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Após imagens de satélite reveladas pela imprensa americana indicarem que os Estados Unidos deslocaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN 72) e seu grupo de ataque do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio, em meio à escalada de tensão entre Washington e Irã, muitos podem se perguntar como funciona uma embarcação deste modelo. Porta-aviões são geralmente os maiores — e mais caros — navios operados pelas Marinhas de Guerra. Sua principal função é apoiar e operar aeronaves que realizam ataques a alvos aéreos, flutuantes e em terra durante operações de projeção de poder sustentado, servindo como uma espécie de pista de pouso e decolagem capaz de se deslocar rapidamente pelo mar, dispensando assim aeroportos ou instalações convencionais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O que acontece na Groenlândia não fica apenas na Groenlândia. Enquanto as pretensões de anexação da maior ilha do mundo por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, provocam uma crise com os aliados da Otan — que responderam com o envio de militares ao ártico e com uma série de iniciativas diplomáticas — o futuro do território também tem uma importância desproporcional para bilhões de pessoas em outras partes do planeta, que se deve à única coisa que a Groenlândia está perdendo de fato neste momento: o gelo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Os Estados Unidos estão intensificando a pressão sobre o México para que permita que as forças militares americanas realizem operações conjuntas para desmantelar laboratórios de fentanil dentro do país, segundo autoridades americanas. A iniciativa surge em um momento em que o presidente Donald Trump pressiona o governo mexicano para que conceda aos Estados Unidos um papel maior na luta contra os cartéis de drogas que produzem fentanil e o contrabandeiam para o país. Em meio à pressão de Trump, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, apresentou nesta sexta-feira o que considerou êxitos de seu governo no combate ao narcotráfico no país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Sem se explicar, Laura Esther Delmas, de 63 anos, entrou na sala de espera da delegacia de polícia de Campo Grande, em Misiones, Argentina, falou apenas uma curta frase, jogou álcool no próprio corpo e acendeu um isqueiro que carregava, ateando fogo em si. Agentes que estavam presentes logo correram para tentar socorrê-la e apagar as chamas. O caso aconteceu no último dia 7, por volta das 7 horas, durante um plantão policial. Nove dias depois, a idoso não resistiu e morreu.
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Segundo as investigações, isso ocorreu após a prisão de um dos filhos de Laura. Ao entrar na delegacia, a idosa disse apenas “Por causa do que fizeram ao meu filho”, e seguiu com a ação. Dias após o caso, um dos filhos da mulher disse à imprensa que a mãe ficou emocionalmente abalada com a prisão de um de seus irmãos. Não foi revelado o motivo de ele ter sido detido.
Toda a movimentação de Laura foi registrada por câmeras de segurança da delegacia. Uma policial foi quem agiu em poucos segundos e conseguiu apagar as chamas que se alastraram pela cabeça, pelos braços e pelo tronco da idosa. O relatório médico inicial indicou que ela sofreu queimaduras em 35% do corpo, com danos significativos no rosto e nas vias aéreas.
Ela recebeu os primeiros socorros ainda no local enquanto aguardava atendimento médico. A mulher foi levada inicialmente ao hospital local e, em seguida, transferida para o Hospital Samic em Oberá, onde foi internada na unidade de terapia intensiva, informou o La Nacion.
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Ainda de acordo com o jornal argentino, os danos nas vias aéreas exigiram a utilização de um ventilador mecânico e a avaliação de uma intervenção para limpeza das queimaduras. Segundo a unidade de saúde, órgãos vitais foram afetados e o estado de saúde da idosa foi agravado. A morte de Laura foi confirmada nesta sexta-feira (16) pelo hospital.
