Branca, as negociações vão se desenrolar a cada duas ou três semanas.
Horas antes da reunião, Trump afirmou na sua plataforma Truth Social que a Otan deveria comandar “o caminho” para que os EUA sigam com o plano de anexação da Groenlândia para “fins de Segurança Nacional”. E concluiu: “A Otan se torna muito mais eficaz com a Groenlândia nas mãos dos EUA. Qualquer coisa menos do que isso é inaceitável”.
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Também na quarta-feira, quando perguntado sobre o encontro na Casa Branca, Trump, que não participou da reunião, disse que “acha que algo vai dar certo”.
— Os EUA têm uma relação muito boa com a Dinamarca. Vamos ver o que acontece — afirmou o presidente, na ocasião.
Encorajado pela operação bem-sucedida que capturou o líder chavista Nicolás Maduro no início do ano, na Venezuela, Trump deu um ultimato à Otan: “Digam à Dinamarca para sair daí agora!”. “Se não o fizermos, Rússia ou China o farão, e isso não vai acontecer”.
Um método de roubo incomum foi usado por dois menores de idade na cidade de Bernal, no município de Quilmes, Argentina. Os suspeitos atacaram moradores da região a cavalo, e a Polícia Provincial de Buenos Aires os perseguiu em viaturas até que fossem detidos.
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Após inúmeras queixas de moradores, policiais da Segunda Delegacia de Polícia de Quilmes iniciaram uma operação que resultou em uma perseguição envolvendo viaturas, enquanto os menores fugiam a cavalo. Até mesmo os animais, que estavam em péssimas condições de saúde, haviam sido roubados.
A manobra para deter os suspeitos foi arriscada: um dos policiais agarrou um dos menores, fazendo com que tanto o ladrão quanto o animal caíssem, segundo o jornal El Día, de La Plata. O policial precisou de atendimento médico e sofreu uma fratura.
Parte da perseguição foi gravada por uma testemunha com seu celular. As imagens mostram um policial saindo pela janela da viatura 4×4 e agarrando o suspeito, que estava montado no cavalo. Em seguida, eles conseguiram imobilizá-lo.
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O caso está sendo tratado pelo Juizado da Infância e Juventude da Vara Criminal de Quilmes, que está analisando as medidas a serem tomadas em relação aos menores. Os animais, por sua vez, foram transferidos para a organização Caballos de Quilmes, dedicada à reabilitação dos que foram vítimas de abuso e abandono no município.
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Após a operação, a organização Caballos de Quilmes emitiu um comunicado: “Dois menores tentavam fugir da polícia a cavalo. Eles estavam assaltando moradores da região à mão armada. Quando viram a polícia, sem hesitar, agarraram a égua e começaram a espancá-la repetidamente para que corresse mais rápido. Queriam fugir a todo custo. Não se importavam com nada. O filhote, de apenas sete meses, corria desesperadamente vários quarteirões atrás. Ele não conseguia alcançá-los. O pequeno não conseguia correr muito longe por causa da desnutrição que sofria”, afirmou a organização.
“Os quatro cavalos envolvidos nas duas operações foram apreendidos e estão em nosso hospital recebendo tratamento veterinário. A égua que caiu no chão com os dois cavaleiros está estável e recebendo uma dieta especial. Detectamos uma gestação por ultrassom; o potro também está bem”, concluiu.
A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, espera ser eleita presidente da Venezuela “na hora certa”, declarou em entrevista transmitida nesta sexta-feira pela Fox News. A atual líder do país, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro, mas para a rival política, ela governa sob ordens dos Estados Unidos.
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— Há uma missão: vamos transformar a Venezuela naquela terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, a primeira mulher presidente — afirmou na entrevista, gravada após seu encontro de quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.
Nem María Corina e nem a oposição venezuelana reconhecem os resultados das eleições presidenciais de julho de 2024, nas quais Maduro se proclamou reeleito. Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países latino-americanos também não reconheceram o chavista como o líder democraticamente eleito da Venezuela.
Após a operação militar americana em Caracas, Trump descartou, por ora, pressionar por uma mudança de regime no país sul-americano e já manteve pelo menos uma conversa por telefone com Delcy, com quem está disposto a fortalecer os laços.
A presidente interina, que era vice-presidente de Maduro, já declarou publicamente que pretende colaborar com os EUA para manter a paz no país. Em comunicado oficial divulgado na semana passada, o novo governo venezuelano deixou claro que pretende lidar com a ação militar americana e a captura de Maduro, que classificam como “agressão e sequestro”, por meio da diplomacia.
