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Em um artigo publicado neste domingo no jornal americano The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.
O presidente afirmou que a região não será “subserviente a projetos hegemônicos” e defendeu a construção de uma América Latina “próspera, pacífica e plural” como a única doutrina compatível com seus interesses.
No artigo, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, de qualquer país, podem ser responsabilizados por ações que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais. Ressalta, no entanto, que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”.
Para o presidente, ações unilaterais “ameaçam a estabilidade em todo o mundo, desorganizam o comércio e os investimentos, ampliam o fluxo de refugiados e enfraquecem ainda mais a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.
Lula afirma, no texto, ser “particularmente preocupante” que esse tipo de prática esteja sendo aplicado à América Latina e ao Caribe. Segundo ele, tais ações levam violência e instabilidade a uma região que busca a paz por meio da igualdade soberana entre as nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos. Lula observa que, em mais de 200 anos de história independente, “esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”, embora forças americanas já tenham intervindo anteriormente na região
Ao tratar da posição regional, Lula lembrou que a América Latina e o Caribe reúnem mais de 660 milhões de pessoas e têm “interesses e sonhos próprios a defender”. Em um mundo multipolar, escreveu, “nenhum país deveria ter suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade”.
Ao abordar a situação da Venezuela, o presidente afirmou que o futuro do país — assim como o de qualquer outro — “deve permanecer nas mãos de seu povo”. Ele acrescentou que essa é uma condição essencial para que milhões de venezuelanos, muitos deles acolhidos temporariamente no Brasil, possam retornar com segurança ao seu país. Lula enfatizou que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para proteger os mais de 2.100 quilômetros de fronteira compartilhada e aprofundar a cooperação.
“Somente um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”, escreveu.
Lula destacou que, nesse espírito, seu governo mantém um diálogo construtivo com os Estados Unidos. Segundo ele, Brasil e EUA são as duas democracias mais populosas do continente americano, e unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir.
“Somente juntos poderemos enfrentar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, conclui.
No artigo, Lula defende que os países da região avancem em uma agenda positiva, capaz de superar diferenças ideológicas em favor de resultados pragmáticos. Entre as prioridades, cita a atração de investimentos em infraestrutura física e digital, a promoção de empregos de qualidade, a geração de renda e a ampliação do comércio dentro da região e com países de fora dela. Para o presidente, a cooperação é fundamental para mobilizar os recursos necessários ao combate à fome, à pobreza, ao tráfico de drogas e às mudanças climáticas.
Lula sustenta que, ano após ano, as grandes potências vêm intensificando ataques à autoridade das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança. Segundo ele, quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, “a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.
O presidente afirma ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais provoca um cenário de anomia que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo. “Sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”, escreveu.
O presidente brasileiro também criticou a divisão do mundo em zonas de influência e as incursões neocoloniais por recursos estratégicos, classificando essas práticas como “ultrapassadas e prejudiciais”. Segundo ele, é crucial que os líderes das grandes potências compreendam que “um mundo de hostilidade permanente não é viável” e que, por mais fortes que sejam, não podem se apoiar apenas no medo e na coerção.
Mais de 200 mil casas estão sem energia elétrica em vários territórios do sul da Ucrânia ocupados pela Rússia, como consequência de um ataque do exército ucraniano, anunciaram, neste domingo (18), as autoridades instaladas por Moscou.
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“Como consequência de um ataque inimigo contra as infraestruturas da região, grande parte da região de Zaporizhzia ficou sem abastecimento elétrico”, anunciou no Telegram Yevgueni Balitski, que governa as zonas ocupadas pela Rússia nesta região.
Segundo ele, 213 mil clientes e 386 localidades da região de Zaporizhzhia estão sem eletricidade atualmente.
O governador designado por Moscou na região vizinha de Kherson, Vladimir Saldo, tinha informado, na noite anterior, sobre um bombardeio ucraniano em uma subestação elétrica, que provocou cortes de energia em 14 cidades e 450 povoados.
Posteriormente, anunciou que o abastecimento tinha sido restabelecido.
