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A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira que irá dissolver o Parlamento na sexta-feira, com o objetivo de convocar eleições antecipadas em 8 de fevereiro e, segundo afirmou, obter um mandato mais sólido.
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“Na qualidade de primeira-ministra, decidi hoje dissolver a Câmara Baixa no dia 23 de janeiro”, disse Takaichi em coletiva de imprensa.
Takaichi assumiu o cargo em outubro, tornando-se a primeira mulher a chefiar o governo do país. Desde então, seu gabinete mantém índices de aprovação próximos de 70%, segundo pesquisas recentes.
Apesar da popularidade, o bloco governista conta com uma maioria estreita na Câmara Baixa do Parlamento, o que tem dificultado o avanço de uma agenda política considerada ambiciosa por analistas.
Na última semana, o jornal Nikkei Shimbun afirmou que a primeira-ministra informaria “altos dirigentes do Partido Liberal Democrata (PLD) de sua intenção de dissolver a Câmara Baixa” em 23 de janeiro, citando fontes anônimas do governo e do partido. A medida abre caminho para eleições antecipadas “com o objetivo de aumentar o número de cadeiras do partido governista”.
Takaichi é a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos e chegou ao cargo à frente de um governo inicialmente minoritário.
O bloco governista obteve maioria na Câmara Baixa em novembro, após a adesão de três parlamentares ao partido da premiê.
Na Câmara Alta, no entanto, a coalizão segue em minoria, o que mantém o cenário político instável e reforça a aposta do governo em uma renovação do mandato popular.
Um menino de 11 anos foi acusado de homicídio doloso na Pensilvânia após, segundo as autoridades, ter atirado e matado o próprio pai enquanto ele dormia, na madrugada de terça-feira (13). O caso ocorreu em Duncannon Borough, cidade próxima a Harrisburg, e é investigado pela Polícia Estadual da Pensilvânia.
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De acordo com os investigadores, o disparo aconteceu pouco depois das 3h dentro da casa da família, na South Market Street. A polícia foi acionada após relatos de um “homem inconsciente” e encontrou Douglas Dietz, de 42 anos, já sem vida no quarto do casal. Ele foi declarado morto no local.
Relato da investigação
Segundo a declaração juramentada citada pela emissora local WGAL, a arma utilizada teria sido retirada de um cofre no quarto dos pais. A mãe da criança relatou à polícia que dormia quando ouviu um barulho alto e, ao tentar acordar o marido, percebeu que ele não respondia. Ao acender a luz, notou que o som que ouvia era de sangue pingando, conforme os autos do processo.
Ainda de acordo com o depoimento, o menino entrou no quarto e disse à mãe que o pai estava morto, além de afirmar posteriormente: “Eu matei o papai”. Os investigadores informaram que o garoto admitiu ter atirado e disse estar com raiva porque seu Nintendo Switch havia sido confiscado após o pai mandar que ele fosse dormir.
A polícia afirma que a criança encontrou a chave do cofre em uma gaveta do pai, destrancou o compartimento enquanto procurava o videogame, carregou a arma e efetuou um único disparo na cabeça da vítima. Questionado sobre o que esperava que acontecesse após apertar o gatilho, o menino teria dito que não pensou nas consequências, segundo os investigadores.
O crime ocorreu no dia do aniversário da criança, após a família ter celebrado a data e ido dormir pouco depois da meia-noite. As autoridades também registraram que o menino havia sido adotado pelo casal em 2018.
Detido pela polícia estadual, o garoto teve a fiança negada e permanece sob custódia no Centro de Detenção do Condado de Perry. Uma audiência judicial está marcada para esta quinta-feira (22).
Moradores da região disseram estar chocados com o episódio. Um vizinho descreveu a família como tranquila e afirmou que a violência era inimaginável. Em nota, o Distrito Escolar de Susquenita reconheceu o impacto do caso sobre alunos e familiares e informou que orientadores e psicólogos estão disponíveis para oferecer apoio. Uma campanha de arrecadação foi criada na plataforma GiveSendGo em apoio à esposa da vítima, Jillian Dietz.
