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Até o retorno de Donald Trump ao poder nos EUA, há um ano amanhã, a Casa Branca adotava uma atitude cautelosa em relação à política interna dos demais países do continente, sobretudo durante processos eleitorais — mas não apenas. O governo Trump 2.0 abandonou tons e atitudes ambíguas e decidiu jogar abertamente a favor de seus aliados e contra seus adversários latino-americanos e na América do Norte. Para isso, adotou duas estratégias essenciais: promessas de ajuda e de um relacionamento privilegiado, a quem deseja favorecer, e ataques militares, ameaças, sanções e tarifaços para intimidar governos inimigos. Após um primeiro ano com permanentes sobressaltos e até mesmo uma ação militar inédita na América do Sul nos últimos 200 anos, é impossível pensar a política do Hemisfério Ocidental sem considerar o fator Trump como central. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A ação dos EUA na Venezuela em 3 de janeiro revelou o papel central do uso da força na política externa americana implementada pelo governo Donald Trump — que, apesar de impressionar pela contundência, não é uma novidade na abordagem de Washington na região, na avaliação do analista político Brian Winter, brasilianista e editor-chefe da Americas Quartely, que há mais de 25 anos segue de perto as relações EUA-América Latina. Em conversa com O GLOBO, Winter afirmou que a centralização no presidente da definição e execução da política externa aumentou a imprevisibilidade das ações americanas na região e classificou como possíveis novas ações militares, inseridas na leitura de segurança nacional da nova Casa Branca. Leia trechos da entrevista: Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A União Europeia (UE) avalia impor tarifas de retaliação sobre produtos americanos e mesmo recorrer a suas sanções econômicas mais séries em resposta à decisão anunciada anteontem pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de impor a partir de 1º de fevereiro 10% de tarifas a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia, membros da Otan (aliança militar ocidental) que enviaram tropas à Groenlândia para uma missão de treinamento. Segundo o presidente americano, a alíquota subirá para 25% em 1º de junho caso não seja alcançado “um acordo para a compra completa e total da Groenlândia”, que é um território dinamarquês. O ultimato marca a crise mais séria nas relações transatlânticas em décadas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Ao menos 21 pessoas morreram e várias ficaram feridas após a colisão de dois trens neste domingo no sul da Espanha, informaram autoridades locais. O acidente ocorreu na província de Córdoba, na região da Andaluzia, e envolveu composições que transportavam centenas de passageiros.
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Inicialmente, um porta-voz da polícia havia informado à agência AFP a morte de cinco pessoas, mas o número de vítimas fatais foi atualizado horas depois para dez e depois para 21, no relatório mais recente. Segundo os serviços de emergência da Andaluzia, ao menos 25 feridos estão em estado grave.
Segundo a administradora da infraestrutura ferroviária espanhola, a ADIF, um trem que seguia de Málaga para Madri descarrilou nas proximidades do município de Adamuz, invadiu a linha contrária e colidiu com outro trem que vinha em sentido oposto. Com o impacto, a segunda composição também descarrilou.
— Recebemos chamadas de pessoas relatando haver feridos e passageiros presos — afirmou à AFP um porta-voz dos serviços de emergência regionais.
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Uma testemunha disse à emissora pública TVE que um dos vagões do primeiro trem chegou a virar completamente.
Imagens exibidas pela televisão espanhola mostraram equipes médicas e do Corpo de Bombeiros atuando no resgate das vítimas no local do acidente. Um jornalista da rádio pública RNE, que estava a bordo de um dos trens, afirmou que o impacto foi sentido como “um terremoto”. Segundo ele, passageiros utilizaram martelos de emergência para quebrar janelas dos vagões e conseguir sair.
No X, uma usuária chamada Carmen, que estava no trem do momento do acidente, compartilhou imagens que mostram o estado dos trens após a colisão:
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Relatos da imprensa local indicam que cerca de 400 pessoas estavam a bordo das duas composições no momento da colisão.
Em nota, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que acompanha a situação “de perto”. Já a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, disse que os hospitais da região estão à disposição da Andaluzia, caso seja necessário reforço no atendimento às vítimas.
O tráfego ferroviário entre Madri e a Andaluzia foi suspenso, enquanto as autoridades investigam as causas do acidente.
