A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira que irá dissolver o Parlamento na sexta-feira, com o objetivo de convocar eleições antecipadas em 8 de fevereiro e, segundo afirmou, obter um mandato mais sólido.
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“Na qualidade de primeira-ministra, decidi hoje dissolver a Câmara Baixa no dia 23 de janeiro”, disse Takaichi em coletiva de imprensa.
Takaichi assumiu o cargo em outubro, tornando-se a primeira mulher a chefiar o governo do país. Desde então, seu gabinete mantém índices de aprovação próximos de 70%, segundo pesquisas recentes.
Apesar da popularidade, o bloco governista conta com uma maioria estreita na Câmara Baixa do Parlamento, o que tem dificultado o avanço de uma agenda política considerada ambiciosa por analistas.
Na última semana, o jornal Nikkei Shimbun afirmou que a primeira-ministra informaria “altos dirigentes do Partido Liberal Democrata (PLD) de sua intenção de dissolver a Câmara Baixa” em 23 de janeiro, citando fontes anônimas do governo e do partido. A medida abre caminho para eleições antecipadas “com o objetivo de aumentar o número de cadeiras do partido governista”.
Takaichi é a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos e chegou ao cargo à frente de um governo inicialmente minoritário.
O bloco governista obteve maioria na Câmara Baixa em novembro, após a adesão de três parlamentares ao partido da premiê.
Na Câmara Alta, no entanto, a coalizão segue em minoria, o que mantém o cenário político instável e reforça a aposta do governo em uma renovação do mandato popular.
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Takaichi é a quinta primeira-ministra japonesa em cinco anos e chegou ao cargo à frente de um governo inicialmente minoritário.
O bloco governista obteve maioria na Câmara Baixa em novembro, após a adesão de três parlamentares ao partido da premiê.
Na Câmara Alta, no entanto, a coalizão segue em minoria, o que mantém o cenário político instável e reforça a aposta do governo em uma renovação do mandato popular.