Questionada sobre o que aguarda a Venezuela agora, María Corina respondeu:
— Liberdade. E não só isso, teremos um país que será a inveja do mundo.
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Ordens americanas
Após o encontro de ontem com Trump, a agenda oficial da vencedora do Prêmio Nobel em Washington nesta sexta-feira consistia oficialmente em uma coletiva de imprensa, durante a qual ela destacou mais uma vez que acredita na “conquista da liberdade” em seu país “com o apoio de Trump e dos EUA”.
— Estamos definitivamente nos primeiros passos de uma verdadeira transição para a democracia — disse María Corina. — É um processo complexo — acrescentou, em alusão ao governo atual, nas mãos dos herdeiros chavistas do presidente deposto Nicolás Maduro.
A jornalistas, a líder oposicionista declarou ainda Delcy está governando o país sob ordens americanas.
— Ela não concorda com isso, nem se sente confortável. Ela está recebendo ordens porque, no fim das contas, se algo ficou demonstrado em 3 de janeiro, foi que havia uma ameaça real — declarou, aludindo à deposição de Maduro, atualmente preso em Nova York. — Isso não tem nada a ver com uma tensão ou uma decisão entre Delcy Rodríguez e eu. Trata-se de um cartel e de Justiça.
O diretor da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), John Ratcliffe, reuniu-se com a presidente interina da Venezuela em Caracas, na quinta-feira, informou um funcionário do governo americano. Esta foi a visita de mais alto nível dos EUA desde os ataques americanos à Venezuela.
— A pedido do presidente Trump, o diretor Ratcliffe viajou à Venezuela para se encontrar com a presidente interina Delcy Rodríguez e transmitir a mensagem de que os Estados Unidos esperam uma melhoria nas relações de trabalho — disse o funcionário à AFP sob condição de anonimato.
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A medalha de Bolívar
Durante a reunião de ontem, a líder oposicionista chegou a “presentear” o presidente americano com a medalha recebida em Oslo como parte da premiação. Horas após ela ter anunciado o fato à imprensa, Trump agradeceu o “gesto maravilhoso” de María Corina nas redes sociais. A líder da oposição, que vivia escondida na Venezuela, deixou o país em dezembro com o apoio dos EUA para receber o prêmio na Noruega.
O Instituto Nobel em Oslo esclareceu, ao tomar conhecimento das intenções de María Corina, que o prêmio é pessoal e intransferível. Em entrevista à Fox News, ela ofereceu uma explicação baseada em eventos históricos para justificar sua decisão.
— Foi um momento muito emocionante. Decidi entregar a medalha ao presidente [Trump] em nome do povo da Venezuela e expliquei a ele onde encontrei a inspiração. Duzentos anos atrás, o general Lafayette presenteou Simón Bolívar, o libertador dos venezuelanos, com uma medalha com a imagem de George Washington — contou, mencionando o primeiro presidente dos Estados Unidos.
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O general e marquês francês Lafayette (1757-1834) participou da Guerra da Independência americana e foi posteriormente uma figura-chave na Revolução Francesa de 1789.
— Bolívar guardou essa medalha até o fim de seus dias. Sendo assim, duzentos anos depois, o povo de Bolívar está presenteando o herdeiro de Washington com uma medalha — neste caso, o Prêmio Nobel — acrescentou.
Trump afirma ter resolvido oito conflitos em todo o mundo desde que assumiu o segundo mandato como presidente dos EUA, incluindo guerras com décadas de massacres, como o conflito entre Camboja e Tailândia. Por esse motivo, ele ambicionava abertamente o Prêmio Nobel da Paz de 2025, que acabou sendo concedido a María Corina.
O republicano ressuscitou a chamada “Doutrina Monroe”, aludindo às ambições dos Estados Unidos de controlar de perto os destinos da América Latina e do Caribe, tanto contra interferências “externas”, como a crescente presença chinesa ou os movimentos do Irã e da Rússia na região, quanto contra o que ele considera falta de cooperação de alguns países no combate à imigração irregular e ao tráfico de drogas.
(Com AFP)
Morreu na noite desta quinta-feira, em Roma, aos 90 anos, Angelo Gugel, assistente pessoal de João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI. Discreto e reservado, o italiano esteve ao lado de Karol Wojtyła (João Paulo II) no momento do atentado sofrido pelo papa polonês na Praça de São Pedro, em 13 de maio de 1981. A morte foi confirmada pelo L’Osservatore Romano e pelo Vatican News.