O candidato socialista António José Seguro alcançou o primeiro lugar nas eleições presidenciais deste domingo, em Portugal, de acordo com as pesquisas boca de urna divulgadas ao fim do pleito. Com o resultado, Seguro superou o líder da extrema direita André Ventura, que era apontado como favorito na disputa. A TV pública RTP projetou Seguro com algo entre 30% e 35% dos votos, e Ventura, com 20% a 24% — ainda disputando uma vaga no segundo turno com o liberal João Cotrim, que deve alcançar de 17% a 21% dos votos válidos.
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A superioridade do candidato socialista no primeiro turno contrariou as pesquisas realizadas até então, que apontavam que Ventura, líder do partido radical Chega, na primeira colocação. Seguro, de 63 anos , incorporou em sua campanha a imagem de integrador e moderado, defensor da democracia e dos serviços públicos frente ao “extremismo”.
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— Convoco todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a concentrarem seus votos em nossa candidatura — declarou, no último dia de campanha.
Ventura, que se autoproclamou como “candidato do povo”, encerrou sua campanha pedindo aos outros partidos de direita para não “colocarem obstáculos” em um eventual segundo turno com o candidato socialista — as mesmas projeções que indicavam a dianteira no primeiro turno para o candidato, previam sua derrota no segundo turno, em 8 de fevereiro. Pouco após o fechamento das urnas, e com os números indicando sua ida ao segundo turno, o candidato disse esperar unir todos os votos de direita a seu favor no segundo turno.
— O que vamos ter a partir de amanhã é uma luta entre o socialismo e quem não quer o socialismo — disse Ventura, em uma fala registrada pelo jornal português Público. — [Agora é hora de] liderar a direita, agregar, juntar esforços para evitar o que ninguém à direita quer, que é um socialista em Belém.
Sob a liderança de Ventura, o Chega cresceu e conquistou uma presença massiva no Parlamento de Portugal, conquistando 60 deputados nas legislativas de maio. Apesar dos recentes resultados, a sigla ainda é vista com desconfiança por outros partidos de direita, que evitam uma aproximação com os radicais.
Em uma primeira manifestação após os resultados parciais, o primeiro-ministro Luís Montenegro disse que sua sigla, o Partido Social Democrata (PSD), não apoiaria nenhum candidato no 2º turno, após seu concorrente, Luis Marques, pode terminar em quinto lugar, com entre 8% e 11% dos votos, segundo as projeções — em uma frustrante quinta colocação.
A avaliação inicial do premier foi de que a “divisão de votos” com outros candidatos de centro-direita, como o terceiro colocado, Cotrim, teria tirado a corrente política governista do segundo turno.
O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português (PCP) anunciaram apoio expresso a Seguro ainda na noite do domingo, convocando seus eleitores a se posicionarem contra o avanço da extrema direita no país.
— [Impõe-se evitar] uma agenda e concepções reacionárias, retrógradas e antidemocráticas de questionamento do regime democrático e de ostensiva desvalorização e ataque à Revolução de Abril — disse o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo. — [Fazê-lo] exige de forma clara e evidente o voto contra a candidatura de André Ventura e conduz o voto em António José Seguro.
O presidente português não tem poderes executivos, mas pode ter um papel de árbitro em caso de crise, pois tem o direito de dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas. O vencedor do segundo turno vai substituir o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, eleito duas vezes em primeiro turno. (Com AFP)
Em meio a escalada de tensão com os Estados Unidos, o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, advertiu neste domingo que qualquer ataque contra o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, será considerado uma declaração de guerra. Enquanto isso, o acesso à internet foi parcialmente restabelecido no Irã, 10 dias depois de o regime impor um bloqueio nacional devido à onda de protestos, que duraram mais de duas semanas e deixaram centenas de mortos, informou a Netblocks, uma organização de cibersegurança.
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“Um ataque contra o grande líder do nosso país equivale a uma guerra total contra a nação iraniana”, escreveu Pezeshkian no X, em aparente resposta ao presidente americano, Donald Trump, que, após reiteradas ameaças de ataque à Republica Islâmica, afirmou que “é hora de buscar uma nova liderança no Irã”.
No sábado, Khamenei, culpou Trump pelas mortes ocorridas na recente onda de protestos no país, duramente reprimida pelas forças de segurança, segundo diversas ONGs.
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— Consideramos o presidente americano culpado pelos mortos, pelos danos e pelas acusações formuladas contra a nação iraniana — afirmou o aiatolá perante uma multidão de apoiadores reunidos para uma festividade religiosa. — Tudo isto foi uma conspiração americana (…) o objetivo dos Estados Unidos é devorar e submeter o Irã militar, política e economicamente.