Um homem de 29 anos foi preso após matar a tiros três turistas em Kissimmee, cidade nos arredores de Orlando, na Flórida, durante o fim de semana. Segundo a polícia, o ataque ocorreu de forma aleatória em um bairro popular entre visitantes da Disney World, a cerca de 13 quilômetros do parque temático. As vítimas ficaram presas em uma propriedade alugada ao lado da casa do suspeito depois que o carro em que estavam quebrou.
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Identificado como Ahmad Jihad Bojeh, o suspeito foi acusado de três homicídios premeditados e de resistência à prisão. Ele foi fichado no sábado na Cadeia do Condado de Osceola. O xerife Christopher Blackmon afirmou, em coletiva no domingo, que se tratou de “um ato a sangue frio e premeditado”, ressaltando que não havia qualquer conflito prévio entre o autor e as vítimas. “Foi algo totalmente aleatório. E, por acaso, essa pessoa morava ao lado”, disse.
Investigação e antecedentes do suspeito
De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Osceola, os agentes receberam chamados sobre o tiroteio por volta das 12h14 e chegaram ao local cerca de cinco minutos depois. Os três homens foram encontrados mortos do lado de fora da propriedade alugada, enquanto Bojeh fugia em direção à própria residência. Um mandado de prisão foi obtido e cumprido no mesmo dia. Duas armas foram apreendidas no imóvel do suspeito, e a polícia investiga se alguma delas foi usada no crime.
As vítimas foram identificadas como Robert Lewis Kraft, de 70 anos, de Holland, Michigan, seu irmão Douglas Joseph Kraft, de 68, de Columbus, Ohio, e James John Puchan, também de 68 anos, morador da mesma cidade. As famílias já foram notificadas, segundo a polícia.
O xerife afirmou ainda que Bojeh “representava uma ameaça constante para a vizinhança” e que já havia recebido diversos chamados envolvendo o suspeito. Um morador da região, Adam Andersen, disse à emissora WESH que o episódio é “preocupante”, especialmente por se tratar de um local aberto e frequentado por famílias.
Andersen citou um episódio anterior, em 2021, quando Bojeh foi preso após atirar contra uma pessoa e veículos em um posto de gasolina Wawa, em Kissimmee. Na ocasião, um homem ficou ferido, mas sobreviveu, e o suspeito acabou absolvido por motivo de insanidade.
Bojeh compareceu ao tribunal nesta domingo (18), e um juiz determinou que ele permaneça detido sem direito a fiança. Na Flórida, homicídio premeditado é considerado crime capital. Caso seja condenado, o réu pode receber pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou a pena de morte. A investigação segue em andamento, segundo o gabinete do xerife.
As autoridades espanholas confirmaram nesta segunda-feira que o número de mortos no grave acidente ferroviário em Adamuz, na província de Córdoba, chegou a 39, com ao menos 73 feridos, dos quais 24 permanecem hospitalizados em estado grave, incluindo quatro menores. O balanço foi atualizado pelo Ministério dos Transportes após a conclusão das primeiras operações de resgate durante a madrugada, quando todos os feridos foram transferidos para hospitais da região.
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O acidente ocorreu no domingo (18), pouco depois das 19h30, quando um trem de longa distância da operadora Iryo, que fazia o trajeto Málaga–Madri, descarrilou ao acessar uma via auxiliar na estação de Adamuz e invadiu o trilho adjacente. Minutos depois, um trem de alta velocidade da Alvia, que havia partido de Madri com destino a Huelva, colidiu com os vagões tombados e também descarrilou. Segundo o ministro dos Transportes e da Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, os maiores danos se concentraram nos dois primeiros vagões do Alvia, que transportavam 53 pessoas.