Nos últimos meses, a Rússia multiplicou os ataques maciços contra a rede elétrica ucraniana, provocando grandes cortes de eletricidade e calefação.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou “estado de emergência” no setor e pediu para aumentar as importações de eletricidade.
Segundo a força aérea ucraniana, a Rússia lançou, durante a noite, 211 drones, dos quais 167 foram derrubados. Duas pessoas morreram, segundo Zelensky.
O Ministério da Defesa russo informou, por sua vez, ter derrubado 63 drones ucranianos durante a noite, um ataque que deixou vários feridos, segundo as autoridades locais.
Autoridades federais dos Estados Unidos abriram uma investigação sobre Rebecca Good, viúva de Renee Good, morta a tiros por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) durante uma abordagem em Minneapolis, no dia 7 de janeiro. A apuração, segundo fontes ouvidas pela NBC News, busca esclarecer se Rebecca teria interferido na ação policial nos momentos que antecederam o disparo fatal.
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Renee Good, de 37 anos, foi baleada três vezes através da janela do carro após se recusar a sair do veículo. O agente envolvido, Jonathan Ross, efetuou os disparos enquanto tentava convencer a motorista a deixar o automóvel. Imagens que circularam nas redes sociais mostram Rebecca com dificuldade para abrir a porta do carro e, em seguida, dizendo à esposa para “dirigir”, enquanto agentes do ICE se aproximavam.
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Pressões políticas e reação no Ministério Público
De acordo com a imprensa local, o foco da investigação recai sobre os laços de Rebecca com grupos ativistas e sobre sua atuação no protesto do qual o casal participava como observador legal. Testemunhas relataram que, segundos antes do tiroteio, Rebecca confrontou agentes federais. O advogado da família, no entanto, afirmou à NBC News que não houve qualquer contato do FBI ou de autoridades federais indicando que Rebecca seja formalmente alvo da investigação.
A condução do caso provocou uma crise interna no Ministério Público. Pelo menos seis procuradores federais em Minnesota pediram demissão após receberem ordens para investigar Rebecca Good. Entre eles está Joe Thompson, ex-procurador interino dos EUA no estado. O governador de Minnesota, Tim Walz, criticou duramente a medida e afirmou que “a única pessoa que não está sendo investigada pelo disparo contra Renee Good é o agente federal que atirou nela”.
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Walz também se manifestou nas redes sociais sobre a saída de Thompson, classificando-a como “uma grande perda” e acusando o governo de Donald Trump de afastar servidores de carreira do Departamento de Justiça. Trump já havia descrito o casal como “agitadores profissionais”, enquanto a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, classificou as ações de Good como “terrorismo doméstico”.
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STEPHEN MATUREN/AFP
Além de Rebecca, o Departamento de Justiça abriu investigações contra o próprio governador Tim Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, sob a alegação de que declarações públicas teriam obstruído a atuação de agentes federais. Um memorando enviado em dezembro pela procuradora-geral Pam Bondi, segundo relatos, orientou promotores a enquadrar integrantes de grupos com “plataforma antifascista” em crimes como obstrução de agentes federais — delito que pode resultar em até 20 anos de prisão quando envolve o uso de arma letal, conforme a Faculdade de Direito da Universidade Cornell.
Enquanto isso, o vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que “no momento não há fundamento” para investigar o agente Jonathan Ross. Fontes ouvidas pelo The New York Times indicam que a divisão de direitos civis do Departamento de Justiça não abriu inquérito para apurar eventual violação de direitos federais no caso, tornando “cada vez menos provável” que Ross enfrente acusações criminais.
Uma funcionária de uma creche no estado de Minnesota, nos Estados Unidos, foi presa sob acusação de ter sufocado crianças pequenas para chamar a atenção, segundo promotores locais. Uma das vítimas, o bebê Harvey Muklebust, de 11 meses, morreu após sofrer uma parada respiratória enquanto estava sob os cuidados da suspeita no estabelecimento Rocking Horse Ranch.