Na delegacia, foram apreendidos a garrafa com álcool, o isqueiro e a mochila que ela carregava. Imagens das câmeras de segurança da delegacia também foram anexadas ao processo. A investigação está sendo conduzida pela 1ª Vara Criminal de Oberá, que analisa a sequência de eventos registrada, as informações de antecedentes e o contexto da prisão do filho de Laura, mencionado por ela no depoimento prestado antes de atear fogo ao próprio corpo. As informações são do La Nacion.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está investigando o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, sobre uma possível obstrução da aplicação da lei federal, segundo a imprensa americana. A investigação, que representa uma escalada no confronto entre o presidente americano, Donald Trump, e os líderes democratas da região, é fruto de declarações de Walz e Frey sobre os milhares de oficiais do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da patrulha de fronteira dos EUA que atuam na região desde as últimas semanas, afirmou um funcionário americano à CBS.
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Trump e sua administração têm criticado a resposta das autoridades estaduais e locais aos protestos na cidade de Minneapolis e em outros pontos do estado de Minnesota contra a presença de agentes do ICE, principalmente após um deles ter atirado e matado uma mulher de 37 anos, identificada como Renee Good, na semana passada. Trump chegou a sugerir que poderia invocar a Lei de Insurreição e enviar tropas para a cidade para conter qualquer violência.
Quase 3.000 agentes federais de imigração foram enviados para Minneapolis, segundo o órgão, com o objetivo de prender pessoas suspeitas de estarem nos EUA ilegalmente e investigar alegações de fraude no estado. O Departamento de Segurança Interna chamou a implantação massiva de a maior operação de sua história. A presença em larga escala de agentes federais na região desencadeou uma reação local generalizada, provocando protestos e confrontos, especialmente após o assassinato de Good no dia 7 de janeiro.
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Walz disse em um comunicado: “Dois dias atrás era Elissa Slotkin. Semana passada foi Jerome Powell. Antes disso, Mark Kelly. Armar o sistema de Justiça e ameaçar oponentes políticos é uma tática perigosa e autoritária. A única pessoa que não está sendo investigada pelo tiroteio de Renee Good é o agente federal que atirou nela”, declarou o governador, fazendo referência à investigação federal sobre a morte da mulher de 37 anos baleada por um oficial de imigração em Minneapolis, que caminha para não resultar em acusações criminais contra o responsável pelo disparo.
A investigação contra os mandatários, no entanto, representa uma escalada da retórica, ameaçando possíveis consequências criminais para os dois líderes democratas. Segundo a CNN, uma pessoa familiarizada com o assunto disse que um grande júri emitiu intimações para os dois como parte da investigação. Mas o escritório de Walz não teria recebido nenhum aviso até a noite desta sexta-feira. Não ficou imediatamente claro quando Frey e Walz receberiam as intimações e o Departamento de Justiça se recusou a comentar sobre o caso com a CNN e a CBS.
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Tanto Walz quanto Frey repreenderam abertamente o aumento da atividade federal em Minneapolis. O prefeito chegou a entregar uma mensagem pública para os agentes federais deixarem a cidade. Walz não confirmou a investigação à CNN, mas acusou o governo federal de “armar o sistema de justiça e ameaçar oponentes políticos”, o que ele chamou de “tática perigosa e autoritária”.
O vice-procurador-geral Todd Blanche na quarta-feira culpou os dois democratas pela agitação em seu estado e prometeu tomar medidas contra eles.
“A insurreição de Minnesota é um resultado direto de um governador fracassado e um prefeito terrível encorajando a violência contra a aplicação da lei”, escreveu Blanche em um post no X. “É nojento. Walz e Frey — Estou focado em impedir seu terrorismo por qualquer meio necessário. Isso não é uma ameaça. É uma promessa”.
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O diretor do FBI, Kash Patel, publicou em seu perfil no X que visitou a cidade ao lado de Blanche nesta sexta-feira. Patel escreveu que sua equipe estava “trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana aqui, reprimindo desordeiros violentos e investigando as redes de financiamento que apoiam os atores criminosos que já estavam com várias prisões”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta sexta-feira o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, como membros fundadores do Conselho de Paz de Gaza, anunciou a Casa Branca. O republicano também incluiu seu enviado especial, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, entre os membros do “conselho executivo fundador”, composto por sete pessoas, segundo um comunicado.