Veja imagens:
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Vagões lançados em um barranco
De acordo com Puente, os vagões um e dois do trem da Alvia foram “arremessados para fora” após o impacto e caíram em um barranco de cerca de quatro metros, concentrando a maior parte das vítimas fatais e dos feridos graves. Fontes oficiais informaram que, no momento da colisão, o Alvia trafegava a aproximadamente 200 km/h em um trecho reto da linha férrea, circunstância que reforçou o caráter incomum do acidente. O maquinista do trem da Alvia, de 27 anos, está entre as vítimas fatais, segundo o jornal El País.
A operadora Iryo informou, em comunicado divulgado nesta segunda-feira e citado pela AFP, que o trem envolvido foi construído em 2022 e passou por inspeção técnica no dia 15 de janeiro, apenas três dias antes do acidente. A empresa afirmou ainda que o trem “desviou para o trilho adjacente por razões ainda desconhecidas”. O ministro classificou o episódio como “extremamente estranho”, ao destacar que a composição era praticamente nova e que o trecho da linha havia sido recentemente reformado.
Esta captura de vídeo, feita a partir de imagens geradas por usuários em redes sociais e verificadas pelas equipes da AFPTV em Madri, mostra equipes de emergência trabalhando após um acidente ferroviário em Adamuz, no sul da Espanha
AFP Photo/@eleanorinthesky via X
As causas do descarrilamento seguem sob investigação. A Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários (CIAF), órgão técnico independente vinculado ao Ministério dos Transportes, assumiu a apuração nesta segunda-feira, conforme noticiado pelo El País. Criada em 2007, a comissão conta com engenheiros e especialistas em segurança ferroviária e poderá recorrer a laboratórios externos para determinar responsabilidades e elaborar um relatório oficial.
Enquanto isso, a resposta de emergência mobilizou dezenas de equipes médicas, unidades de terapia intensiva, ambulâncias e a Unidade Militar de Emergência (UME), segundo informações do governo da Andaluzia e da Europa Press. Um hospital de campanha foi instalado em Adamuz, e grupos de apoio psicológico foram ativados em Madri, Córdoba, Huelva e Sevilha. A Adif disponibilizou um telefone gratuito (900 10 10 20) para informações às famílias, enquanto a Iryo abriu uma linha direta própria.
O impacto do acidente também se estendeu ao tráfego ferroviário. A Adif suspendeu todas as conexões de alta velocidade entre Madri e cidades da Andaluzia, como Málaga, Córdoba, Huelva e Sevilha, “até novo aviso”, e a Renfe autorizou cancelamentos e remarcações gratuitas. Em meio ao luto, líderes europeus, como Ursula von der Leyen, Roberta Metsola e Emmanuel Macron, manifestaram solidariedade às vítimas e elogiaram o trabalho das equipes de resgate, reforçando a dimensão internacional da tragédia que ainda levanta mais perguntas do que respostas.
Há mais de 20 anos, pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências identificaram um comportamento incomum nos bigodes de ratos: certos neurônios sensoriais permanecem inativos durante o movimento contínuo das vibrissas e só disparam quando ocorre contato com um objeto externo. A descoberta levantou uma questão central da neurociência: como o sistema sensorial distingue estímulos gerados pelo próprio corpo daqueles vindos do ambiente.
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Um novo estudo publicado, em dezembro, na revista Nature Communications apresenta uma explicação para esse fenômeno, ao detalhar a engenharia biológica presente nos folículos vibrissais. A pesquisa foi liderada por Taiga Muramoto, sob orientação da professora Satomi Ebara, da Universidade Meiji de Medicina Integrativa, no Japão, em colaboração com cientistas da Universidade de Osaka e do Instituto Weizmann, incluindo Ehud Ahissar e Knarik Bagdasarian.
Arquitetura do folículo filtra o movimento
Diferentemente dos pelos comuns, os bigodes de roedores estão inseridos em folículos especializados, ricos em mecanorreceptores — neurônios responsáveis por converter estímulos mecânicos em sinais enviados ao cérebro. Estudos anteriores já haviam mostrado que esses receptores se organizam em classes funcionais distintas, com respostas específicas ao movimento ou ao toque.