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Theah Loudemia Russell, de 18 anos, moradora da cidade de Savage, foi detida na terça-feira (13) após uma investigação que se estendeu por cerca de três meses. Na quarta-feira, ela foi encaminhada à Cadeia do Condado de Scott e formalmente acusada de homicídio em segundo grau e de agressão qualificada em primeiro e terceiro graus, além de outras imputações ainda não detalhadas publicamente, de acordo com informações divulgadas pela revista People.
Sequência de incidentes levantou suspeitas
As autoridades afirmam que a polícia foi acionada inicialmente em 19 de setembro, quando uma bebê de quatro meses foi encontrada sem respirar por alguns instantes na creche. Na ocasião, o episódio foi tratado como um problema médico, e a criança recebeu atendimento hospitalar antes de ser liberada. No entanto, dias depois, a mesma bebê voltou a ser encontrada inconsciente no local, o que levou médicos a alertarem a polícia sobre a possibilidade de asfixia, segundo a emissora KARE 11 News.
Poucas horas após esse segundo episódio, Russell ligou para o serviço de emergência relatando que Harvey Muklebust havia parado de respirar. Equipes de resgate encontraram o bebê sem reação e ele foi levado ao hospital, onde a morte foi confirmada pouco depois. A creche foi imediatamente fechada, e o Departamento de Serviços Humanos de Minnesota suspendeu a licença do estabelecimento no dia seguinte, citando “risco iminente de danos” às crianças.
Segundo o chefe de polícia de Savage, Brady Juell, a apuração revelou um padrão claro. “Theah Russell era um denominador comum em todos esses incidentes”, afirmou durante entrevista coletiva. Ele destacou que a jovem trabalhava havia apenas três semanas na creche quando os casos ocorreram e que seu comportamento levantou suspeitas desde o início.
A investigação incluiu entrevistas com funcionários, pais e familiares, além da análise do histórico da suspeita. De acordo com Juell, foram identificados registros de comportamentos anteriores voltados à busca por atenção, como chamadas injustificadas ao número de emergência e episódios considerados erráticos. Documentos judiciais citados pela KARE indicam que Russell teria admitido, em depoimento, ter provocado as situações como forma de chamar a atenção.
Especialistas ouvidos pela imprensa local apontaram semelhanças do caso com a chamada Síndrome de Munchausen por procuração, condição em que o agressor provoca ou simula doenças em terceiros para obter reconhecimento ou simpatia. Para o ex-detetive Michael Weber, consultor em casos de abuso infantil, trata-se de um comportamento compulsivo e de alto risco, conforme declarou à KARE.
Russell permanece detida com fiança estipulada em US$ 3,5 milhões, segundo a Fox 9 News, e deve comparecer pela primeira vez ao tribunal em 4 de fevereiro. Enquanto isso, familiares de Harvey Muklebust criaram uma campanha no GoFundMe para custear o funeral. Na página, o bebê é descrito como “pura felicidade e luz”, lembrado pelo sorriso que, segundo a família, “iluminava qualquer ambiente”.
Milhões de portugueses vão às urnas neste domingo para escolher o substituto do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, com um número recorde de 11 candidatos no pleito. Segundo as pesquisas, a extrema direita, principal força de oposição do país, pode colocar seu candidato, André Ventura, em um eventual segundo turno, previsto para 8 de fevereiro.
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As pesquisas indicam que Ventura, presidente do partido de extrema direita Chega, pode liderar a votação, embora o deputado de 42 anos tenha poucas chances de vencer o segundo turno. Na disputa pela segunda colocação, o candidato socialista António José Seguro, de 63 anos, aparece com uma leve vantagem nas pesquisas sobre o eurodeputado liberal João Cotrim Figueiredo.
Ventura, de fato, encerrou a campanha pedindo aos demais partidos de direita que não “coloquem obstáculos” a um eventual segundo turno com o candidato socialista. Mas, em seu último comício na noite da última sexta-feira, o autoproclamado “candidato do povo” voltou a endurecer o discurso ao afirmar que não tentaria “agradar a todos” e prometer “colocar ordem” no país.