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O próprio Trump presidirá o órgão, e espera-se que mais nomeações sejam anunciadas nas próximas semanas. Blair é uma escolha controversa no Oriente Médio devido ao seu papel na invasão do Iraque em 2003. O próprio Trump disse no ano passado que queria garantir que Blair fosse uma “escolha alinhada ao seu partido”. O presidente americano anunciou a criação do conselho na quinta-feira, um elemento-chave da segunda fase de um plano apoiado por Washington para encerrar a guerra no território palestino.
“Posso afirmar com certeza que este é o maior e mais prestigiado conselho já reunido, em qualquer lugar”, afirmou o presidente nas redes sociais ao fazer o anúncio.
A criação do conselho ocorre logo após o anúncio de um comitê tecnocrático palestino de 15 membros encarregado de administrar a Faixa de Gaza no período pós-guerra. O ex-vice-primeiro-ministro palestino Ali Shaath presidirá o comitê.
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Nesta sexta, o presidente dos EUA também nomeou o major-general americano Jasper Jeffers para liderar a Força Internacional de Estabilização (FIE) em Gaza. O plano de paz para Gaza, apoiado pelos EUA, entrou em vigor em 10 de outubro, facilitando o retorno de todos os reféns mantidos pelo Hamas e pondo fim aos combates entre o grupo terrorista e Israel.
A segunda fase do plano está em andamento, embora ofuscada por questões não resolvidas. Para os palestinos, a questão central continua sendo a retirada militar israelense completa de Gaza, uma medida incluída no plano, mas para a qual nenhum cronograma detalhado foi anunciado. Outro ponto ainda sem solução é o desarmamento total do Hamas, medida com a qual o grupo se recusou a se comprometer publicamente, uma exigência inegociável das autoridades israelenses.
A agência reguladora de aviação dos Estados Unidos alertou, nesta sexta-feira, para a existência de “atividade militar” no espaço aéreo de determinadas regiões, especialmente próximas ao México e a vários países da América Central e do Sul, e pediu que se redobre a cautela.
O alerta da Administração Federal de Aviação (FAA, sigla em inglês) menciona “situações potencialmente perigosas”, que também poderiam perturbar os sistemas de navegação por satélite, e abrange um período de sessenta dias, mas não detalha quais seriam as atividades e seus objetivos.
O presidente americano, Donald Trump, advertiu em 8 de janeiro que os Estados Unidos iriam “iniciar ataques terrestres” contra os cartéis do narcotráfico, depois de já terem sido realizados ataques contra embarcações marítimas no Caribe e no Pacífico, apontadas pelo governo Trump como ligadas ao narcotráfico, além de um bombardeio realizado por drones americanos a um porto no litoral da Venezuela.
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No comunicado, a FAA alertou que aeronaves militares em podem operar em altitudes de cruzeiro padrão ou abaixo delas sem transponders ativados ou aviso prévio em setores específicos da América Central e porções significativas do Oceano Pacífico Oriental, como México, Panamá, Colômbia e Equador.
“AVISO AOS OPERADORES DOS EUA: EXERÇÃO DE CAUTELA AO OPERAR NAS ÁREAS SOBRE O OCEANO PACÍFICO NA REGIÃO DE INFORMAÇÃO DE VOO DA AMÉRICA CENTRAL (MHTG) DEVIDO A ATIVIDADES MILITARES E INTERFERÊNCIAS NO GNSS. EXISTEM RISCOS POTENCIAIS PARA AERONAVES EM TODAS AS ALTITUDES, INCLUSIVE DURANTE O SOBREVOO E NAS FASES DE CHEGADA E PARTIDA”, dizia o alerta.
A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) recomendou nesta sexta-feira que as companhias aéreas evitem o espaço aéreo iraniano devido à possibilidade de ataques aéreos dos Estados Unidos e ao estado de alerta elevado das forças armadas iranianas.