Segundo o balanço mais recente da Iran Human Rights (IHR), pelo menos 3.428 manifestantes morreram. Outras estimativas elevam este número a mais de 5 mil, segundo esta ONG com sede na Noruega. Ainda assim, a ONG alerta que o número real de mortos provavelmente é muito maior, mas a imprensa não consegue confirmar de forma independente esse balanço por conta do apagão de internet.
Desde a semana passada, as autoridades iranianas afirmam que têm controle das manifestações, que eclodiram no final do ano passado contra a crise econômica e se transformaram em um grande movimento contra o regime teocrático no poder desde a Revolução Islâmica, em 1979. Neste domingo, Teerã determinou a reabertura das escolas e das universidades.
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No último dia 8, o Irã cortou, sem aviso prévio, todas as comunicações, em resposta à onda de manifestações. Jornalistas da AFP em Teerã conseguiram se conectar à internet neste domingo, embora a maioria dos provedores de acesso sigam bloqueados. “Os dados de tráfego indicam um retorno significativo a alguns serviços on-line, como o Google, o que sugere que foi habilitado um acesso com alto nível de filtragem”, afirmou a Netblocks nas redes sociais.
As ligações telefônicas para o exterior, por exemplo, foram restabelecidas na última terça-feira e as mensagens de texto, no sábado. Em condições normais, os aplicativos estrangeiros mais usados no Irã são Instagram, WhatsApp e Telegram, apesar das restrições que obrigam o uso de uma rede virtual privada (VPN).
Nos últimos dias, grandes marchas em solidariedade aos protestos no Irã foram realizadas em várias cidades do mundo, incluindo manifestações em Berlim, Londres e Paris neste domingo.
Na última terça-feira, após dias de constantes ameaças, Trump afirmou que todas as reuniões com autoridades iranianas foram canceladas até que a repressão pare e acrescentou: “A ajuda está a caminho”.
Dois dias depois, a imprensa americana revelou imagens de satélite que indicam que os EUA deslocaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque do Mar da China Meridional em direção ao Oriente Médio.
Em Teerã, o ministro das Relações Exteriores, Abás Araqchi, também havia afirmado na última segunda-feira que o Irã está “preparado para uma guerra”.
Já no último domingo, o presidente do Parlamento iraniano afirmou que, caso os EUA lancem um novo ataque, Teerã retaliaria mirando alvos militares e navais americanos, além de instalações israelenses.
— Em caso de um ataque militar dos Estados Unidos, a ocupação [referindo-se a Israel] e as bases militares americanas e navios serão ambos nossos alvos legítimos — declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Legislativo iraniano, em comentários transmitidos pela televisão estatal.
Os integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza, anunciado no sábado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terão mandato de três anos. Segundo informação confirmada por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas aqueles que desembolsarem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo poderão ocupar cargos vitalícios.
Lula foi convidado por Trump a integrar o conselho. De acordo com esses interlocutores, o governo brasileiro começa a avaliar a proposta na segunda-feira e considera que a decisão não pode ser tomada sem uma análise detalhada das consequências políticas e diplomáticas da iniciativa.
A estrutura do conselho está sendo enviada a cerca de 60 países em um documento preliminar que prevê que cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito à renovação pelo presidente. O texto estabelece ainda que o limite de três anos não se aplicará aos países que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em recursos financeiros no primeiro ano de funcionamento do órgão.
Auxiliares de Lula afirmam que ainda é necessário compreender com precisão o papel do conselho, sua composição e seus efeitos práticos antes de qualquer resposta oficial do Brasil. A proposta tem gerado questionamentos internacionais, sobretudo pela ausência de representantes palestinos no núcleo decisório e pelo protagonismo direto dos EUA na condução do órgão.
Além de Lula, o convite para integrar o conselho foi estendido a presidentes e outros líderes internacionais, entre eles Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo informações divulgadas pelo governo americano.
O Conselho de Paz integra a nova fase do plano anunciado por Washington para a Faixa de Gaza, voltado à reconstrução do território e à definição de um modelo de governança após o conflito entre Israel e o Hamas.
Na noite de sábado, em sua plataforma Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu um ultimato que coloca a Europa em rota de colisão com Washington. Na ocasião, Trump exigiu um acordo para comprar a Groenlândia, afirmando que imporia tarifas a um grupo de nações europeias que se oporem à sua ambição, primeiro de 10% em fevereiro e depois de 25% em junho. Com isso, ele pôs fim a meses de progresso nas negociações comerciais com seus aliados europeus e membros da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA.