Entre esses grupos estão os chamados neurônios táteis, que só são ativados quando a vibrissa se flexiona ao tocar um objeto, permanecendo completamente silenciosos durante o movimento no ar. Essa seletividade intrigava os cientistas, que buscavam entender como um neurônio poderia responder apenas a um tipo específico de estímulo mecânico.
O novo trabalho revela que essa função depende de uma combinação de estruturas mecânicas sofisticadas dentro do folículo, como molas de colágeno, compartimentos em camadas, âncoras de membrana e amortecedores inerciais. Esses elementos atuam como filtros físicos, separando o movimento gerado pelo próprio animal do toque externo.
Os pesquisadores identificaram cerca de 50 mecanorreceptores em forma de clava, entre centenas presentes em cada folículo, especializados na detecção do toque ativo. Esses receptores estão embutidos em uma matriz densa de colágeno que funciona como um peso em miniatura, amortecendo as vibrações provocadas pelo batimento dos bigodes.
Além disso, esses mecanorreceptores se concentram em um anel único próximo ao centro de massa do folículo, junto ao ponto de articulação da vibrissa — uma região que se move muito pouco durante o movimento. Essa localização estratégica garante estabilidade mecânica e permite que os neurônios só respondam ao contato real com objetos.
Segundo Ahissar, essa adaptação é vital para a sobrevivência dos ratos, que são mais ativos no escuro e dependem fortemente do tato para explorar o ambiente. O estudo aponta para uma convergência entre biomecânica, arquitetura tecidual e processamento sensório-motor, moldada pela evolução para resolver um desafio fundamental da percepção tátil ativa.
Uma pesquisa inédita mostrou que o ambiente quase sem gravidade do espaço altera profundamente a forma como vírus e bactérias interagem e evoluem — com possíveis impactos diretos na saúde humana. Cientistas enviaram vírus que infectam bactérias para a Estação Espacial Internacional (ISS) e observaram mudanças genéticas surpreendentes, capazes até de aumentar a eficácia desses microrganismos contra bactérias resistentes a antibióticos na Terra.
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O estudo, publicado em 13 de janeiro na revista científica PLOS Biology, analisou o comportamento de bacteriófagos — vírus que infectam bactérias — em condições de microgravidade. A equipe, liderada por Phil Huss, da Universidade de Wisconsin–Madison, comparou amostras do vírus T7 infectando bactérias Escherichia coli tanto na Terra quanto a bordo da ISS.
Os resultados mostraram que, apesar de um atraso inicial, os vírus no espaço conseguiram infectar normalmente as bactérias. No entanto, a dinâmica dessa interação foi bastante diferente da observada em solo terrestre. O sequenciamento completo do genoma revelou mutações genéticas distintas tanto nos vírus quanto nas bactérias cultivadas em microgravidade.
De acordo com os pesquisadores, os fagos no ambiente espacial acumularam mutações específicas que podem aumentar sua capacidade de infectar bactérias ou de se ligar aos receptores das células bacterianas. Já as bactérias E. coli desenvolvidas na ISS apresentaram mutações que podem ajudá-las a se proteger dos vírus e a sobreviver melhor em condições de quase ausência de peso.
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Para aprofundar a análise, os cientistas utilizaram uma técnica de alta precisão chamada varredura mutacional profunda, focada na proteína responsável pela ligação do vírus ao receptor bacteriano — etapa essencial para a infecção. Essa abordagem revelou diferenças ainda mais marcantes entre os vírus evoluídos no espaço e os da Terra.
Experimentos adicionais realizados posteriormente em solo terrestre mostraram que as alterações associadas à microgravidade aumentaram a atividade dos fagos contra cepas de E. coli que causam infecções urinárias em humanos e que normalmente são resistentes ao vírus T7.
O trabalho reforça o potencial das pesquisas com microrganismos na Estação Espacial Internacional não apenas para entender como a vida se adapta fora da Terra, mas também para desenvolver novas estratégias de combate a infecções resistentes a medicamentos.
