Descrita por ex-detentos como um “inferno na Terra”, a prisão de El Helicoide, em Caracas, voltou ao centro do debate político e internacional após mudanças recentes no comando da Venezuela e a retomada do diálogo com os Estados Unidos. O complexo, originalmente projetado como um centro comercial, tornou-se ao longo das últimas décadas um dos principais símbolos da repressão estatal no país.
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Relatos de antigos prisioneiros apontam que o único alívio da iluminação branca constante das chamadas “Salas Brancas” — espaços sem janelas usados para interrogatórios — vinha de breves quedas de energia. Segundo eles, esses apagões coincidiam com o funcionamento de equipamentos elétricos em celas vizinhas, usados como método de punição. As marcas psicológicas e físicas, afirmam, permanecem mesmo após a libertação.
El Helicoide foi citado por autoridades americanas como um dos motivos que levaram o então presidente Donald Trump a autorizar uma operação inédita contra a cúpula do poder venezuelano no início deste mês. Após a ação, Trump classificou o local como uma “câmara de tortura”.
Para muitos venezuelanos, a prisão representa décadas de repressão sob sucessivos governos, incluindo o de Nicolás Maduro, recentemente deposto. Ele foi substituído pela então vice-presidente Delcy Rodríguez, que passou a liderar uma transição marcada por gestos de aproximação com Washington.
Trump afirmou, em publicação nas redes sociais, ter tido uma “ótima conversa” com Rodríguez, citando temas como petróleo, minerais, comércio e segurança nacional. Segundo ele, os dois países estariam avançando em uma parceria para “estabilizar e recuperar” a Venezuela.
Desde que assumiu, Rodríguez anunciou concessões relacionadas ao tratamento de presos políticos. Centenas de detentos foram libertados em etapas sucessivas, após negociações com autoridades americanas. As liberações trouxeram à tona novos relatos sobre as condições de encarceramento em El Helicoide.
Ex-presos políticos descrevem práticas sistemáticas de abuso físico e psicológico dentro da unidade, administrada pelo SEBIN, o serviço de inteligência venezuelano. As denúncias incluem violência, ameaças constantes e condições degradantes de confinamento, especialmente em celas superlotadas e sem ventilação adequada.
Um dos ex-detentos, o opositor Rosmit Mantilla, afirmou à imprensa britânica que muitos prisioneiros retornavam de interrogatórios em estado crítico. Outro ativista, ouvido pelo Financial Times, relatou que guardas apresentavam o local como um “inferno”, deixando claro o caráter punitivo do sistema.
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Relatos de antigos prisioneiros apontam que o único alívio da iluminação branca constante das chamadas “Salas Brancas” — espaços sem janelas usados para interrogatórios — vinha de breves quedas de energia. Segundo eles, esses apagões coincidiam com o funcionamento de equipamentos elétricos em celas vizinhas, usados como método de punição. As marcas psicológicas e físicas, afirmam, permanecem mesmo após a libertação.
El Helicoide foi citado por autoridades americanas como um dos motivos que levaram o então presidente Donald Trump a autorizar uma operação inédita contra a cúpula do poder venezuelano no início deste mês. Após a ação, Trump classificou o local como uma “câmara de tortura”.
Para muitos venezuelanos, a prisão representa décadas de repressão sob sucessivos governos, incluindo o de Nicolás Maduro, recentemente deposto. Ele foi substituído pela então vice-presidente Delcy Rodríguez, que passou a liderar uma transição marcada por gestos de aproximação com Washington.
Trump afirmou, em publicação nas redes sociais, ter tido uma “ótima conversa” com Rodríguez, citando temas como petróleo, minerais, comércio e segurança nacional. Segundo ele, os dois países estariam avançando em uma parceria para “estabilizar e recuperar” a Venezuela.
Desde que assumiu, Rodríguez anunciou concessões relacionadas ao tratamento de presos políticos. Centenas de detentos foram libertados em etapas sucessivas, após negociações com autoridades americanas. As liberações trouxeram à tona novos relatos sobre as condições de encarceramento em El Helicoide.
Ex-presos políticos descrevem práticas sistemáticas de abuso físico e psicológico dentro da unidade, administrada pelo SEBIN, o serviço de inteligência venezuelano. As denúncias incluem violência, ameaças constantes e condições degradantes de confinamento, especialmente em celas superlotadas e sem ventilação adequada.
Um dos ex-detentos, o opositor Rosmit Mantilla, afirmou à imprensa britânica que muitos prisioneiros retornavam de interrogatórios em estado crítico. Outro ativista, ouvido pelo Financial Times, relatou que guardas apresentavam o local como um “inferno”, deixando claro o caráter punitivo do sistema.









