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Um juiz do estado americano de Indiana e sua mulher foram baleados dentro de casa no domingo, num episódio que reacendeu preocupações sobre a segurança do Judiciário estadual em meio ao aumento recente de ameaças e atos de violência contra autoridades públicas nos Estados Unidos.
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A polícia de Lafayette informou na segunda-feira que investiga os disparos contra o juiz Steven P. Meyer, do Tribunal Superior do Condado de Tippecanoe, e sua mulher, Kimberly Meyer. Ambos foram socorridos e permanecem em condição estável.
Steven Meyer, de 66 anos, anunciou recentemente planos de se aposentar no fim do ano. Ao longo de 12 anos na magistratura, presidiu diversos casos de grande repercussão no estado.
A polícia de Lafayette divulgou poucos detalhes sobre o ataque ao casal Meyer. Segundo a corporação, os agentes foram acionados por volta das 14h de domingo. No local, constataram que Steven Meyer havia sido atingido no braço, enquanto sua mulher sofreu um ferimento no quadril.
De acordo com um registro policial, um denunciante relatou que um homem foi até a porta da residência, disse ter encontrado o cachorro do casal e, em seguida, atirou através da porta antes de fugir.
No local, em um bairro residencial a cerca de dez minutos do campus da Universidade Purdue, os policiais recolheram cápsulas de munição.
O ataque levou a presidente da Suprema Corte de Indiana, Loretta H. Rush, a divulgar uma declaração pedindo maior vigilância por parte dos juízes.
“Eu me preocupo com a segurança de todos os nossos juízes”, escreveu Rush. “Ao trabalharem para resolver pacificamente mais de um milhão de processos por ano, vocês não apenas precisam se sentir seguros, como também precisam estar seguros.”
A preocupação com a segurança pessoal tem crescido entre servidores públicos em todo o país.
No ano passado, a residência do governador da Pensilvânia foi incendiada enquanto o democrata Josh Shapiro e sua família dormiam no local; a sede do Partido Republicano no Novo México foi alvo de um ataque com coquetéis molotov; e a deputada estadual democrata de Minnesota Melissa Hortman e o marido foram assassinados dentro de casa.
Quem é o juiz?
Steven Meyer, que já concorreu a cargos eletivos pelo Partido Democrata e atuou anteriormente no Conselho Municipal de Lafayette, esteve à frente de casos que ganharam destaque na imprensa estadual.
Em julho, por exemplo, condenou um pai a 24 anos de prisão por deixar uma arma sem supervisão no apartamento; o filho de 5 anos encontrou o revólver e matou acidentalmente o irmão de 1 ano.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, Kimberly Meyer agradeceu ao Departamento de Polícia, aos profissionais de saúde e à comunidade pelo apoio recebido.
O corpo da turista canadense Piper James, de 23 anos, foi encontrado na manhã desta segunda-feira (19) em uma praia de K’gari, antiga Ilha Fraser, na costa de Queensland, na Austrália. A jovem, que acampava na região frequentada por mochileiros, foi localizada na beira da água, cercada por um grupo de dingos, espécia de cão selvagem nativo da região.
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Segundo informou a polícia local, Piper estava acampada nas proximidades do naufrágio do navio Maheno, na praia de Seventy Five Mile, quando saiu do local por volta das 5h para um nadar. Menos de uma hora depois, dois homens que trafegavam de carro pela praia avistaram um grupo de cerca de 10 a 12 dingos em torno de um objeto próximo à linha d’água e acionaram as autoridades.
Investigação e circunstâncias da morte
De acordo com o inspetor Paul Algie, do distrito de Wide Bay, a cena encontrada foi “horrível e extremamente traumática” para as testemunhas. A polícia informou que o corpo apresentava múltiplos ferimentos e marcas compatíveis com mordidas de dingo, além do que foram descritos como possíveis “ferimentos de defesa”.
As autoridades investigam se a jovem morreu afogada ou em decorrência de um ataque dos animais durante a madrugada. “É muito cedo para especular sobre a causa da morte. Não podemos confirmar se ela se afogou ou se morreu em consequência de um ataque de dingos”, afirmou Algie. Segundo ele, apenas a autópsia poderá esclarecer o que ocorreu.