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A medida imposta pelo republicano parece deixar pouca margem de manobra ou negociação para a Europa em uma era geopolítica dura e conflituosa. Também deixou a Europa com poucas opções para se contrapor às decisões de Trump sem sofrer represálias.
Os líderes europeus, por sua vez, relutam em aceitar a tomada forçada de um território autônomo controlado pela Dinamarca, membro tanto da Otan quanto da União Europeia.
Autoridades e analistas argumentam cada vez mais que a Europa precisará responder a Trump com firmeza, provavelmente retaliando no âmbito comercial. Mas fazê-lo poderá ter um alto custo tanto para a economia do bloco quanto para sua segurança, visto que a Europa continua fortemente dependente dos Estados Unidos para segurança da Otan e na guerra na Ucrânia.
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— Ou travamos uma guerra comercial, ou estamos em uma guerra de verdade — disse Jacob Funk Kirkegaard, pesquisador sênior do Bruegel, um instituto de pesquisa em Bruxelas, capital da Bélgica, onde acontece uma reunião da União Europeia neste domingo sobre tudo que envolve o desejo de Trump sobre a Groenlândia.
Os europeus passaram mais de um ano insistindo que a Groenlândia não está à venda e repetindo constantemente que o destino da enorme ilha, que é rica em minerais estratégicos, deve ser decidido por seu povo e pela Dinamarca. Na semana passada, oito países europeus enviaram tropas à Groenlândia para exercícios militares — uma demonstração de solidariedade que pode ter irritado Trump, visto que estes mesmos oito países foram ameaçados pelas tarifas.
Enquanto Trump insiste que os EUA precisam assumir o controle da Groenlândia por questão de “segurança nacional”, o deslocamento dos militares europeus para a ilha visam reforçar o compromisso da Europa com o policiamento do Ártico, região ameaçada, segundo o presidente americano, pela Rússia e pela China.
Nesse sentido, os exercícios faziam parte de um esforço contínuo para apaziguar Trump. Durante semanas, autoridades de toda a Europa descartaram as ameaças do presidente de tomar a Groenlândia, mesmo pela força militar, como improváveis. Muitos as viam mais como táticas de negociação e esperavam que pudessem satisfazer o presidente americano com uma disposição para reforçar a defesa e os gastos na ilha.
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Mas a obsessão de Trump em manter o controle da ilha e sua retórica cada vez mais agressiva estão destruindo as esperanças europeias de que a política de apaziguamento e diálogo funcione. Diante da realidade de que um acordo negociado é cada vez menos provável, os europeus agora correm contra o tempo para descobrir como responder à campanha de pressão de Washington.
Resposta da Europa
Poucas horas após a publicação de Trump no Truth Social, membros do Parlamento Europeu anunciaram que irão congelar a ratificação do acordo comercial firmado entre Trump e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em agosto do ano passado. Além disso, membros do Parlamento Europeu estão defendendo retaliações comerciais.
A Europa possui uma arma comercial criada especificamente para se defender de coerção política de forma rápida e enérgica, e, à medida que as ameaças de Trump se consolidavam, os políticos argumentavam que este era o momento de utilizá-la.
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A ferramenta — oficialmente chamada de “instrumento anticoerção”, apelidada de “bazuca” comercial da Europa — poderia ser usada para impor limitações a grandes empresas de tecnologia americanas ou outros prestadores de serviços que realizam grandes volumes de negócios no continente. Mas seu uso aumentaria drasticamente as tensões transatlânticas.
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— A questão é: até onde você quer ir? — disse Penny Naas, especialista em políticas públicas europeias do think tank German Marshall Fund.
Os líderes europeus ainda esperam conseguir chegar a um acordo por meio do diálogo. Ursula von der Leyen adotou um tom conciliador em uma publicação nas redes sociais na noite de sábado. “O diálogo continua sendo essencial, e estamos empenhados em dar continuidade ao processo iniciado na semana passada entre o Reino da Dinamarca e os Estados Unidos”, escreveu ela.
Neste domingo, os membros europeus da Otan ameaçados de tarifas por Trump afirmaram que “permanecem unidos” e que “as tarifas prejudicam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma espiral descendente perigosa”.
As negociações
Até o momento, as negociações têm sido praticamente infrutíferas. Na última quarta-feira, os chanceleres da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram com o vice-presidente americano, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio na Casa Branca. Após o encontro, os dinamarqueses e groenlandeses reconheceram que as duas partes permanecem em impasse, mas expressaram esperança ao criarem um grupo de trabalho para seguir com as discussões.