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Gugel serviu por cerca de 50 anos no Vaticano, atravessando o fim do século XX e o início do novo milênio como “assistente de câmara”, função que integra o círculo mais próximo do pontífice. Acompanhou o breve pontificado de João Paulo I, o longo governo de João Paulo II, por quase 27 anos, e permaneceu no início do pontificado de Bento XVI, encerrando oficialmente suas funções já septuagenário.
Nascido em 27 de abril de 1935, em Miane, na província de Treviso, Angelo Gugel era casado desde 1964 com Maria Luisa Dall’Arche e pai de quatro filhos. De origem camponesa e com passagem pelo seminário, ingressou em 1955 na Gendarmaria Vaticana, a força policial responsável pela segurança e ordem pública. Após enfrentar um quadro de tuberculose, foi transferido para o Governatorato do Vaticano, até ser chamado para trabalhar diretamente com Albino Luciani, então patriarca de Veneza e futuro João Paulo I.
Gugel foi um dos últimos colaboradores leigos a conviver de perto com Luciani durante seu curto pontificado, posteriormente prestando depoimento no processo de beatificação. Com João Paulo II, viveu os principais bastidores do Vaticano, acompanhando viagens internacionais, momentos privados e episódios históricos, como o atentado de 1981, do qual guardou memória detalhada — da queda do papa ferido à corrida até o hospital Gemelli.
Conhecido pela elegância sóbria e pela confidencialidade absoluta, concedeu raríssimas entrevistas. Em uma delas, ao Corriere della Sera, contou que ajudou João Paulo II a ajustar a pronúncia do italiano antes da homilia de início do pontificado. Segundo relatou, o papa lia os discursos em voz alta enquanto ele marcava erros de pronúncia e os acentos com um lápis.
Mesmo após a aposentadoria, manteve-se ligado ao serviço pontifício. Em 2010, foi chamado para acompanhar Bento XVI durante o período de descanso em Castel Gandolfo. Em 2018, compartilhou memórias públicas pela primeira vez, recordando a confiança dos papas e episódios íntimos da vida no Palácio Apostólico.
O funeral de Angelo Gugel será realizado neste sábado, às 16h (horário local), na paróquia de Santa Maria delle Grazie alle Fornaci, nas proximidades do Vaticano. Sua morte provocou comoção entre membros da Cúria Romana e pessoas que conviveram com o assessor, lembrado como uma presença silenciosa e fiel em momentos decisivos da história recente da Igreja Católica.
As escolas da capital ucraniana, Kiev, ficarão fechadas até o próximo mês, anunciou nesta sexta-feira o prefeito Vitali Klitschko, citando “condições difíceis” após ataques russos que atingiram o setor de energia em meio a temperaturas abaixo de zero.
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— A partir de 19 de janeiro, as escolas da capital estarão fechadas para recesso até 1º de fevereiro — afirmou Klitschko em publicação no Telegram.
As autoridades de Kiev também anunciaram que a intensidade da iluminação pública será reduzida para um quinto da capacidade, como medida de economia de energia.
Sem calefação no inverno
Nesta terça-feira, 70% da cidade de Kiev e ao menos sete regiões do país ficaram sem eletricidade, em meio a temperaturas que podem chegar a cerca de –15 °C no inverno europeu, após os ataques a usinas. Autoridades ucranianas anunciaram cortes de emergência na energia e esforços intensivos de reparo enquanto moradores enfrentam a falta de aquecimento e serviços básicos.
Segundo o presidente ucraniano Volodimir Zelensky, a Rússia lançou durante a noite mais de 300 drones de ataque contra a Ucrânia, além de 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro. Ao todo, oito regiões foram atingidas, incluindo a capital.
— A situação na região de Kiev não é fácil — disse Zelensky. — Neste momento, várias centenas de milhares de residências estão sem energia elétrica. Mais uma vez, o principal alvo do ataque foram nossas usinas de geração de energia e subestações.
Segundo o Ministério da Energia da Ucrânia, consumidores na capital e em regiões como Odesa, Kharkiv e Zaporíjia estão sem eletricidade após os ataques russos à rede elétrica. Notou-se também que condições climáticas adversas afetaram o fornecimento em localidades do norte e oeste do país.