Os autores do estudo resumem a descoberta: “O espaço muda fundamentalmente a forma como fagos e bactérias interagem: a infecção fica mais lenta, e ambos os organismos evoluem seguindo uma trajetória diferente da observada na Terra. Ao estudar essas adaptações impulsionadas pelo ambiente espacial, identificamos novos insights biológicos que nos permitiram desenvolver fagos com atividade muito superior contra patógenos resistentes a medicamentos aqui na Terra”.
Um mapa sem precedentes da Antártida revelou, com alto nível de detalhe, o relevo escondido sob a espessa camada de gelo que cobre quase 14 milhões de quilômetros quadrados do continente. O levantamento expõe milhares de colinas e vales subglaciais, além de cadeias de montanhas e cânions profundos, oferecendo pistas essenciais sobre o comportamento da maior massa única de gelo da Terra, segundo estudo publicado na revista Science, nesta quinta-feira (15).
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A descoberta resulta da combinação de uma nova técnica de mapeamento com observações de satélite, permitindo aos cientistas enxergar regiões até então pouco conhecidas. “Sabemos menos sobre a paisagem sob a Antártida do que sobre a superfície de Marte ou Vênus”, afirmou a pesquisadora Helen Ockenden, autora principal do estudo, ao destacar a dificuldade histórica de realizar observações diretas através do gelo.
Paisagem esculpida ao longo de milhões de anos
Liderada por pesquisadores da Universidade de Edimburgo, a equipe internacional utilizou a chamada Análise de Perturbação do Fluxo de Gelo (IFPA, na sigla em inglês), que identifica marcas na superfície glacial formadas pelo deslocamento do gelo sobre colinas e depressões. Ao integrar esses dados às medições mais recentes de satélites, os cientistas conseguiram mapear todo o continente, inclusive áreas inexploradas.
Para o estudo, os pesquisadores combinaram uma nova técnica de mapeamento com dados de satélite para fornecer a visão mais detalhada até o momento
Divulgação
“Durante milhões de anos, a camada de gelo esculpiu planícies, planaltos recortados e montanhas íngremes, hoje ocultos por quilômetros de gelo”, explicou o professor Robert Bingham, coautor do trabalho, da Escola de Geociências da Universidade de Edimburgo. Segundo ele, a técnica permite observar pela primeira vez a distribuição dessas paisagens em escala continental.
Pesquisas anteriores já indicavam que terrenos subglaciais mais acidentados podem frear o avanço do gelo em direção ao mar, oferecendo resistência por atrito. O novo mapa, segundo os autores, funciona como um guia para orientar futuras expedições científicas e aprimorar modelos que estimam a contribuição da Antártida para a elevação do nível do mar. “Áreas mais irregulares podem retardar o recuo da camada de gelo”, afirmou Mathieu Morlighem, do Dartmouth College, nos Estados Unidos.
O estudo ganha relevância em meio a projeções preocupantes sobre o nível dos oceanos. Um relatório recente liderado por cientistas da Alemanha alerta que o nível global do mar pode subir entre 0,7 e 1,2 metro até 2300, mesmo que os países cumpram integralmente as metas do Acordo de Paris de 2015. O degelo da Groenlândia e da Antártida é apontado como fator central desse processo, que ameaça cidades costeiras e nações inteiras, como as Maldivas.
“A elevação do nível do mar é frequentemente vista como algo lento, mas os próximos 30 anos são decisivos”, afirmou Matthias Mengel, do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático. Segundo ele, cada atraso de cinco anos no pico das emissões globais pode significar até 20 centímetros adicionais de aumento do nível do mar até 2300. Atualmente, nenhum dos quase 200 países signatários do Acordo de Paris está no caminho para cumprir plenamente seus compromissos climáticos.
Pelo menos 39 pessoas morreram em uma colisão de trens no domingo, no sul da Espanha, segundo o último balanço provisório, confirmado na manhã desta segunda-feira, pelo Ministério do Interior espanhol. O número anterior de mortos era de 21 no acidente, que ocorreu no domingo, às 19h45 (hora local), na província de Córdoba, na região da Andaluzia. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas.