Esse otimismo foi rapidamente frustrado quando a Casa Branca afirmou que o grupo deveria trabalhar na “aquisição” da Groenlândia pelos Estados Unidos.
— Isso é pura força bruta — disse Naas. — O presidente realmente quer a Groenlândia e não vai desistir disso.
A Groenlândia demonstra poucos sinais de querer ser adquirida, seja por dinheiro ou pela força militar. Os groenlandeses, por vezes, ressentem-se do poder dinamarquês, mas sondagens e entrevistas indicam que a maioria não quer abrir mão da educação gratuita e do sistema universal de saúde.
Além disso, à medida que Trump adota uma postura mais agressiva, os líderes europeus estão se tornando mais diretos.
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Emmanuel Macron, presidente da França, escreveu nas redes sociais que “nenhuma intimidação ou ameaça nos influenciará”. Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia, escreveu que “não nos deixaremos chantagear”.
Até mesmo Keir Starmer, premier do Reino Unido — que, assim como a Noruega, não faz parte da União Europeia, mas foi incluído na lista de países que sofrerão com as tarifas — classificou a medida tarifária de Trump como “completamente errada”. Nos últimos meses, Starmer, inclusive, cultivou cuidadosamente uma relação positiva com a Casa Branca.
“Obviamente, trataremos disso diretamente com o governo dos EUA”, disse o premier britânico em um comunicado.
Os incêndios florestais que atingem o sul do Chile deixaram pelo menos pelo menos 15 mortos, disse a jornalistas o ministro da Segurança, Luis Cordero. O presidente do país, Gabriel Boric, decretou na madrugada deste domingo estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Biobío. As chamas, que assolam a área, já forçaram a retirada de aproximadamente 50 mil pessoas.
Concepción, capital da Região de Biobío e localizada a cerca de 500 km ao sul de Santiago, está sendo duramente castigada. Imagens mostram casas e carros consumidos pelo fogo. Veja abaixo.
Bombeiros as chamas do incêndio florestal que atinge as habitações da cidade de Concepción, no Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Um carro e uma casa são tomados pelas chamas durante um incêndio florestal em Concepción, no Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Um bombeiro corre por uma rua enquanto uma casa queima durante um incêndio florestal em Concepción, Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Bombeiro durante o combate das chamas do incêndio florestal em Concepción, no Chile
GUILLERMO SALGADO / AFP
Casas destruídas pelo incêndio florestal que atinge Concepción, no Chile.
GUILLERMO SALGADO / AFP
Um menino de 12 anos luta pela vida após ter sido atacado por um tubarão na tarde deste domingo (18) em uma praia popular de Sydney, na Austrália. O incidente ocorreu por volta das 16h30 (horário local) no Parque Nielsen, em Vaucluse, área bastante frequentada por famílias e que conta com uma zona de natação cercada por redes, além de trechos de águas abertas.
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Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, o garoto estava acompanhado de pelo menos outras cinco crianças no momento do ataque, ocorrido próximo a uma área rochosa onde eles pulavam no mar. Os amigos tentaram prestar ajuda imediatamente até a chegada dos serviços de emergência, acionados poucos minutos depois por testemunhas.
Atendimento de emergência e investigação
A polícia informou que mobilizou “diversos recursos”, incluindo paramédicos de terapia intensiva e equipes aeromédicas. Agentes da Polícia Aquática aplicaram dois torniquetes médicos ainda a bordo de uma embarcação oficial, antes de o menino ser transportado de barco até Rose Bay. De lá, ele seguiu para o Hospital Infantil de Sydney, em Randwick.
De acordo com um porta-voz do serviço de ambulâncias, o paciente, um adolescente com ferimentos graves em ambas as pernas, chegou ao hospital em estado crítico. A polícia afirmou que as lesões são compatíveis com o que se acredita ser um ataque de um tubarão de grande porte.
Após o episódio, a praia foi interditada e os banhistas orientados a evitar a região. A área rochosa onde as crianças estavam foi isolada, enquanto equipes seguem à procura do animal responsável pelo ataque. Crianças que presenciaram a cena receberam apoio de policiais ainda na praia.
A ministra da Agricultura do estado, Tara Moriarty, declarou que o Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional trabalha para identificar a espécie envolvida. Em nota, ela classificou o episódio como “um ataque trágico” e afirmou que os pensamentos das autoridades estão com o menino, sua família e os jovens que estavam no local no momento do ocorrido.

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