Especialistas e autoridades ucranianas alertam que a repetição de ataques ao sistema energético, que já havia sofrido severos danos em meses anteriores, agrava a vulnerabilidade do país no inverno e expõe civis a riscos humanitários crescentes.
A ofensiva ocorre em um momento de intensificação das hostilidades na guerra entre Rússia e Ucrânia, agora no quarto ano, com frequentes ataques a infraestrutura crítica ucraniana que têm deixado milhões de pessoas sem energia ao longo do tempo e complicando a resposta de autoridades locais à crise.
Autoridades afirmam que os trabalhos de restauração continuarão “sempre que a situação de segurança permitir”, e apelam à população para o uso racional de energia nos períodos em que o fornecimento for restabelecido.
A etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, programada para ocorrer entre 30 de janeiro a 1º de fevereiro na estação de esqui suíça de Crans-Montana, acontecerá, mas será realizada sem as tradicionais festividades após o incêndio em um bar na véspera de Ano Novo que matou 40 pessoas, anunciou a Federação Internacional de Esqui (FIS) nesta sexta-feira.
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“O programa da prova permanece o mesmo, com um formato adaptado para o entretenimento na área de chegada”, disse a federação em um comunicado. “No entanto, todos os eventos planejados na Praça Ycoor, no centro de Crans-Montana, foram cancelados”, acrescentou a FIS.
Os organizadores da Copa do Mundo de Esqui Alpino também anunciaram que “momentos de silêncio” e “reflexão” serão observados em memória das vítimas da tragédia. Um incêndio em um bar nesta estação de esqui alpina suíça, onde dezenas de pessoas comemoravam o Ano Novo, deixou 40 mortos e 116 feridos.
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A tragédia foi causada por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica colocada no teto do porão do estabelecimento, de acordo com as conclusões iniciais da investigação. O casal proprietário do estabelecimento, ambos franceses, está sendo investigado e enfrenta acusações de homicídio culposo, lesão corporal culposa e incêndio criminoso culposo.
O marido, Jacques Moretti, está em prisão preventiva desde a última segunda-feira, enquanto sua esposa, Jessica, foi liberada após prestar depoimento, embora com restrições.
Cerca de 3 mil pessoas foram detidas durante os recentes protestos no Irã, afirmam autoridades de segurança locais citadas nesta sexta-feira pela agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, braço das forças armadas do país. Este número incluiria “indivíduos armados e agitadores” e “membros de organizações terroristas”. No entanto, grupos defensores dos direitos humanos contabilizam cerca de 20 mil detenções. A repressão “brutal”, segundo afirmaram nesta sexta-feira organismos de monitoramento, fez com que os manifestantes contra o sistema teocrático que governa o país recuassem e as mobilizações nas ruas cessassem.
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A ameaça de um ataque dos Estados Unidos ao Irã, vociferada na última semana pelo presidente americano, Donald Trump, também parece ter diminuído. De acordo com um funcionário saudita, os aliados do Golfo convenceram o presidente americano Donald Trump a dar uma “oportunidade” à administração totalitária, chefiada há muito pelo aiatolá Ali Khamenei.
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Os protestos começaram em 28 de dezembro em Teerã para protestar contra o custo de vida, mas se espalhou para outras cidades para exigir a queda do sistema clerical que governa o Irã desde a revolução de 1979. As autoridades cortaram a internet para, segundo organizações de defesa dos direitos humanos, ocultar a amplitude da repressão.
Na noite de quinta-feira, no início de um feriado prolongado de três dias, as forças de segurança estavam muito presentes nas ruas de Teerã, constatou um jornalista da AFP.
A repressão “provavelmente sufocou o movimento de protesto por enquanto”, estima o Instituto para o Estudo da Guerra, com sede nos Estados Unidos, que monitorou as manifestações. “No entanto, a mobilização generalizada das forças de segurança (…) é insustentável, o que possibilita que os protestos sejam retomados”, acrescentou.
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O grupo de direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, contabiliza pelo menos 3.428 manifestantes mortos pelas forças de segurança. Na realidade, o número pode ser muito maior. De acordo com o seu diretor, Mahmood Amiry-Moghaddam, as autoridades iranianas “cometeram um dos crimes mais graves de nossa época”.
Ele citou “relatos horripilantes de testemunhas oculares” sobre “manifestantes mortos a tiros enquanto tentavam fugir, o uso de armas de guerra e a execução em plena rua de manifestantes feridos”.