O inspetor confirmou ainda que o corpo foi “tocado e mexido” por dingos, sem que seja possível afirmar se isso ocorreu antes ou depois da morte. O corpo foi retirado da ilha na segunda-feira e levado para Brisbane, onde a autópsia está prevista para ser concluída nesta quarta-feira (21).
Piper James havia chegado à Austrália em novembro e viajava com uma amiga próxima. Antes de seguir para K’gari, as duas passaram por destinos como Bondi Beach, Manly, Cairns e as Ilhas Whitsundays. Há cerca de seis semanas, a jovem estava morando e trabalhando na ilha, após conseguir emprego em um albergue para mochileiros, enquanto acampava nas imediações da Woralie Road. A amiga dela, segundo a polícia, está recebendo apoio psicológico.
Após o caso, o Serviço de Parques e Vida Selvagem de Queensland reforçou o patrulhamento em K’gari. O inspetor Algie destacou que a ilha é uma área selvagem e pediu que visitantes mantenham distância dos dingos. “Eles são culturalmente importantes para os povos das Primeiras Nações e para os moradores locais, mas continuam sendo animais selvagens e devem ser tratados como tal”, afirmou.
A ministra interina do Meio Ambiente e Turismo de Queensland, Deb Frecklington, classificou a morte como “uma tragédia devastadora” e disse que o departamento trabalha em conjunto com a Polícia de Queensland na investigação. As autoridades canadenses confirmaram que prestam assistência consular à família de Piper James e manifestaram condolências. A polícia australiana pede que testemunhas, incluindo pessoas com imagens de câmeras veiculares, entrem em contato.
O primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump foi ruim para a economia, mas o aspecto mais grave é o risco institucional que ele representou — e ainda representa. No campo econômico, Trump retrocedeu a instrumentos usados pelos Estados Unidos na crise de 1929, como a imposição de tarifas elevadas de importação. Naquela época, a estratégia fracassou. Agora, volta a dar errado. O presidente americano tem utilizado tarifas como arma política, o que desorganiza a economia e aumenta a incerteza global. Diante dessa nova realidade, países passaram a se reorganizar e a firmar novos acordos. Um exemplo é o acordo entre Mercosul e União Europeia, que tende a tornar mais robusta a relação comercial entre os dois blocos. O mundo está se rearranjando e negociando, enquanto Trump segue ameaçando recorrer ao mesmo instrumento em novas disputas — como agora, na tentativa de anexação da Groenlândia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma sequência considerada sem precedentes pelas autoridades australianas colocou o litoral leste do país em estado de alerta. Em apenas 48 horas, quatro ataques de tubarão foram registrados, a maioria na região de Sydney, a maior cidade da Austrália. Diante da frequência incomum e da gravidade dos episódios, dezenas de praias foram fechadas como medida preventiva, e a população foi orientada a evitar o mar.
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Três dos ataques ocorreram na costa de Sydney, área densamente frequentada por surfistas e banhistas, enquanto o quarto foi registrado mais ao norte, nas proximidades da praia de Point Plomer, a cerca de 320 quilômetros da cidade. No norte de Sydney, praias populares como Manly e Palm Beach foram interditadas temporariamente, assim como outros pontos próximos ao local do ataque fora da área metropolitana.
A série de incidentes começou neste domingo (18) à tarde, quando Nico Antic, um menino de 12 ou 13 anos, nadava com amigos no leste de Sydney e foi mordido nas pernas por um tubarão. Gravemente ferido, o garoto foi descrito pelas equipes de resgate como estando “lutando pela vida”. No dia seguinte, nesta segunda-feira (19), um segundo ataque ocorreu quando um menino de 11 anos surfava e teve a prancha mordida pelo animal. Apesar do susto, ele saiu ileso.
Paramédicos atendendo vítima de ataque de tubarão na praia de Manly
Reprodução/Redes sociais/X
Ainda nesta segunda-feira (19) à noite, um surfista, André de Ruyter, e 27 anos foi atacado na praia de Manly, uma das mais conhecidas de Sydney. O tubarão mordeu sua perna, e pessoas que estavam na areia prestaram os primeiros socorros até a chegada do resgate. Ele foi levado ao hospital com lesões graves e possivelmente permanentes. O quarto ataque ocorreu na manhã desta terça-feira (20), quando um surfista de 39 anos foi derrubado da prancha por um tubarão perto de Point Plomer. Nesse caso, os ferimentos foram leves, e a internação foi breve.