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— Espero que ele avance, e não apenas no primeiro turno — disse a apoiadora Isabel, de 62 anos. — Os outros candidatos pertencem a partidos que já estiveram no poder, e o resultado está aí. É sempre a mesma coisa.
O presidente do Chega disputou as eleições presidenciais de 2021, quando obteve 11,9% dos votos e terminou em terceiro lugar. Desde então, seu partido não parou de crescer nas urnas, alcançando 22,8% dos votos e 60 deputados nas eleições legislativas de maio do ano passado.
Apelo aos democratas
O candidato socialista António José Seguro apostou em uma imagem conciliadora e moderada, apresentando-se como defensor da democracia e dos serviços públicos.
— Apelo a todos os democratas, a todos os progressistas e a todos os humanistas para concentrarem seus votos em nossa candidatura — pediu Seguro no último dia de campanha.
Em Portugal, o presidente é, em grande parte, uma figura simbólica sem poder executivo. O chefe de Estado procura, sobretudo, manter-se acima das disputas políticas, mediando conflitos e atenuando tensões.
No entanto, o presidente é uma voz influente e possui ferramentas poderosas, podendo vetar leis aprovadas pelo Parlamento, embora o veto possa ser anulado. O chefe de Estado também detém o que, no jargão político português, se chama de “bomba atômica” — o poder de dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas.
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Os acontecimentos políticos em Portugal têm pouca influência na direção geral da União Europeia. O país possui uma das menores economias do bloco e suas Forças Armadas são de tamanho modesto.
— Precisamos de um presidente que melhore este país, porque a saúde, a educação, tudo precisa ser reconstruído — afirmou a vendedora de frutas Sofia Taleigo, de 55 anos.
A identidade do homem que morreu em um acidente de trabalho envolvendo equipamentos de confeitaria em Miami foi divulgada neste fim de semana. Mordehay Grunberger, de 71 anos, morreu após ficar preso em uma masseira industrial no South Florida Kosher Market, segundo informações das autoridades locais.
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De acordo com investigadores ouvidos pela emissora Local10, o acidente ocorreu por volta das 4h da manhã (horário local) de sexta-feira (16). Grunberger não resistiu aos ferimentos. Funcionários do mercado se recusaram a comentar o caso, conforme noticiou a CBS Miami, e a explicação exata para a morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Investigação e apuração das causas
A polícia informou que não há indícios de crime e que a morte aparenta ter sido acidental. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (OSHA) foi acionada e conduz uma investigação no local. Peritos e o médico-legista permaneceram no mercado por horas após o ocorrido, que foi isolado com fitas de segurança e contou com forte presença policial.
Grunberger trabalhava havia muitos anos como padeiro no estabelecimento e era descrito, em um perfil público em rede social, como chef de confeitaria. A polícia de North Miami Beach afirmou que, até o momento, não há novas informações sobre as circunstâncias do acidente.
Em uma homenagem publicada nas redes sociais, a esposa, Inna Gastman Maor, expressou a dor pela perda do marido. “Hoje, meu amado marido Miki, a pessoa mais próxima da minha vida, meu melhor amigo e pai dos meus dois lindos filhos, faleceu tragicamente”, escreveu. Em outra mensagem, acrescentou: “Eu me perdi. Eu o amo muito. Ele é o amor da minha vida”.
Moradora de Cooper City, a cerca de 24 quilômetros do mercado, Inna compartilhava com frequência fotos e vídeos do casal, incluindo viagens pelo mundo. Menos de uma semana antes do acidente, ela publicou uma montagem com imagens ao lado do marido, embalada pela música Enjoy Every Moment, de Noa Belle.
Amigos e conhecidos também prestaram homenagens nas redes sociais, destacando a proximidade da família e o legado deixado por Grunberger.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca inicia neste domingo uma turnê pela Noruega, Reino Unido e Suécia, três aliados próximos e membros da OTAN, com o objetivo de reforçar a coordenação sobre a segurança na região do Ártico, informou sua pasta ministerial.
Lars Lokke Rasmussen chegará a Oslo neste domingo, antes de viajar na segunda-feira a Londres e na quinta-feira a Estocolmo.