Lama Fakih, da Human Rights Watch, confirmou “massacres sem precedentes no país”.
Os iranianos estão sem internet há mais de 180 horas, mais do que durante as manifestações multitudinárias de 2019, destaca a ONG de vigilância de cibersegurança Netblocks. Em novos vídeos gravados no auge das manifestações, é possível ver corpos alinhados no necrotério de Kahrizak, ao sul de Teerã, e familiares inconsoláveis à procura de seus entes queridos. A AFP verificou que eles foram filmados nesses locais.
EUA recuam após mediação de aliados
O Irã e os Estados Unidos parecem ter baixado o tom. O presidente russo, Vladimir Putin, conversou por telefone nesta sexta-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e planeja fazer o mesmo com seu homólogo iraniano, Masud Pezeshkian, anunciou o Kremlin. O objetivo é reduzir a tensão em um país aliado de Moscou. A Casa Branca também confirmou que o presidente americano conversou com Netanyahu, que, segundo o New York Times, pediu que ele não interviesse militarmente.
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Um alto funcionário saudita declarou na quinta-feira à AFP que a Arábia Saudita, o Catar e Omã alertaram Trump sobre o risco de “graves repercussões para a região”. Os três países “fizeram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o presidente Trump a dar ao Irã a oportunidade de demonstrar suas boas intenções”, disse o funcionário, que pediu anonimato.
“Todas as opções continuam em aberto”, especificou na quinta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. E a administração republicana garantiu que o Irã renunciou a 800 execuções de manifestantes previstas na véspera, um número não mencionado pelas autoridades iranianas nem pelos ativistas de direitos humanos.
O governo americano também anunciou sanções econômicas contra funcionários acusados de coordenar a repressão, incluindo Ali Larijani, chefe do órgão máximo de segurança do Irã.
No Conselho de Segurança da ONU em Nova York, a jornalista iraniana-americana Masih Alinejad afirmou que “todos os iranianos estão unidos” contra o sistema clerical no Irã. O representante do Irã na reunião, Gholamhosein Darzi, acusou Washington de “explorar os protestos pacíficos para fins geopolíticos”. (Com AFP)
Imagens de satélite reveladas pela imprensa americana na quinta-feira indicam que os Estados Unidos deslocaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio, em meio à escalada de tensão entre Washington e Irã, marcada por ameaças reiteradas de ataque do presidente Donald Trump e por alertas de retaliação de Teerã. A movimentação ocorre dois dias depois de Trump encorajar os iranianos ao afirmar que a “ajuda está a caminho”, em referência à onda de protestos no país, que já dura mais de duas semanas e deixou centenas de mortos.
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O deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões, que inclui caças, destróieres de mísseis guiados e pelo menos um submarino, deve levar cerca de uma semana. Na última quarta-feira, Trump encorajou os manifestantes que participam da onda de protestos no Irã e afirmou que a “a ajuda está a caminho”.
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No mesmo dia, EUA e Reino Unido ordenaram a retirada parcial das suas tropas da base aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar americana no Oriente Médio, como medida de precaução.
Os protestos no Irã, iniciados em 28 de dezembro, já causaram a morte de mais de 600 pessoas, segundo as estimativas mais conservadoras. Trump, por sua vez, reiterou os alertas de que a continuidade da repressão por parte do regime poderia levar a uma intervenção dos EUA.
Quando o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) anunciou a morte do cubano Geraldo Lunas Campos no último dia 3, em um centro de detenção no Texas, a agência afirmou que “os funcionários o observaram em sofrimento”, mas não divulgou a causa da morte. Nesta semana, segundo o jornal americano Washington Post, um médico legista concluiu que a causa preliminar foi “asfixia por compressão do pescoço e do tórax”, o que deve levar as autoridades — dependendo dos resultados do exame toxicológico — classificarem a morte como homicídio. Família afirma que o FBI está investigando o caso.
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Geraldo Lunas Campos, um imigrante cubano de 55 anos que foi preso pelo ICE em julho do ano passado, estava no Acampamento East Montana, um extenso terreno com tendas na base militar de Fort Bliss, em El Paso, alvo de críticas de grupos de direitos humanos devido a relatos de abusos e condições desumanas. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), por exemplo, já classificou a prisão onde estava Lunas Campos como uma das “piores entre as piores”.
Inicialmente, em comunicado, o ICE alegou que Lunas Campos morreu após “sofrer um mal súbito” e que a causa da morte estava sendo investigada. Ele possui acusações de abuso sexual infantil, porte de arma de fogo e agressão qualificada.