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O acidente ocorreu quando um trem da empresa espanhola Iryo, que viajava de Málaga com destino a Madri, descarrilou e invadiu a linha adjacente, onde trafegava um trem de outra empresa, a Renfe, que ia de Madri para Huelva, disse a operadora da rede ferroviária pública da Espanha, Adif. O segundo trem também descarrilou, e parte dos vagões de um deles caiu em um barranco de 4 metros.
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“O impacto foi terrível, fazendo com que os dois primeiros vagões do trem da Renfe fossem arremessados ​​para fora dos trilhos”, afirmou o Ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, em uma publicação na rede social X.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse que “essa noite é de profunda tristeza para o nosso país. Quero expressar minhas mais profundas condolências às famílias e entes queridos das vítimas. Nenhuma palavra pode aliviar tamanho sofrimento, mas quero que saibam que todo o país está com eles neste momento tão difícil”, disse Sánchez no X.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também se pronunciou, dizendo que seus “pensamentos” estão com as vítimas do acidente ferroviário, classificando-o como “uma tragédia” e prometendo o apoio de seu país à Espanha.
“Uma tragédia ferroviária atingiu a Andaluzia. Meus pensamentos estão com as vítimas, suas famílias e todo o povo da Espanha. A França se solidariza com eles”, escreveu Macron no X, na noite de domingo.
O Palácio do Planalto e a diplomacia brasileira começam a analisar nesta segunda-feira o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva integre o Conselho de Paz para Gaza.
A proposta, recebida na última sexta-feira pela embaixada brasileira em Washington, daria a Lula a chance de participar da segunda negociação importante em seus três mandatos no Oriente Médio.
Há16 anos, em seu segundo período à frente do cargo, Lula tentou atuar como mediador em uma crise internacional de alta complexidade: o impasse nuclear envolvendo o Irã.
Em 2010, Lula atuou ao lado da Turquia na tentativa de mediar o impasse entre o país persa e as potências ocidentais.
Os dois países negociaram diretamente com Teerã um acordo de troca de combustível nuclear, numa tentativa de atender às exigências dos EUA e de outros países do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo de evitar o avanço de novas sanções internacionais.
A iniciativa, no entanto, não foi acolhida por Washington, por suspeitar que a teocracia continuaria a apostar no projeto da bomba nuclear. Segundo o então governo de Barack Obama, o plano de levar urânio enriquecido do Irã para o exterior não era “realista” e Teerã demonstrava, à época, “descumprir suas obrigações”.
Assim, a frente acabou esvaziada. À época, o então chanceler Celso Amorim foi um dos principais articuladores do concerto diplomático.
Em “Teerã, Ramalá e Doha: memórias da política externa ativa e altiva”, livro em que revisita o episódio, Amorim relata os bastidores da tentativa de mediação e a frustração com a decisão das potências ocidentais.
Agora, ao ser convidado a integrar um conselho voltado à reconstrução de Gaza, Lula se vê diante de uma nova oportunidade — e de riscos semelhantes — de atuação em um tabuleiro diplomático marcado por interesses estratégicos das grandes potências.
A análise em curso no governo busca medir até que ponto a participação brasileira pode ampliar o protagonismo internacional do país sem repetir os impasses que marcaram a tentativa de mediação no Oriente Médio há mais de uma década.
Auxiliares do presidente afirmam que a proposta precisa ser examinada com cautela antes de qualquer decisão. Segundo esses interlocutores, não há como definir uma posição sem compreender com clareza as consequências políticas e diplomáticas da iniciativa, e a avaliação não pode ser feita de forma açodada, dada a sensibilidade do conflito e o papel dos Estados Unidos na condução do processo.
O conselho, presidido por Trump, foi concebido para reunir líderes e representantes internacionais com o objetivo de supervisionar a reconstrução e a governança da Faixa de Gaza após anos de conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas.