Praias fechadas
Diante da sucessão de ocorrências, a Surf Life Saving New South Wales, entidade responsável pelo salvamento marítimo, determinou o fechamento de dezenas de praias e recomendou que as pessoas evitassem nadar no norte de Sydney por pelo menos 48 horas. O diretor da instituição classificou a situação como “sem precedentes”, ressaltando a raridade de tantos ataques em um intervalo tão curto.
Cientistas apontam que os ataques provavelmente envolveram tubarões-cabeça-chata, também conhecidos como bull sharks, uma das espécies mais perigosas do mundo.
As condições ambientais da semana anterior teriam favorecido a aproximação desses animais da costa, com temperaturas do oceano acima da média e chuvas intensas que arrastaram presas naturais para o mar, aumentando a oferta de alimento. A capacidade dessa espécie de nadar tanto em água salgada quanto doce amplia significativamente suas áreas de caça, incluindo regiões próximas a desembocaduras de rios.
Embora ataques de tubarão sejam considerados raros na Austrália, a comoção foi intensificada pelo fato de os episódios ocorrerem pouco tempo depois de um ataque fatal registrado em setembro na mesma região. A prefeita local lembrou que a comunidade ainda estava de luto pela morte de Mercury Psillakis, vítima do ataque anterior, o que aumentou o choque e o medo entre moradores e frequentadores das praias.
O país é um dos que mais investem em medidas de prevenção, combinando redes de proteção — alvo de críticas por impactos ambientais —, drones para monitoramento aéreo e as chamadas smart drumlines, armadilhas inteligentes que capturam tubarões temporariamente e alertam as autoridades, permitindo que os animais sejam soltos longe das áreas de banho.
Um avião da United Airlines perdeu o trem de pouso dianteiro durante um pouso considerado brusco no Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, no domingo (18). Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o momento em que uma das rodas se desprende e rola pela pista logo após a aterrissagem da aeronave, que transportava cerca de 200 passageiros.
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As imagens, compartilhadas no X, indicam que o Airbus A321neo tocou inicialmente a pista com as rodas traseiras, quicou e, em seguida, inclinou-se para a frente. Durante a tentativa dos pilotos de estabilizar o avião, uma roda foi vista se soltando e seguindo em direção à área gramada ao lado da pista.
Confira o momento:
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Falha mecânica após aterrissagem
A aeronave havia partido do Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, às 8h55, e pousou em Orlando pouco depois das 12h30, no horário local. Em nota à revista People, um porta-voz da United afirmou que o avião apresentou um problema mecânico durante o pouso. Já um representante da aviação federal dos Estados Unidos informou que a aeronave foi considerada “inapta” para continuar operando após o incidente.
Além dos passageiros, seis tripulantes estavam a bordo. Todos desembarcaram em segurança e foram levados de ônibus até o terminal do aeroporto. Não houve registro de feridos, e uma investigação foi aberta para apurar as causas da falha. O episódio provocou atrasos de cerca de 45 minutos em voos no aeroporto de Orlando no fim da tarde de domingo.
A roda rolou pelo asfalto em direção a um pedaço de grama adjacente
Captura de tela/Redes sociais/X
O caso ocorre em meio a outros incidentes recentes na aviação comercial. Em julho, um Boeing 767-400 precisou retornar a Los Angeles após chamas serem vistas sob um dos motores durante a decolagem rumo a Atlanta. Em agosto, um avião da Iberia que seguia para Paris-Orly teve a parte frontal destruída após colisão com pássaros, impacto que também danificou um dos motores do jato.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o líder francês Emmanuel Macron por rejeitar um convite para apoiar sua mais recente iniciativa de paz e sugeriu que poderia impor uma tarifa esmagadora sobre o champanhe em retaliação.
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“Ninguém o quer porque ele vai sair do cargo muito em breve”, disse Trump a repórteres na segunda-feira, no horário local, após ser informado de que Macron recusaria o convite. “Vou colocar uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele e aí ele entra”, acrescentou.
O presidente também publicou uma mensagem de texto de seu homólogo francês na qual Macron convidava Trump para jantar em Paris na quinta-feira. Macron também propôs reuniões com Ucrânia, Síria, Dinamarca e Rússia para tratar de uma série de questões, incluindo a exigência de Trump de tomar a Groenlândia da Dinamarca, citando motivos de segurança.