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Em um boletim, a agência aconselhou as companhias aéreas a “não operarem no espaço aéreo do Irã” em nenhuma altitude. O órgão citou, em particular, “a situação atual e o potencial de ação militar dos EUA, que colocou as forças de defesa aérea iranianas em estado de alerta máximo” e provocou “uma probabilidade maior de identificação incorreta dentro do espaço aéreo iraniano”.
Imagens de satélite reveladas pela imprensa americana na quinta-feira indicam que os Estados Unidos deslocaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio, em meio à escalada de tensão entre Washington e Irã, marcada por ameaças reiteradas de ataque do presidente Donald Trump e por alertas de retaliação de Teerã. A movimentação ocorre dois dias depois de Trump encorajar os manifestantes iranianos ao afirmar que a “ajuda está a caminho”, em referência à onda de protestos antigovernamentais no país, que já dura mais de duas semanas e deixou centenas de mortos.
O deslocamento do grupo de ataque do porta-aviões, que inclui caças, destróieres de mísseis guiados e pelo menos um submarino, deve levar cerca de uma semana. Além disso, uma série de aviões de guerra, muitos deles vindos da Europa, deverá chegar à região em breve.
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Na última quarta-feira, EUA e Reino Unido ordenaram a retirada parcial das suas tropas da base aérea de al-Udeid, no Catar, a maior instalação militar americana no Oriente Médio, como medida de precaução. Decisão aconteceu depois que Teerã respondeu as ameaças de Trump, dizendo que, se houvesse a ofensiva, teria instalações americanas e israelenses como “alvos legítimos” — assim como fez em junho do ano passado, durante uma guerra de 12 dias, quando os EUA bombardearam o sistema nuclear iraniano e o regime reagiu lançando mísseis contra al-Udeid, que abrigava cerca de 10 mil soldados americanos.
Ouvidas pelo New York Times sob condição de anonimato, duas autoridades americanas disseram que o aumento no arsenal tinha como objetivo tanto dissuadir o regime de infligir mais violência aos manifestantes quanto fornecer a Trump — encorajado pela operação bem-sucedida que capturou o líder chavista Nicolás Maduro no início do ano, na Venezuela — mais opções no planejamento de um possível ataque militar ao Irã.
Agora, caso os EUA ataquem Teerã, espera-se que o regime retalie novamente. Por isso, o Pentágono, além do grupo de ataque do porta-aviões, também está enviando mais equipamentos de defesa aérea, incluindo mísseis interceptores, para proteger as bases na região, principalmente al-Udeid, localizada a 190 km ao sul do Irã.
(Com AFP e New York Times)
Mais de 45 militares da Força Armada venezuelana morreram na operação militar dos Estados Unidos que derrubou o presidente Nicolás Maduro, na qual houve cerca de uma centena de mortos, informou nesta sexta-feira o ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Militares americanos bombardearam, em 3 de janeiro, a capital venezuelana e cidades adjacentes em uma operação que culminou com a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que agora enfrentam um julgamento por narcotráfico em Nova York. Nesse ataque, morreram 32 cubanos membros da equipe de segurança de Maduro, homenageados na quinta-feira em Havana.
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O balanço oficial apontava pelo menos 100 mortos. Nesta sexta-feira, o ministro Padrino assegurou que foram registrados “um total de 83 falecidos, mais de 112 feridos”.
— Aí estão 47 homens e mulheres da Força Armada Nacional Bolivariana. Nove mulheres, entre eles, que deram a sua vida — disse durante uma missa em homenagem aos mortos. — O que fizeram nossos homens e mulheres da nossa Força Armada Nacional Bolivariana diante da agressão militar? Dar a sua vida, cumpriram com a história, com a pátria.
O Exército venezuelano havia publicado na semana passada, em sua conta no Instagram, notas fúnebres de 23 militares mortos: cinco alunos da escola militar, 16 sargentos e dois soldados.
A vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, seguinte na linha de sucessão e que assumiu a Presidência interina após o ataque, decretou sete dias de luto nacional pelos mortos.