Além de Lula, estão entre os convidados os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o secretário de Estado americano Marco Rubio, o genro de Trump Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga e o diplomata Nickolay Mladenov, indicado como diretor-geral do colegiado.
Uma série de incêndios florestais que avançam, fora de controle, no sul de Chile, neste domingo, deixou ao menos 19 mortos e milhares de pessoas retiradas de suas casas, segundo o último balanço oficial.
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Em pleno verão austral, com altas temperaturas e ventos fortes, bombeiros combatem 14 focos de incêndio nas regiões de Ñuble e Biobío, a cerca de 500 quilômetros ao sul de Santiago. As duas regiões permanecem sob alerta vermelho.
No último informe oficial, o ministro da Segurança, Luis Cordero, atualizou para 19 o número de mortos: – O total de pessoas falecidas até agora é de 19. Dezoito correspondem à região de Biobío e uma à região de Ñuble – afirmou.
Mais cedo, ao informar 18 vítimas, o presidente Gabriel Boric assegurou ter “certeza de que esse número vai aumentar”.
Boric anunciou, ainda, toque de recolher noturno nas localidades mais afetadas da região de Biobío, como Lirquén e Penco. – As condições são muito adversas – advertiu o mandatário.
Em Lirquén, militares faziam a guarda das ruas com a chegada da noite.
No entanto, apesar do toque de recolher, vários grupos de moradores continuavam trabalhando na remoção de escombros ou apagando focos de incêndio, iluminados apenas por lanternas.
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O presidente Boric viajou, no domingo, a Concepción para liderar as operações de controle das chamas. Depois retornou a Santiago e anunciou que nesta segunda-feira se reunirá com o presidente eleito, José Antonio Kast, “para compartilhar informações atualizadas” sobre a tragédia.
– Em momentos difíceis, Chile se une. Nosso governo e o presidente eleito trabalharemos juntos – afirmou o mandatário.
‘Não ficou nada de pé’
O último balanço oficial contabilizou 1.500 pessoas afetadas, 325 moradias destruídas e mais de mil casas danificadas.
Até o momento, mais de 25 mil hectares foram consumidos pelas chamas, e quase 50 mil pessoas precisaram ser deslocadas.
Os incêndios começaram na tarde de sábado e avançaram durante a madrugada para áreas povoadas, onde devastaram bairros inteiros.
– Às duas e meia da madrugada, o fogo estava descontrolado. Havia um redemoinho que engoliu as casas da parte de baixo do bairro – contou Matías Cid, estudante de 25 anos que mora em Villa Italia, em Penco.
– A velocidade das chamas foi tal que tivemos de sair apenas com a roupa do corpo. Acho que, se tivéssemos ficado mais vinte minutos, teríamos morrido carbonizados – acrescentou.
O prefeito de Penco, Rodrigo Vera, disse a jornalistas que só nesse local 14 pessoas morreram carbonizadas. Na vizinha Lirquén, o cenário era igualmente desolador.
O incêndio avançou em “segundos e queimou vários bairros”. Muitos moradores “se salvaram do fogo porque correram em direção à praia”, relatou Alejandro Arredondo, morador de Lirquén, de 57 anos.
– Não ficou nada de pé – acrescentou, diante de uma imagem dantesca na manhã de domingo: latas, vigas e o pouco de concreto que escapou das chamas ainda em combustão.
Lirquén é um pequeno povoado portuário, com cerca de 20 mil habitantes, por onde são exportados principalmente produtos florestais.
Incêndios recorrentes
As condições climáticas do domingo foram muito difíceis para conter os incêndios. Nas duas regiões, as temperaturas superaram os 30ºC e foram registrados ventos fortes. Para esta segunda-feira, são esperadas condições semelhantes.
Cerca de 3.700 bombeiros participam do combate ao fogo.
As regiões de Ñuble e Biobío estão sob estado de “catástrofe” por ordem do presidente Boric. A medida local divulga que as Forças Armadas assumiram o controle de ambas as áreas.
Nos últimos anos, os incêndios florestais atingiram o Chile com força, especialmente na região centro-sul.

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