“Eu não entendo o que você está fazendo com a Groenlândia”, disse Macron a Trump na mensagem, cuja autenticidade foi confirmada por uma autoridade francesa.
Críticas e ameaças
Enquanto segue para o Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana, Trump vem alimentando uma série de disputas com líderes europeus.
Ele ameaçou oito países europeus com tarifas por se oporem às suas exigências sobre a Groenlândia, atacou a Noruega por não lhe conceder o Prêmio Nobel da Paz (que não é concedido pelo governo norueguês) e agora tenta forçar a França a se juntar ao chamado Conselho da Paz, ao lado de autocratas como Alexander Lukashenko, de Belarus, e até do presidente russo Vladimir Putin.
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Inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, o mandato do chamado Conselho da Paz está se expandindo rapidamente, e Trump parece vê-lo como um veículo para resolver outros conflitos e moldar outros eventos internacionais, segundo vários funcionários europeus.
De acordo com um rascunho da carta constitutiva do grupo proposto, visto pela Bloomberg, Trump atuaria como seu presidente inaugural e teria autoridade sobre decisões de adesão. O governo Trump está pedindo que países que desejem um assento permanente no órgão contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão.
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Macron não pretende aceitar, disse anteriormente uma pessoa próxima ao líder francês. Segundo essa fonte, Macron acredita que a carta vai além de Gaza e está preocupado com o fato de que ela possa potencialmente minar as Nações Unidas, que a França considera inegociáveis.
A mesma fonte afirmou que Macron considera inaceitável que Trump tente influenciar a política externa francesa por meio de ameaças e que ele está determinado a não recuar. A China também foi convidada.
Reunião de líderes da UE
Os líderes da União Europeia devem realizar uma cúpula de emergência nesta semana para discutir sua resposta.
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O bloco está pronto para impor tarifas sobre €93 bilhões (US$ 108 bilhões) em produtos americanos se Trump levar adiante a ameaça de aplicar uma tarifa de 10% aos países europeus em 1º de fevereiro, e Macron está pressionando para que a UE ative o chamado Instrumento Anticoerção, uma ferramenta poderosa que concede às autoridades amplos poderes para restringir o acesso ao mercado europeu.
A Marinha francesa apreendeu 4,87 toneladas de cocaína em uma embarcação pesqueira interceptada no Pacífico Sul, em uma operação realizada no dia 16 de janeiro. Procedente da América Central, o navio era tripulado por dez hondurenhos e um equatoriano, segundo informaram autoridades francesas.
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Em comunicado divulgado na segunda-feira, o Alto Comissariado da França na Polinésia Francesa informou que as Forças Armadas do país mobilizaram “significativos recursos humanos e materiais” para a ação.
De acordo com uma fonte próxima à investigação, a droga era transportada em um barco com bandeira do Togo e teria como destino o mercado australiano.
As autoridades francesas não devem processar os tripulantes detidos, mas seus países de origem poderão adotar medidas legais contra eles.
A apreensão ocorre em meio a alertas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a expansão de grupos do crime organizado no Pacífico. Segundo a entidade, organizações envolvidas no tráfico de cocaína e metanfetamina têm ampliado sua atuação na região, utilizando rotas que ligam a América do Norte e do Sul aos mercados da Austrália e da Nova Zelândia.
O presidente Donald Trump afirmou nesta terça-feira (20) que fará uma reunião com países da Otan para discutir a Groenlândia, afirmando que o território é “imperativo para a paz mundial”. A declaração foi feita em uma série de postagens nas redes sociais direcionadas a líderes europeus enquanto eles participavam do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Segundo o New York Times, na madrugada, Trump voltou a atacar líderes europeus com mensagens no Truth Social, reiterando seu desejo de anexar a Groenlândia. Enquanto os chefes de governo se reuniam em Davos, ele escreveu que havia “concordado em se encontrar” no local para discutir o tema, classificando o território semiautônomo dinamarquês como “imperativo para a segurança nacional e mundial” e acrescentando: “Não há como voltar atrás”.
Além das mensagens, Trump publicou uma montagem que mostra uma bandeira dos Estados Unidos fincada sobre o território da Groenlândia.