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O poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, informou na terça-feira que as autoridades trabalham na identificação de “restos humanos” encontrados após a operação dos Estados Unidos.
Tributo aos cubanos mortos
Soldados cubanos seguram retratos dos 32 soldados cubanos que perderam a vida durante a incursão dos EUA na Venezuela
Yamil Lage / AFP
Na quinta-feira, cubanos realizaram um tributo nacional aos 32 militares mortos. Depois de uma cerimônia em homenagem aos falecidos no aeroporto internacional de Havana, na presença do líder Raúl Castro, de 94 anos, e do presidente, Miguel Díaz-Canel, as cinzas dos militares foram trasladadas até o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias.
Os cubanos foram convocados a se reunirem neste local, próximo da emblemática Praça da Revolução, coração político do país, para este tributo póstumo.
Membros das Forças Armadas Revolucionárias e trabalhadores civis, organizados em uma longa fila, encabeçaram as homenagens aos mortos com saudações militares, ao passar em frente às urnas cobertas com bandeiras cubanas, ao lado de condecorações e fotografias.
Cubanos exibem uma faixa contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, durante um protesto “anti-imperialista” em frente à embaixada dos EUA
YAMIL LAGE / AFP
— É um momento muito triste estar aqui recebendo nossos companheiros, mas ao mesmo tempo sentimos muito orgulho porque sabemos que defenderam sua posição até a morte — disse à AFP a tenente-coronel Magalys Leal, de 55 anos.
Para chegar ao ministério, alguns desafiaram a chuva e os problemas de transporte resultantes de uma severa crise econômica. Alguns choravam ou seguravam a bandeira cubana contra o peito, outros levavam flores.
Cubanos no cortejo fúnebre que transportava os restos mortais dos 32 soldados cubanos mortos durante a incursão dos EUA para capturar Maduro
Yamil Lage / AFP
A bordo de veículos militares, as 32 urnas percorreram os 12 km que separam o aeroporto do ministério. Dos dois lados da via, milhares de cubanos aplaudiram a passagem da caravana.
— Trump está meio mal da cabeça e não merece nem estar no poder — opinou o cozinheiro Fernando Mora, de 53 anos.
Oitenta por cento dos cubanos passaram toda a sua vida sob o embargo que Washington impõe à ilha desde 1962. Além disso, por mais de seis décadas enfrentaram todo tipo de ameaças e fortes momentos de tensão com seu vizinho poderoso.
O francês Dominique Pelicot, condenado por organizar estupros de sua então esposa Gisele Pelicot, está sendo investigado de outros crimes por uma unidade de casos não resolvidos, informou a Promotoria francesa à AFP nesta sexta-feira (16).
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A unidade de casos não solucionados começou, na segunda-feira, uma nova investigação sobre “trajetórias criminosas” para identificar outras possíveis vítimas de Pelicot, indicou a Promotoria de Nanterre, perto de Paris, confirmando informações divulgadas pela emissora RTL.
Dominique Pelicot foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão por estupro agravado, após recrutar dezenas de desconhecidos para estuprar sua então esposa depois de dopá-la na residência do casal na localidade de Mazan, no sul da França, entre 2011 e 2020.
Militares, jornalista, DJ, bombeiros… Além do marido, quem são os condenados por estuprar a francesa Gisèle Pelicot?
Gisele Pelitot, agora sua ex-esposa, foi aclamada como heroína por sua coragem e dignidade no julgamento, no qual 51 acusados foram declarados culpados.
Desde então, Dominique Pelitot foi interrogado em outros dois casos: um estupro e um assassinato em Paris em 1991, e uma tentativa de estupro na região de Sena e Marne em 1999. Ele negou o caso de 1991, mas admitiu o segundo depois que foi identificado por seu DNA.
A advogada Florence Rault, que representa as partes civis no caso, declarou que recebeu com satisfação a ampliação da investigação, mas disse à AFP: “Surpreende-me que isso não tenha sido feito há muito tempo”, considerando que o acusado foi investigado pela primeira vez em 2022.
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