A visita ocorre em um contexto de crescente tensão, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a vários países europeus por sua recusa às suas aspirações de assumir o controle da Groenlândia, um território autônomo dinamarquês.
Trump também acusou esses Estados — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia — de participar de um “jogo muito perigoso” após o envio de um pequeno contingente militar à ilha para preparar futuros exercícios em condições de frio extremo.
Em um comunicado, Rasmussen ressaltou que, “em um mundo instável e imprevisível, a Dinamarca precisa de aliados próximos” e destacou que os países nórdicos e europeus compartilham a convicção de que a OTAN deve reforçar seu papel no Ártico.
Enquanto isso, os embaixadores da União Europeia estão previstos para se reunir com caráter de urgência neste domingo em Bruxelas, e o presidente francês, Emmanuel Macron, manterá conversas com outros líderes europeus diante de uma crise sem precedentes entre membros da Aliança.
O presidente do Chile, Gabriel Boric, decretou na madrugada deste domingo estado de catástrofe em duas regiões do sul do país devido aos incêndios florestais que afetam a zona e provocaram a evacuação de cerca de 20 mil pessoas.
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Brigadistas florestais combatem 19 incêndios em todo o país, 12 deles nas regiões de Ñuble e Biobío, a aproximadamente 500 quilômetros ao sul de Santiago.
“Diante dos graves incêndios em andamento, decidi declarar estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Biobío. Todos os recursos estão disponíveis”, informou o mandatário em uma publicação no X.
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Ainda não há um informe sobre possíveis vítimas ou residências afetadas. Vídeos nas redes sociais mostram o avanço das chamas nas regiões de Ñuble e Biobío.
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De acordo com imagens divulgadas pela televisão local, as chamas atingiram zonas povoadas, especialmente nos municípios de Penco e Lirquén, na região de Biobío, onde vivem cerca de 60 mil pessoas. Também foram registrados carros queimados nas ruas.
“A zona de Penco e todo o setor de Lirquén é a mais crítica e onde foram realizadas mais evacuações. Calculamos que cerca de 20 mil pessoas foram evacuadas”, declarou Alicia Cebrián, diretora do Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres (Senapred), em entrevista ao canal Mega.
Nos últimos anos, os incêndios florestais têm afetado fortemente o país, especialmente na zona centro-sul.
Em 2 de fevereiro de 2024, vários incêndios eclodiram simultaneamente nos arredores da cidade de Viña del Mar, 110 km a noroeste de Santiago. O sinistro causou 138 mortes, segundo dados atualizados do Ministério Público. Além disso, 16 mil pessoas foram afetadas pelos incêndios, de acordo com números oficiais.
Cinco esquiadores que praticavam off-piste — fora das áreas sinalizadas — morreram após duas avalanches registradas nos Alpes Austríacos, em meio a fortes nevascas que atingem a região. Os acidentes ocorreram no distrito de Pongau, próximo a Salzburgo, segundo autoridades locais de resgate em montanha.
No episódio mais grave, uma avalanche atingiu um grupo de sete esquiadores na tarde de sábado. Quatro pessoas morreram no local e uma ficou gravemente ferida. O serviço de resgate foi acionado por volta das 14h no horário local (13h em Brasília). As vítimas foram encontradas soterradas pela neve, e as equipes enfrentaram condições adversas para o resgate.
Cerca de uma hora e meia antes, outra avalanche na mesma região havia soterrado uma esquiadora em terreno alpino aberto. Ela não resistiu aos ferimentos, elevando para cinco o número de mortos apenas neste sábado.
— Nossas mais profundas condolências às famílias. Essa tragédia demonstra de forma dolorosa o quão grave é a atual situação de risco de avalanches — afirmou Gerhard Kremser, chefe distrital do serviço de resgate em montanha de Pongau.
Segundo as autoridades, outras avalanches foram registradas ao longo do dia na região, mas sem deixar feridos. Ainda assim, o alerta permanece elevado devido à combinação de neve recente, vento forte e instabilidade do terreno.