Ilustração divulgada pelo presidente
Captura de tela/Truth
Em uma das postagens, Trump afirmou: “Tive uma ótima conversa telefônica com Mark Rutte, Secretário-Geral da OTAN, sobre a Groenlândia. Concordei com uma reunião das diversas partes em Davos, na Suíça. Como deixei bem claro para todos, a Groenlândia é imprescindível para a segurança nacional e mundial. Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam! Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”.
Confira a publicação:
Postagem de Trump
Captura de tela/Redes sociais/Truth
Ameaças de tarifas e reação europeia
Trump também ameaçou impor tarifas de 200% sobre o vinho e o champanhe franceses caso o presidente da França, Emmanuel Macron, recusasse o convite para integrar seu “conselho de paz” destinado a supervisionar um cessar-fogo em Gaza. Críticos da proposta afirmam, segundo o New York Times, que o órgão poderia enfraquecer o papel das Nações Unidas.
As ameaças tarifárias relacionadas à Groenlândia são “muito diferentes dos outros acordos comerciais”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Davos. “Portanto, eu exortaria todos os países a manterem seus acordos comerciais. Nós concordamos com eles e isso proporciona grande segurança”, afirmou.
Em entrevista coletiva no Fórum Econômico Mundial, Bessent pediu que as pessoas “relaxem, respirem fundo e deixem as coisas acontecerem”, enquanto as declarações de Trump sobre possíveis tarifas contra países europeus por causa da Groenlândia dominavam as conversas em Davos.
Stephanie Lose, ministra da Economia da Dinamarca, afirmou a jornalistas em Bruxelas que a União Europeia buscará o diálogo, mas não deve descartar opções diante de novas ameaças de tarifas americanas. “Não queremos agravar a situação, mas, é claro, se outros continuarem a intensificar as tensões, será necessária uma resposta europeia em algum momento”, disse ela antes de uma reunião de ministros das Finanças da UE.
A Suprema Corte dos Estados Unidos poderá divulgar decisões ainda hoje, incluindo um veredicto aguardado sobre as tarifas impostas por Trump, segundo o New York Times.
Autoridades ucranianas disseram que planejam realizar novas negociações com representantes americanos em Davos sobre um plano para encerrar a guerra com a Rússia. Com a crise envolvendo a Groenlândia ameaçando desviar a atenção, autoridades de Kiev pediram que o conflito não seja ofuscado.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que “é importante que o mundo não permaneça em silêncio” diante dos ataques russos noturnos que deixaram milhares de residências sem aquecimento e energia elétrica em temperaturas abaixo de zero. O chanceler ucraniano, Andriy Sybhia, disse que os ataques foram “um alerta para os líderes mundiais reunidos em Davos”, de acordo com o New York Times.
O descarrilamento e a colisão de dois trens em Adamuz, na província espanhola de Córdoba, deixaram ao menos 41 mortos neste domingo (18) e transformaram uma viagem comum em uma das maiores tragédias ferroviárias recentes da Andaluzia. Um trem da operadora Iryo, que seguia de Málaga para Madri, invadiu a via contrária e atingiu um Alvia da Renfe com destino a Huelva. O impacto ocorreu pouco antes das 20h (horário local), provocando o descarrilamento das duas composições. O Ministério dos Transportes classificou o episódio como “estranho e difícil de explicar”, enquanto as causas seguem sob investigação.
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Entre os mortos estão nomes profundamente ligados à cultura e ao jornalismo andaluz. Óscar Toro, jornalista, acadêmico e doutor em Comunicação pela Universidade de Huelva, morreu ao lado da esposa, María Clauss, fotojornalista e gestora cultural premiada com o Luis Valtueña de Fotografia Humanitária. Clauss também era diretora criativa do festival WofestHuelva e vice-presidente do Ateneo de Huelva. A morte do casal gerou forte comoção na imprensa regional. Ao Infobae, a jornalista Yolanda, do Canal Sur, descreveu Clauss como “uma mulher profundamente comprometida, socialmente consciente”.
Os jornalistas Óscar Toro e María Clauss morreram no acidente de trem em Adamuz, Córdoba
Divulgação/Associação de Imprensa de Huelva
Famílias inteiras e futuros interrompidos
A tragédia atingiu também forças de segurança e serviços públicos. O sindicato policial JUPOL confirmou a morte de Samuel, agente da Brigada Provincial de Imigração e Fronteiras de Madri, que havia se tornado pai há apenas 18 meses. A Renfe informou à agência EFE que o maquinista do trem Alvia, Sergio, de 27 anos, natural de Alcorcón, também morreu no acidente.