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Em entrevista ao Washington Post, Santos Jesus Flores, um homem que afirma ter sido detido na cela de isolamento no dia da morte de Lunas Campos, afirmou que o cubano morreu após uma luta com funcionários do centro de detenção. Flores disse ter visto cinco guardas estrangulando Lunas Campos enquanto ele resistia a entrar na cela de isolamento, reclamando que não tinha seus medicamentos. Durante a luta, ele disse ter ouvido o cubano repetir várias vezes que não conseguia respirar.
— Ele disse: “Não consigo respirar, não consigo respirar”. Depois disso, não ouvimos mais a voz dele e acabou — contou.
Ao Post, a porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que Lunas Campos morreu após uma tentativa de suicídio. “Campos resistiu violentamente à equipe de segurança e continuou tentando tirar a própria vida. Durante a luta, Campos parou de respirar e perdeu a consciência”, informou a porta-voz. “Após repetidas tentativas de reanimá-lo, os paramédicos o declararam morto no local”.
Lunas Campos foi um dos quatro detentos do ICE que morreram sob custódia nos primeiros 10 dias deste ano. O ano passado, por exemplo, foi o mais letal para a agência em mais de duas décadas. A morte do cubano ocorre em meio à comoção nacional causada pelo assassinato da americana Renee Nicole Good, baleada em seu carro no último dia 7, em Minneapolis, no estado de Minnesota, por um agente do ICE. O caso levantou questões sobre o treinamento do ICE, que ajuda a implementar a repressão à imigração promovida pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Número de mortos sob custódia do ICE por ano
Editoria de Arte / O Globo
Entre as mais de 280 mortes documentadas em centros de detenção do ICE desde 2004, houve apenas alguns casos confirmados de detentos mortos por terceiros, de acordo com Andrew Free, pesquisador e advogado que representou famílias de imigrantes que morreram sob custódia. No ano passado, dois detentos foram mortos por um atirador que disparou contra um escritório do ICE em Dallas; e em 2013, um imigrante detido em Porto Rico morreu após ser esfaqueado diversas vezes por outros detentos.
México exige esclarecimentos
Na quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do México pediu esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte de um de seus cidadãos, enquanto estava sob custódia do ICE. Segundo o governo mexicano, a morte ocorreu na última quarta-feira.
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O consulado mexicano em Atlanta solicitou “que as circunstâncias do incidente sejam esclarecidas” e afirmou que “está cooperando nos esforços necessários para garantir que a investigação seja conduzida de forma rápida e transparente”.
O Ministério das Relações Exteriores do México não divulgou o nome da vítima, mas confirmou que o consulado “estabeleceu contato imediato” com sua família.
Centros de detenção fatais
As táticas de confronto do ICE durante o governo Trump estão sob os holofotes desde a morte de Renee Good. Dados publicados pela agência mostram, no entanto, que os centros de detenção de imigrantes também podem ser fatais para os reclusos.
Vídeo mostra momento em que agente do ICE atira em mulher em Minneapolis
Ao menos quatro pessoas morreram enquanto estavam detidas pelo ICE em 2026, segundo dados divulgados pela agência. Todas as mortes ocorreram nos primeiros dez dias do ano, e três delas foram anunciadas entre 9 e 10 de janeiro.
Os imigrantes, todos homens, tinham entre 42 e 68 anos. Dois deles eram cidadãos de Honduras, um terceiro era de Cuba, e o quarto, do Camboja. Duas mortes foram atribuídas a “problemas de saúde relacionados com o coração”, e a causa das outras duas não foi informada claramente. Um dos casos foi classificado como “sob investigação”.
Na última quarta, o ICE respondeu a um pedido de comentários da AFP. A agência informou que, “coerente com a informação da última década, a taxa de mortalidade sob custódia é de 0,00007%”. “No entanto, a mídia tenta deturpar os dados para difamar a aplicação da lei do ICE”, afirmou, em um comunicado, McLaughlin. “Não houve um aumento nas mortes”.
Com mais espaço para leitos nos centros de detenção do ICE, a agência tem mantido “um padrão maior de cuidado” que a maioria das prisões com cidadãos americanos reclusos, “incluindo acesso a um atendimento médico adequado”, disse. “Para muitos estrangeiros ilegais, este é o melhor serviço de saúde que receberam em todas as suas vidas”.

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