Os acidentes se somam a uma série de ocorrências fatais nos Alpes nos últimos dias. Na terça-feira, um adolescente tcheco de 13 anos morreu ao ser atingido por uma avalanche enquanto esquiava em Bad Gastein. No domingo anterior, um esquiador de 58 anos morreu em Weerberg, no oeste da Áustria.
Os restos de um raro “super navio” medieval foram descobertos na costa da Dinamarca e já são considerados um marco da arqueologia marítima. Trata-se da maior coca — principal embarcação de carga da Idade Média — já encontrada no mundo, com cerca de 28 metros de comprimento, nove metros de largura e capacidade estimada para transportar até 300 toneladas de mercadorias. O navio tem aproximadamente 600 anos e data do início do século XV.
Batizado de Svælget 2, em referência ao canal onde foi localizado, o naufrágio está excepcionalmente bem preservado graças a uma camada de areia que o manteve protegido das correntes e da ação do tempo, a uma profundidade de 13 metros. A conservação permitiu identificar detalhes estruturais raramente observados, como vestígios do cordame e as extensas ruínas de um castelo de popa — uma espécie de convés coberto que oferecia abrigo à tripulação.
Vida a bordo e avanços tecnológicos
Durante as escavações, mergulhadores encontraram objetos pessoais como pratos de madeira pintados, sapatos, pentes e terços, além de utensílios domésticos, oferecendo um retrato direto do cotidiano dos marinheiros no século XV. Também foram identificados restos de provisões, como peixe e carne, e peças de madeira finamente cortadas que podem ter sido usadas na preparação de bacalhau seco.
Uma das descobertas mais surpreendentes foi a cozinha de tijolos do navio, considerada a mais antiga desse tipo já encontrada em águas dinamarquesas. Composta por cerca de 200 tijolos e 15 telhas, a estrutura permitia cozinhar em fogo aberto. No local, arqueólogos localizaram panelas de bronze, tigelas de cerâmica e utensílios de mesa. Segundo o líder da escavação, Otto Uldum, do Museu de Navios Vikings, a presença da galera indica um nível de conforto e organização incomum para a época, aproximando a alimentação a bordo da rotina em terra firme.
Uma panela encontrada nos destroços de um navio medieval. Especialistas descreveram a descoberta como um “marco para a arqueologia marítima”
Divulgação/Viking Ship Museum
“A descoberta é um marco para a arqueologia marítima. É a maior coca que conhecemos e nos dá uma oportunidade única de entender tanto a construção quanto a vida a bordo dos maiores navios mercantes da Idade Média”, afirmou Uldum. Ele destacou ainda que os castelos — plataformas de madeira nas extremidades do navio — eram conhecidos apenas por ilustrações históricas e nunca haviam sido documentados arqueologicamente.
Especialistas explicam que as cocas eram embarcações eficientes, capazes de transportar grandes volumes de carga com tripulações relativamente pequenas. Esses navios eram fundamentais nas rotas comerciais que ligavam a atual Holanda, contornavam a região de Skagen e seguiam pelo Estreito de Øresund até as cidades do Mar Báltico.
Mergulhadores descobriram até mesmo pratos de madeira pintados, sapatos, pentes e terços, oferecendo um vislumbre da vida da tripulação a bordo
Divulgação/Viking Ship Museum
Apesar da dimensão do navio, nenhum vestígio direto da carga foi encontrado. Os pesquisadores acreditam que mercadorias como sal, tecidos ou madeira teriam se dispersado no momento do naufrágio, já que o porão não era coberto. A ausência de lastro sugere que o Svælget 2 estava carregado até o limite, reforçando sua função estritamente mercante, sem indícios de uso militar.
Os componentes do navio passam agora por um processo de conservação no Museu Nacional de Brede. Para Uldum, o achado confirma que as cocas podiam atingir proporções muito maiores do que se imaginava. “O Svælget 2 nos oferece uma peça tangível do quebra-cabeça e ajuda a entender como tecnologia e sociedade evoluíram juntas em uma época em que o transporte marítimo era a espinha dorsal do comércio internacional”, concluiu.

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