Uma das histórias mais marcantes é a da família Zamorano-Álvarez, de Punta Umbría, em Huelva. Pepe Zamorano, a esposa Cristina Álvarez, o filho de 12 anos e um sobrinho morreram na colisão. Apenas a filha caçula do casal, de seis anos, sobreviveu. Segundo o prefeito da cidade, a menina foi hospitalizada e depois entregue aos cuidados da avó em Córdoba. A viagem havia sido planejada como presente de Dia de Reis, com visitas ao estádio Santiago Bernabéu e ao musical O Rei Leão, em Madri.
Cristina Álvares, Pepe e Félix morreram no acidente de trem de Adamuz
Reprodução/Redes sociais/@luuciamb12
A busca por desaparecidos prolongou a angústia de familiares durante horas. Rafael Millán Albert e José María Martín tiveram os nomes amplamente divulgados nas redes sociais antes de suas mortes serem confirmadas. A prefeitura de Gibraleón também comunicou o falecimento de Eduardo Domínguez. Em Isla Cristina, Pepi Sosa Casado e a filha, Ana Martín Sosa, morreram ao retornar de uma prova de concurso público em Madri, levando o município a decretar luto oficial. O cantor Manuel Carrasco, amigo da família, manifestou condolências publicamente.
Rafael Millán Albert, que viajava com sua esposa no trem Alvia que descarrilou em Adamuz
Reprodução/Redes sociais/@antoniovzquez_
O sistema prisional de Huelva perdeu Ricardo Chamorro Cáliz, agente penitenciário e instrutor de concursos, que viajava com alunos para exames de admissão, conforme relataram familiares e os jornais Huelva Información e Huelva24. Com ele estava Andrés Gallardo Vaz, professor especializado em preparação para concursos, cuja morte também foi confirmada após mobilização de amigos e vizinhos.
Ricardo, Ana, Josefa e José María
Reprodução/Redes sociais/X
A lista de vítimas inclui ainda Miriam del Rosario Alberico Larios, de 27 anos, e Natividad de la Torre, que viajava com o filho e os netos. Segundo o Huelva Información, o filho permanece internado em estado grave no Hospital Reina Sofía, em Córdoba, e uma das netas passou por cirurgia. Em uma homenagem nas redes sociais, o filho de Natividad escreveu: “Você nos deixou deixando o que sempre foi: puro amor”.
Miriam e Andrés, dois dos falecidos
Reprodução/Redes sociais/X
O impacto do acidente levou diversos municípios da Andaluzia a decretarem três dias de luto oficial e a suspenderem agendas institucionais. Enquanto as autoridades prometem esclarecer as causas do desastre, a região se despede de dezenas de vítimas cujas histórias transformaram números em nomes e deram rosto a uma tragédia que marcou o país.
Um ataque noturno russo deixou mais de 5.600 edifícios residenciais sem aquecimento em Kiev, em um momento em que as temperaturas na capital ucraniana giravam em torno de -14 °C, anunciou nesta terça-feira o prefeito Vitali Klitschko.
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“Após este ataque, 5.635 imóveis residenciais estão sem aquecimento”, informou o prefeito no Telegram. “Uma grande parte da cidade ficou sem água corrente”, acrescentou.
Segundo Klitschko, uma mulher ficou ferida e vários edifícios sofreram danos, incluindo uma escola primária.
Os novos bombardeios ocorreram pouco mais de uma semana depois de um ataque de grande escala de Moscou contra a infraestrutura energética de Kiev, o mais intenso desde o início da invasão russa da Ucrânia, há quase quatro anos.
A ofensiva, perpetrada em 9 de janeiro, deixou metade da cidade sem aquecimento por vários dias, em meio a temperaturas persistentemente abaixo de zero.
A Rússia também atacou Kiev na madrugada deste mês com drones de combate de longo alcance, antes de lançar mísseis de cruzeiro contra a capital e áreas do entorno.
“Os serviços municipais e de energia estão trabalhando para restaurar o aquecimento, a água e a eletricidade nas residências de Kiev”, afirmou Klitschko.
Desde o início da invasão, a Rússia tem bombardeado repetidamente o sistema energético ucraniano, o que, segundo autoridades em Kiev, reflete a intenção de enfraquecer a resistência da população civil.

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